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Ensinar os jovens por meio de atividades de grupo
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Ensinar os jovens por meio de atividades de grupo

Planeje as atividades para os jovens tendo em mente os propósitos do evangelho. Durante essas atividades, esteja atento às oportunidades que tiver para ajudar os jovens a fortalecer o testemunho, desenvolver talentos e habilidades de liderança, servir e cultivar amizades com pessoas comprometidas com os princípios do evangelho. As sugestões a seguir podem ser de utilidade para os líderes, pais e professores.

Ensinar pelo Exemplo

Nas atividades com os jovens, seu exemplo é sua ferramenta de ensino mais eficaz. Você ensina os jovens por meio de seus atos, suas conversas informais sobre as pessoas, sua forma de resolver problemas, o tipo de linguagem que usa e seu modo de tratar as pessoas.

E exemplo disso é um grupo de moças que aprendeu uma importante lição com suas líderes quando se depararam com circunstâncias inesperadas durante um acampamento. Como achavam que dormiriam em chalés com eletricidade, arrumaram suas mochilas com essa perspectiva em mente. No entanto, ao chegarem, viram que só havia barracas à disposição, sem luz elétrica ou outros confortos. Seria muito fácil reclamar, mas as líderes das Moças deram o exemplo ao optarem por rir das dificuldades e fazer o melhor com o que tinham em mãos. Muitos anos depois, uma das jovens recordou aquele acampamento como um momento chave em sua vida. Ela disse: “Jamais me esquecerei de quando estava sentada embaixo de uma árvore com algumas amigas e uma de nossas líderes. Estávamos todas rindo e perguntando-nos como sobreviveríamos nos três dias seguintes. Quando vi minhas líderes encarando aquela situação difícil da melhor forma possível, aprendi uma valiosa lição sobre adaptarmo-nos com alegria e ajudarmos as pessoas”.

Planejar Oportunidades de Ensino

Não tente transformar as atividades em aulas formais. Contudo, há muitas formas de transformar o ensino do evangelho em atividades.

Por exemplo, quando um consultor do

Sacerdócio Aarônico ouviu o Presidente Ezra Taft Benson incentivar as famílias a lerem o Livro de Mórmon diariamente, ficou impressionado com as promessas. Foi particularmente tocado pela promessa de que as famílias seriam abençoadas com o Espírito do Senhor em seu lar se seguissem esse conselho. (Ver Conference Report, outubro de 1988, pp. 3–4; ou Ensign, novembro de 1988, pp. 4–6.) Ele relembra: “Pensei: ‘Se essa promessa se aplica às famílias, será que também se aplicará a meu grupo escoteiro?’ Decidi que começaríamos a ler as escrituras diariamente em nossos acampamentos. Todos os dias pela manhã, antes de iniciarmos as atividades, reuníamo-nos e líamos um capítulo do Livro de Mórmon. Testifico que a bênção do Presidente Benson se concretizou em nossa tropa. Desde o dia em que começamos a ler juntos, nunca tivemos um problema sério com os meninos. Espero que eles tenham compreendido o poder de seguir o conselho do profeta”.

Esse mesmo líder também decidiu que nunca mais encerraria uma reunião escoteira ao redor da fogueira sem prestar seu testemunho e incentivar cada jovem a servir como missionário. Muitos anos depois, alguns dos rapazes a quem ele serviu agradeceram-lhe pelos conselhos que ele ofereceu à beira da fogueira e disseram-lhe que haviam exercido grande influência em suas decisões.

Tirar Proveito de Métodos de Ensino Não Planejados

Em muitas atividades, você se deparará com algumas oportunidades para ensinar os princípios do evangelho que não estavam nos planos. (Ver também “Momentos de Ensino na Vida Familiar”, páginas 140–141.) Por exemplo, quando um grupo voltou de uma caminhada certa tarde deu pela falta de duas jovens. A líder imediatamente reuniu as demais. Ajoelharam-se para orar e logo depois traçaram um plano para procurá-las. O que poderia ter sido um sério problema resolveu-se quando as jovens foram encontradas dentro de poucos minutos. A líder voltou a reunir as moças e juntas ofereceram uma sincera oração de agradecimento. Em seguida, a líder expressou seu amor a cada uma das jovens e prestou seu testemunho da realidade do Pai Celestial e Sua disposição de responder a nossas orações.

Utilizar Atividades como Base para o Ensino do Evangelho

As atividades podem proporcionar experiências nas quais você e seus alunos possam aplicar os princípios do evangelho. Sempre que for adequado, dedique algum tempo depois da atividade para conversar com os jovens sobre os princípios do evangelho que tenham aplicado. Guie-se pelas perguntas a seguir: O quê? Qual é a importância? E agora?

O quê? Peça aos jovens que descrevam o que aconteceu durante a atividade e que conversem sobre as pessoas e lugares que fizeram parte dela. Faça perguntas do tipo: “Qual foi a melhor parte do dia?”, “Qual foi a coisa mais engraçada que aconteceu?” ou “O que foi difícil para vocês?”

Qual é a importância? Peça que os participantes pensem na atividade à luz dos princípios do evangelho. Você pode fazer perguntas como: “Por que fizemos isso?”, “De que forma esta atividade ajudou alguém?” “O que vocês aprenderam com essa atividade?” ou “O que foi difícil ou fácil para vocês?”

E agora? Peça aos jovens que pensem em como a atividade poderá afetá-los no futuro. Isso é importante porque os ajuda a comprometerem-se a aplicar o que aprenderam. Você pode perguntar: “Vocês farão algo de forma diferente no futuro por causa do que aprenderam hoje? Se for o caso, o que farão?” Também pode pedir-lhes que completem a seguinte frase: “No futuro, vou…”

Você pode utilizar as perguntas abaixo como base para a discussão, valendo-se das sugestões a seguir:

  • Inicie uma conversa informal a caminho de casa, ao voltarem de uma atividade. Um grupo de rapazes e moças estava indo para casa após um projeto de serviço no qual haviam passado algumas horas com as crianças de um hospital infantil local. Embora alguns dos jovens inicialmente tivessem mostrado certo nervosismo, era evidente que todos tinham gostado da atividade. No carro, a caminho da capela, começaram a conversar sobre as crianças com quem haviam tido contato. Relataram muitas experiências engraçadas, boas e tristes. Uma das consultoras estava ao volante. Ela ouvia, fazia algumas perguntas e incentivava cada pessoa a dizer algo sobre o que acontecera. Em seguida, ela disse: “Vocês acham que nossa visita fez alguma diferença na vida de alguma daquelas crianças?” Após alguns segundos de hesitação, alguém disse: “Acho que sim”. Isso levou a outras discussões. A consultora continuou a ouvir os jovens dizer por que estavam felizes por terem participado da atividade e o que queriam fazer no futuro. Essa breve conversa ajudou todos a compreenderem melhor o significado da experiência daquela tarde.

  • Planeje alguns minutos ao fim de uma atividade para conversar sobre o que aconteceu e as lições que se podem tirar delas. Pode-se fazer isso no final de uma conferência de jovens, acampamento ou caravana ao templo. Um momento adequado seria logo antes de convidar os jovens para prestar testemunho.

  • Fale sobre a atividade na próxima vez que tiverem uma aula juntos. Ajude os jovens a lembrarem-se dos sentimentos que tiveram e o que aprenderam com a atividade.

  • Antes de planejar sua próxima atividade, peça aos jovens que falem da mais recente de que participaram. Se já se passou muito tempo, talvez seja necessário alongar-se um pouco mais em perguntas do tipo “O quê?” (contidas nesta página) para que todos consigam lembrar-se mais nitidamente do evento.

  • Quando der aulas, use atividades como exemplo. Nessas oportunidades, você (ou jovens a quem designar) pode falar sobre atividades passadas que estejam relacionadas aos princípios do evangelho em discussão.

  • Convide os jovens a escrever sobre as atividades. Pode pedir-lhes que as registrem no diário ou que escrevam cartas para os missionários contando sobre um projeto de serviço que realizaram e o que aprenderam com ele.

Diretrizes e Normas para o Planejamento de Atividades

Lembre-se de que as atividades devem fortalecer a fé e criar laços de amor. Uma das maiores dádivas que você pode conceder aos jovens são experiências em que descubram que o evangelho tem aplicação em sua vida.

Há diretrizes e normas para o planejamento de atividades na seção “Atividades” do Manual de Instruções da Igreja.