1990–1999
Segui o Profeta
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Segui o Profeta

Irmãos, é uma honra estar convosco. Oro humildemente que o Espírito oriente o que eu disser, para que examinemos alguns eventos na vida de nosso profeta e tomemos a decisão, com mais afinco, de ser como ele é, para sermos fiéis discípulos de Cristo.

O Élder Kimball citou F.M. Bareham como tendo dito: “Quando um erro quer correção, ou uma verdade quer pregação, ou um continente quer descoberta (e, poderíamos acrescentar, ou Deus quer que leiamos o Livro de Mórmon), Deus envia ao mundo um bebê para fazê-lo.” (Conferência Geral, abril de 1960, p. 84.)

E assim aconteceu que a 4 de agosto de 1899 em Whitney, Idaho, Sarah Benson entrou em trabalho de parto. George, seu marido, deu-lhe uma bênção. “O Dr. Allan Cutler atendeu-a em sua casa de fazenda, na presença de ambas as avós, Louisa Benson e Margaret Dunkley. O parto foi demorado. Quando afinal nasceu o robusto menino, o médico não pôde fazê-lo respirar e deitou-o depressa na cama, dizendo: ‘Não há esperança para a criança, mas creio que posso salvar a mãe.’ Enquanto o Dr. Cutler cuidava febrilmente de Sarah, as avós precipitaram-se para a cozinha, orando em silêncio; voltaram pouco depois com duas bacias de água, uma fria, a outra quente. Então foram imergindo o bebê alternadamente na água fria e na água quente, até que o ouviram chorar. O menino, de mais de cinco quilos estava vivo! Posteriormente, as duas avós testificaram que o Senhor havia preservado a criança. George e Sarah deram-lhe o nome de Ezra Taft Benson.” (Sheri L. Dew, Ezra Taft Benson: A Biography, Salt Lake City: Deseret Book Co., 1987, pp. 13-14.)

Quando Ezra tinha doze anos, o pai foi chamado para servir como missionário e, sendo o filho mais velho, foi encarregado de ajudar a cuidar da mãe, que estava grávida, e dos seis irmãos. Uma epidemia de varíola deixou-os todos muito doentes, inclusive a mãe, que ficou muito mal. Recusaram, porém, a sugestão insistente do médico de que o pai voltasse para casa. E foram abençoados pelo Senhor; venceram essa dificuldade, assim como outras situações difíceis, enquanto o pai cumpria missão.

“No princípio do outono de 1920, Ezra passou um fim de semana em Logan, visando a matricular-se no semestre de inverno. Ele e um primo estavam na rua principal, quando uma atraente jovem passou dirigindo um Ford conversível e acenou para uma amiga. Poucos minutos depois ela passou novamente e acenou de novo.

“Quem é?”, indagou Ezra.

“Flora Amussen”, replicou o primo. Algo naquela jovem impressionara Ezra, e ele respondeu entusiasmado:

“Quando voltar aqui no inverno, vou cortejá-la”.

“Qual nada”, rebateu o primo, acrescentando: “Ela é popular demais para um roceiro como você.”

“Isso é que torna a coisa mais interessante”, retrucou Ezra. Ele tivera a impressão de que se casaria com ela.” (Dew, pp. 46-47.)

No verão de 1921, aos vinte e um anos, Ezra recebeu uma carta do Presidente Píeber J. Grant, chamando-o para uma missão na Grã-Bretanha. Em 14 de julho de 1921, ele passou pelo Templo de Logan com os pais. Dois dias depois se despedia dos pais e da namorada e ia para a Grã-Bretanha. Apesar de estudar e esforçar-se muito, Elder Benson achava que não estava obtendo sucesso e escrevia em seu diário que estava desgostoso com suas “fracas tentativas de falar em público”. Ao amadurecer espiritualmente, foi convidado a falar no Ramo South Shields. Sua designação era discorrer sobre a apostasia, mas “proferiu um vigoroso e impressivo discurso sobre a veracidade do Livro de Mórmon”. Mais tarde comentou: “Falei com uma liberdade que me era desconhecida. Depois, não conseguia lembrar-me do que dissera, mas vários não-membros me rodearam, comentando: ‘Esta noite recebemos um testemunho de que Joseph Smith foi um profeta de Deus, e estamos prontos para o batismo.’ Foi a maior experiência de sua vida. …Foi a primeira experiência desse tipo que tive, na qual senti que o Senhor estava comigo.” (Dew, p. 55.)

O Presidente Benson desposou sua bem-amada a 10 de setembro de 1926, no Templo de Lago Salgado depois que ambos cumpriram missão. Ele diz que a Irmã Benson tinha mais fé nele do que ele próprio. Depois de sessenta e quatro anos de casados, eles são um exemplo de amor e devoção para todos nós.

Agora, cada um de vós, rapazes, pode saber que o Senhor está convosco e que ele vos ama. Podeis seguir este grande profeta, cumprir missão e casar-vos no templo. Podeis viver uma vida de serviço, como ele vive, e ser discípulos de Jesus.

Quando o Presidente Kimball faleceu, nós morávamos no Arizona. O Presidente Kimball estivera em nossa casa. Estivéramos ajoelhados com ele em oração familiar, e ele comera pão e leite conosco. Nós sabíamos que ele era um profeta de Deus.

Eu desejava o testemunho do Espírito de que o Presidente Benson era o profeta de Deus. Queria mais do que simplesmente saber que ele era um homem de bem e o seguinte na linha de sucessão. O Senhor foi bom para comigo e, após jejuar e orar, recebi, pelo Espírito, o testemunho de que o Presidente Benson era verdadeiramente o profeta escolhido de Deus para esta época, com um chamado e uma mensagem especial para nossos dias.

Pioje, são milhares os que despertaram espiritualmente por estarem estudando e seguindo os ensinamentos do Livro de Mórmon, conforme o profeta nos admoesta. São milhares os que sentem ter recebido uma mensagem pessoal especial do profeta, quando ele se dirigiu aos rapazes e às jovens da Igreja, às crianças, aos idosos, aos pais. Existem milhares que são pessoas melhores hoje, porque se despiram do orgulho, como aconselhou este grande profeta. Sim,

Damos graças a ti, ó Deus amado

Por mandares a nós uma luz.

(Hinos, n.° 147.)

Presto testemunho de que Ezra Taft Benson nasceu para ser profeta, viveu de modo a poder ser profeta, e foi chamado por Deus para ser um profeta em nossos dias. Ele estabeleceu o padrão de serviço e perseverança que devemos procurar imitar.

Encerrando, quero ler a letra de um hino que foi cantado esta tarde por um coro de moças, e que expressa o que sentimos pelo profeta.

Profçta, sempre a Deus, em teu favor

Rogamos paz te dê, conforto e amor;

Que o tempo ao transcorrer sem te alquebrar

Conserve tua luz sempre a brilhar.

Rogamos pois ao Pai, de coração,

Que forças tenhas tu para a missão.

De nos guiar aqui neste viver

Com a luz que hás de receber.

Pedimos hoje a Deus, com muito amor,

E queira o Pai ouvir nosso clamor.

Bênçãos do céu a ti venha ele dar,

Enquanto entre nós te conservar.

Que Deus abençoe e sustenha o profeta, e que nós o sigamos, é minha oração em nome de Jesus Cristo, amém.