1990–1999
“Estes Foram Dias Inolvidáveis”
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“Estes Foram Dias Inolvidáveis”

À medida que o ano de 1990 inexoravelmente chega ao fim, todos os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias devem fazer uma pausa e ponderar os acontecimentos momentosos ocorridos em nosso tempo, em nossos dias, e em nossa vida.

No mês de maio minha mulher e eu visitamos a histórica cidade de Berlim. Entramos num táxi e pedimos ao motorista que nos levasse ao Muro de Berlim. Como ele desse mostras de não compreender que direção queríamos tomar, dissemos novamente qual era o nosso destino. Ele continuou impassível, depois se virou pára nós e, num inglês vacilante, explicou: “Não posso. O muro kaput — se foi!” Dirigimo-nos ao Portão de Brandenburg e vimos sua restauração. Contemplamos pasmados Berlim Oriental e Berlim Ocidental, hoje uma só Berlim, e pensamos nos eventos ocorridos desde a derrubada do muro: Uma nova missão da Igreja na Polônia, outra na Hungria, e outra ainda na Grécia; e uma missão reorganizada na Checoslováquia. E agora, reconhecimento oficial de nosso ramo em Leningrado, na União Soviética. Quem, exceto o próprio Senhor, poderia prever estes históricos eventos? Ele declarou: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes.” (Mateus 24:14.) Os propósitos do Senhor certamente continuam a se descortinar diante de nossos olhos, se tão somente tivermos olhos para ver e corações para saber e sentir.

Outra bênção transcendente foi recebida na última semana de agosto, quando um magnífico templo do Senhor foi dedicado em Toronto, Ontário, no Canadá. Em sua glória resplandecente, ele parece dizer para quem contempla o seu esplendor: “Vinde! Vinde à casa do Senhor. Aqui encontrareis descanso para os vossos afazeres e paz para a vossa alma.”

E como o povo atendeu ao chamado! Primeiro foi a aglomeração nos dias de visitação pública, onde com reverência e calma viram o interior do templo e aprenderam o propósito de sua edificação, e as bênçãos que ele oferece. Uma visitante descreveu a beleza do edifício com estas palavras: “É um centro de serenidade.”

Quando ela estava para ir embora, uma jovem asiática exclamou: “Mãe, é tão bonito aqui. Eu não quero ir embora!”

Uma mulher surpreendeu um recepcionista com o pedido: “Fiquei tão impressionada com o que vi! O que devo fazer para pertencer à sua igreja?”

Então chegou a vez de os membros fiéis da Igreja assistirem às sessões de dedicação. Eles vieram de Ontário e de Quebec. Outros das cidades dos Estados Unidos que fazem parte do distrito do templo. Alguns viajaram até Toronto, desde as distantes Províncias Marítimas do Canadá. Ninguém voltou desapontado para casa.

Um menino que estava apreciando a cerimônia de colocação da pedra angular foi, pelo espírito de inspiração, chamado para pegar a pá e ajudar no selamento da pedra.

Dora Valência, que há quatro anos estava confinada a um leito do Hospital Ajax, em Ontário, juntou todas as suas forças e satisfez o seu desejo de assistir. Sua cama hospitalar com rodas foi empurrrada até a sala celestial, e ela não só se banqueteou com o espírito lá encontrado, mas também ajudou a proporcionar esse mesmo espírito. Quando passei por ela, ao sair da sala, e contemplei sua expressão de profunda gratidão ao Senhor, abaixei-me e tomei sua mão na minha. O céu parecia estar muito perto!

Coros angelicais elevaram nossos espíritos até o céu, ao cantarem o belo “Hosana”. Quando a congregação se uniu ao coral, cantando “Tal como um Facho”, todos choraram e se comoveram.

Os oradores recontaram a história da Igreja na Área de Toronto, e a bela oração dedicatória proferida em cada sessão nos encheu de paz. As palavras de Oliver Cowdery, pronunciadas em outra ocasião, pareceram captar o espírito da dedicação: “Estes foram dias inolvidáveis” (JS 2:71, nota).

Quando relembramos a história da Igreja na parte leste do Canadá, valorizamos os nobres sentimentos de seus membros, por terem um templo.

Já no início de abril de 1830, Phineas Young recebeu um exemplar do Livro de Mórmon de Samuel Smith, irmão do Profeta, e poucos meses mais tarde viajou mais para o interior do Canadá. Em Kingston ele prestou o primeiro testemunho do qual se tem conhecimento, da Igreja Restaurada, além das fronteiras dos Estados Unidos.

O Profeta Joseph Smith, juntamente com Sidney Rigdon e Freeman Nickerson, esteve em Brantford e em Mount Pleasant, Ontário, em 1833. Joseph e Sidney estavam longe de casa havia bastante tempo e preocupados com seus familiares. Na revelação que conhecemos como seção 100 de Doutrina e Convênios, o Senhor aconselhou-os: “Na verdade, assim vos diz o Senhor, meus amigos Sidney e Joseph, as vossas famílias vão bem; elas estão em minhas mãos,…

Portanto, segui-me e ouvi o conselho que vos darei.

Vede, eis que eu tenho muita gente neste lugar e nas regiões próximas; e uma porta adequada se abrirá… nesta terra do leste.” (Versículos 100:1–3.)

O Profeta demonstrou para com o povo o mesmo sentimento de bondade que o Senhor demonstrou para com ele e Sidney Rigdon. Em seu diário lemos: “O povo é muito manso e inquisitivo”, e “O Deus, sela nos corações deles o nosso testemunho” (History of the Church, 1:422–423).

Em 1836, Parley P. Pratt foi para o Canadá em obediência a uma grande profecia de Heber C. Kimball, na qual o irmão Pratt era instruído a ir para Toronto. Foi-lhe dito que lá ele encontraria pessoas que o esperavam e que receberiam o evangelho, e que de lá o evangelho seria levado à Inglaterra, onde um grande trabalho seria realizado. Em Toronto ele encontrou o Presidente John Taylor, os Fielding e muitos outros.

Em agosto do ano seguinte, 1837, o Profeta Joseph Smith, juntamente com Sidney Rigdon e Thomas B. Marsh, então Presidente dos Doze Apóstolos, visitaram Toronto. Viajando numa carruagem e realizando reuniões noturnas à luz de velas, eles visitaram as igrejas. Elder Taylor os acompanhou. Disse ele: “Isto, para mim, foi um privilégio único. Tive a oportunidade de conversar com eles diariamente, de escutar suas instruções e participar dos ricos tesouros de inteligência que fluíam continuamente do Profeta Joseph.

Ao recontar esta história lembro a experiência de John E. Page, quando o Profeta Joseph Smith o chamou para cumprir missão no Canadá. “Eu não posso cumprir missão no Canadá, irmão Joseph”, protestou ele. “Não tenho nem mesmo um casaco para vestir.”

“Aqui está”, respondeu Joseph Smith, tirando seu próprio sobretudo. “Leve este, e o Senhor o haverá de abençoar.”

John E. Page partiu de Kirtland, Ohio, no dia 31 de maio de 1836, na primeira missão como élder da Igreja. Trabalhou no Canadá durante dois anos. Nesse tempo viajou mais de oito mil quilômetros, a maior parte a pé, e batizou umas seiscentas pessoas.

Uma das grandes famílias que se filiaram à Igreja no Canadá foi a de Archibald Gardner. Lemos suas experiências no Canadá, no ano de 1843, em seu diário.

Robert Gardner descreve o dia de seu batismo: “Entramos uns três quilômetros mata adentro, à procura de um riacho que servisse. Fizemos um buraco de meio metro de largura no gelo e meu irmão William me batizou… Fui confirmado sentado numa tora, ao lado do riacho…

Não posso descrever o que senti na ocasião e durante um bom tempo depois. Senti-me como uma criancinha e passei a ter muito cuidado com o que dizia ou fazia, com receio de ofender o Pai Celestial. A leitura das escrituras e a oração em segredo ocupavam meu tempo livre. Conservava um Testamento de bolso comigo constantemente. Quando lia algo que achava apoiar o mormonismo, dobrava a ponta da folha. Logo comecei a encontrar dificuldade em achar a passagem desejada, pois quase todas as páginas estavam com a ponta dobrada. Não tive problema em acreditar no Livro de Mórmon. Cada vez que pegava o livro para ler, sentia um ardor no peito testemunhando sua veracidade.”

Archibald Gardner adicionou: “(Minha) mãe… (aceitou) o evangelho imediatamente e de todo o coração, assim que o ouviu… Logo que entrou em contacto com a nova fé ficou extremamente enferma, tão doente que seu estado era desesperador. Insistiu, porém, em ser batizada. Os vizinhos disseram que se a imergíssemos na água mandariam prender-nos por assassinato, pois ela certamente morreria. No entanto, levamo-la de trenó, bem agasalhada, ào lugar designado. Lá foi feito um buraco no gelo e ela foi batizada, na presença de uma multidão de descrentes, que haviam vindo para testemunhar a sua morte. Ela foi levada de volta para casa e sua cama foi preparada, mas disse: ‘Não, não preciso ir para a cama. Estou muito bem.’ E realmente estava.” (Delilah G. Hughes, The Life of Archibald Gardner, Draper, Utah, Review and Preview Publishers, 1970, pp. 25-27.)

Nos próximos anos continuou a reinar o mesmo espírito de fé e confiança no Senhor. Durante o período de 1959 a 1962, minha família e eu vivemos em Toronto, onde fui presidente de missão. Somos testemunhas do amor de Deus para com os santos daquela área. Posso descrever alguns desses eventos “inolvidáveis”?

Um deles diz respeito à família de Donald Mabey. O irmão Mabey tinha mudado sua família da Cidade do Lago Salgado para North Bay, Ontário, devido a uma transferência na companhia onde trabalhava. Era um élder da Igreja, mas pouco ativo nos chamados do sacerdócio. Tinha cerca de trinta e cinco anos de idade na ocasião e uma família encantadora. O Ramo de North Bay lutava desesperadamente, por falta de liderança no sacerdócio. Quando o visitei e reconheci a situação, tive uma entrevista com o irmão Mabey e disse-lhe: “Vou chamá-lo para servir na presidência do Ramo de North Bay.”

Ele replicou: “Não posso aceitar.”

Perguntei: “Por quê?”

“Nunca fiz isso antes”, disse ele.

“Isso não é problema”, respondi. Renovei minhas esperanças ao pensar no sobrenome de Don, Mabey, e na letra de uma balada, muito popular há tempos: “Por favor, não diga não — diga maybe (talvez em inglês).”

O irmão Mabey disse sim. Hoje ele é um sumo sacerdote e vive aqui no oeste. Todos os seus familiares já estiveram no templo e receberam suas bênçãos.

Tivemos outra evidência de fé quando visitamos pela primeira vez o Ramo de St. Thomas, pertencente a nossa missão e situado a duzentos quilômetros de Toronto. Havíamos sido convidados, minha mulher e eu, a assistir à reunião sacramental do ramo e falar aos membros de lá. Passamos por uma rua muito bonita, vimos muitas igrejas, e ficamos imaginando qual seria a nossa. Nenhuma delas. Procuramos o endereço que nos deram e descobrimos que ficava num velho alojamento. Nosso ramo se reunia no subsolo do prédio e se compunha de uns vinte e cinco membros, doze dos quais estavam assistindo à reunião. As mesmas pessoas dirigiam a reunião, abençoavam e distribuiam o sacramento, proferiam as orações e cantavam os hinos.

Ao término da reunião o presidente do ramo, Irving Wilson, perguntou se eu podia me reunir com ele. Nessa reunião ele me passou um exemplar da Improvement Era, nome de nossa atual Ensign (revistas da Igreja). Apontando para uma fotografia de uma de nossas novas capelas na Austrália, ele declarou: “E de um edifício como este que precisamos aqui em St. Thomas.”

Sorri e respondi: “Quando tivermos um número suficiente de membros para justificar e pagar um edifício como este, tenho certeza de que teremos um.” Naquela época era pedido aos membros locais que pagassem 30 por cento do custo do terreno e do edifício, além do pagamento do dízimo e das ofertas.

Ele exclamou: “Nossos filhos estão ficando adultos. Precisamos de um edifício como esse, e precisamos agora!”

Incentivei-os a aumentar em número pelo esforço pessoal, fazendo novas amizades e ensinando. O resultado foi um exemplo clássico de fé, misturado ao esforço e coroado de testemunho.

O Presidente Wilson pediu que mais seis missionários fossem enviados a St. Thomas. Depois disto, ele reuniu os missionários na sala nos fundos de sua pequena joalheria, onde se ajoelharam em oração. Em seguida ele pediu a um dos élderes que lhe desse a lista telefônica com páginas amarelas, que estava numa mesa próxima. O Presidente Wilson pegou a lista e disse: “Se queremos ter a capela de nossos sonhos em St. Thomas, precisamos de um santo dos últimos dias para fazer o projeto. Como não temos nenhum arquiteto, teremos que converter um.” Ele passou o dedo pela lista de arquitetos, parou num nome e disse: “E este que convidaremos, para ouvir a mensagem da Restauração em minha casa.”

O Presidente Wilson seguiu o mesmo processo, na escolha de encanadores, eletricistas e artífices de todo o tipo. Ele não negligenciou as outras profissões, cheio do desejo de ter um ramo com as pessoas necessárias. As pessoas foram convidadas a se reunir com os missionários na casa dele, a verdade foi ensinada, testemunhos foram prestados, e muitos convertidos. As pessoas recém-batizadas repetiram o processo, convidando outros para ouvir, semana após semana, mês após mês.

O Ramo de St. Thomas teve um crescimento assombroso. No prazo de dois anos e meio foi comprado um terreno, um lindo edifício foi construído, e um sonho inspirado se tornou uma realidade. Esse ramo é hoje uma progressiva ala, numa estaca de Sião.

Quando penso na cidade de St. Thomas, não são as centenas de membros e as dúzias de famílias que pertencem à ala que me vêm à mente; mas, sim, aquela reunião sacramental no subsolo do alojamento, com tão poucos membros; e da promessa do Senhor: “Por que onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí, estou eu no meio deles.” (Mateus 18:20.)

Os templos, como esse de Toronto, são construídos com pedra, vidro, madeira e metal; no entanto, são também produto da fé e um exemplo de sacrifício. Os fundos para a construção provêm do pagamento de dízimos e consistem da moeda da viúva, dos centavos das crianças, e do dinheiro de operários — santificados pela fé.

Sempre que assisto à dedicação de um templo, penso no irmão e irmã Gustav e Margaret Wacker, de Kingston, Ontário. Ele foi presidente do Ramo Kingston. Era do velho continente e falava inglês com um forte sotaque. Nunca possuiu ou dirigiu um carro. Exercia a profissão de barbeiro e não ganhava muito cortando cabelo perto de uma base do exército em Kingston. Como ele gostava dos missionários! Sua maior alegria era ter o privilégio de cortar o cabelo de um missionário. Ele nunca cobrava seus serviços e quando os rapazes insistiam em pagardhe, respondia: “Oh! Não. E um prazer cortar o cabelo de um servo do Senhor.” Aliás, ainda dava aos missionários todas as gorjetas do dia. Se estivesse chovendo, como freqüentemente acontece em Kingston, o Presidente Wacker chamava um táxi e mandava os jovens para o apartamento deles de carro, embora ele mesmo, no final do dia, fechasse seu pequeno negócio e voltasse a pé para casa, mesmo debaixo de chuva.

A primeira vez que entrei em contacto com Gustav Wacker foi quando notei que o dízimo que ele pagava era muito maior do que aquilo que possivelmente ganharia. Meus esforços para explicar-lhe que o Senhor não requeria mais que um décimo de seu salário caíram em ouvidos atentos, mas não pude convencê-lo. Ele simplesmente respondeu que gostava de dar tudo o que podia ao Senhor, o que chegava a quase uma terça parte do que ganhava. Sua boa mulher pensava do mesmo modo e sua maneira incomum de pagar o dízimo continuou.

Gustav e Margarete Wacker estabeleceram um lar parecido com o céu. Não foram abençoados com filhos, mas ajudaram carinhosamente muitos dos membros que os visitavam. Um experiente e erudito líder da Igreja, de Ottawa, me disse: “Gosto de visitar os Wacker. Saio de lá com o espírito renovado e determinado a me aproximar mais do Senhor.”

Será que o Pai Celestial deu crédito a uma fé tão forte? O ramo prosperou. O número de membros ficou grande demais para o lugar onde se reuniam e mudaram-se para uma bonita e moderna capela própria, edificada com a contribuição generosa dos membros do ramo, para o engrandecimento da cidade de Kingston. As orações do presidente e irmã Wacker foram respondidas com um chamado para uma missão de proselitismo em sua terra natal, a Alemanha, e outra, no belo Templo de Washington, D.C. Então, em 1983, com sua missão na mortalidade concluída, Gustav Wacker faleceu serenamente, nos braços de sua amada e eterna companheira, vestido com roupa branca do templo, lá no Templo de Washington.

Estas histórias e muitas outras me vieram à mente durante a dedicação do Templo de Toronto. Pensei nas muitas nacionalidades representadas por nossos membros de lá. Ingleses, escoceses, alemães, franceses e italianos predominavam, mas também havia irmãos da Grécia, Hungria, Finlândia, Holanda, Estônia e Polônia. Toronto é um exemplo do cumprimento da promessa do Senhor, em Jeremias: “Vos tomarei, a um de uma cidade, e a dois de uma geração; e vos levarei a Sião.” (Jeremias 3:14.) Foi isto o que ele fez; e desta Sião chamada Toronto, a palavra se espalha, hoje, nas línguas nativas das nações de origem daqueles que ele reuniu.

Ao me preparar para deixar Toronto, depois da última sessão de dedicação, voltei o olhar para o céu, e ofereci uma oração de gratidão a Deus por seu amoroso cuidado, suas inúmeras bênçãos, e pelos “dias inolvidáveis” que lá passei. Lá em cima do branco e' resplandecente templo, que personifica a pureza e reflete retidão, vemos a estátua dourada do Anjo Morôni. Lembrei-me então de ter ouvido que, da altura que ela está, mais de 30 metros, num dia claro, pode-se enxergar o Monte Cumorah. Observei que nas mãos de Morôni estava a conhecida trombeta e ele estava olhando em direção a Cumorah. O belo Templo de Toronto prepara todos os que nele entram para retornar à casa — nossa casa nos céus, junto à nossa família, junto a Deus.

Que todos possamos retornar em segurança ao nosso lar eterno é a minha humilde oração. Em nome de Jesus Cristo, amém.