2021
Eu não gostava do trabalho de história da família. Mas depois, presenciei milagres
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Eu não gostava do trabalho de história da família. Mas depois, presenciei milagres

Minha família em Taiwan não tinha muitas informações sobre nossa história da família, mas ao exercer a fé, pude testemunhar milagres.

Quando eu tinha 10 anos de idade e morava em Taiwan, minha avó apresentou os missionários a nossa família. Meu pai pôde batizar minha mãe, meu irmão e eu. Porém, logo depois que fomos selados no templo, o restante de minha família parou de frequentar a igreja.

Então, naturalmente, a responsabilidade do trabalho de história da família caiu sobre os meus ombros. Mas essa tarefa nunca foi fácil para mim.

Tentei aceitar os convites de nossos líderes da Igreja para fazer esse trabalho sagrado, mas devido a vários contratempos, parei de me empenhar.

Acho que meus pais nunca gostaram da ideia de fazer o trabalho do templo pelos mortos. Eles sentiam que estávamos tomando a decisão de receber as ordenanças por nossos antepassados e que isso era desrespeitoso com o arbítrio deles.

Também tive dificuldades de encontrar informações sobre meus antepassados. A maioria das famílias chinesas guarda um livro de genealogia chamado zupu que contém registros que remontam até 2000 a.C. Mas o zupu da minha família não tinha o ano de nascimento nem de falecimento dos meus antepassados do sexo masculino, assim como nenhuma informação sobre meus antepassados do sexo feminino, por isso não pude enviar nomes ao templo nem realizar ordenanças por meus antepassados.

Depois desses contratempos, desisti de me empenhar na história da família.

Começar de novo

Quando fui para a faculdade, fazia anos que não pensava mais na história da família. Então, durante um semestre, minha estaca nos incentivou a estabelecer uma meta para levar o nome de um familiar ao templo. Nossos líderes da estaca nos prometeram que, se orássemos antes de começarmos a fazer o trabalho de história da família, seríamos guiados aos antepassados que desejavam que suas ordenanças fossem realizadas.

No início, não estava muito entusiasmado com esse convite. Eu já havia tentado e falhado antes.

No entanto, ao orar todos os dias pedindo que tivesse sucesso em meu trabalho de história da família e o desejo de seguir em frente em meus esforços, meu coração se enterneceu. E logo comecei a sentir o desejo de começar de novo.

Certa noite, senti uma forte inspiração para abrir minha árvore familiar no FamilySearch e pesquisar uma linhagem específica de antepassados. Depois de pesquisar sem sucesso alguns nomes diferentes em um mecanismo de busca, encontrei uma página da internet para um de meus antepassados.

Aparentemente, esse antepassado foi uma figura proeminente durante a revolução em Taiwan, e todas as suas informações foram registradas nessa página, com fontes anexadas. A partir daí, consegui encontrar mais informações sobre seus filhos e seus pais.

Por meio dessa busca aleatória na internet, consegui encontrar e enviar seis nomes ao templo naquele dia, e dentro de um mês enviei mais de 50 nomes.

Foi incrível.

Será que eu estava fazendo a diferença?

Logo havia levado muitos nomes ao templo, mas ainda me perguntava se meus ancestrais do outro lado do véu estavam aceitando essas ordenanças. Não sabia se eu estava fazendo a diferença.

Então, orei pedindo a confirmação. E na próxima vez que fui ao templo, quando estava terminando um selamento por um de meus antepassados, o selador do templo olhou para mim com lágrimas nos olhos. Ele me disse que podia sentir o entusiasmo de meu antepassado ao receber a ordenança.

Sabia que Deus havia respondido a minha oração e que meu trabalho vicário estava realmente fazendo a diferença.

Mesmo tendo passado algum tempo, meus pais ainda não gostam muito da ideia do trabalho de história da família. Mas tenho sentido o consolo e o apoio dos meus antepassados, especialmente quando me sinto sozinha por ser o único membro ativo em minha família. Sinto que eles estão ajudando a abrandar o coração de meus pais também.

O élder John A. Widtsoe (1872–1952), do Quórum dos Doze Apóstolos, ensinou: “Qualquer pessoa que procura ajudar aqueles que se encontram do outro lado recebem em troca o auxílio que necessitam em todas as áreas de sua vida”.1

Tenho sentido essa ajuda que vem do outro lado do véu.

A história da família é um dos trabalhos mais emocionantes e gratificantes que podemos fazer como membros da Igreja de Jesus Cristo. Ao coligarmos Israel do outro lado do véu, estamos reunindo um “exército de anjos” para nos apoiar em nossa jornada mortal, estamos nos conectando com o céu e nos achegando a Cristo. E, como testificou a irmã Wendy Watson Nelson: “O trabalho de história da família trará milagres à sua vida e à vida daqueles a quem você ama”. 2

Sei que isso é verdade.