2021
Ministrar por meio da inclusão
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Princípios para ministrar como o Salvador

Ministrar por meio da inclusão

Detalhe superior: fotografia de Catherine Frost; abaixo, à direita: fotografia de Scott Law

Não é incomum estarmos em um grupo, mas sentirmos que não pertencemos a ele. Quando isso acontece na Igreja, pode ser particularmente difícil para os mais fragilizados.

O presidente Gordon B. Hinckley (1910–2008) ensinou que todos os que se filiam à Igreja precisam de um amigo.1 Os ministradores e as ministradoras têm a oportunidade de garantir que todo membro saiba que tem um amigo na ala ou no ramo.

Isso é ainda mais importante para alguém que sente que não se “encaixa”. Nessa situação, podem estar os membros novos, recém-chegados, solteiros, sem filhos, jovens, velhos, menos ativos, tímidos ou que passam por algum tipo de dificuldade. Podem ser aqueles que têm uma aparência ou um modo de falar, pensar, vestir-se ou agir que diferem dos demais do grupo. Em outras palavras, qualquer um de nós pode, às vezes, sentir-se excluído.

Alissia, uma mulher que tinha dificuldades para se integrar em razão de sua raça, diz: “Ser diferente pode ser difícil, e não é fácil descrever isso para alguém que nunca passou por algo parecido”. Contudo, ela conta: “Senti-me prestigiada e incluída por atos simples de gentileza e atenção. Sinto-me incluída quando as pessoas se esforçam para ter uma conversa real comigo, dedicam tempo para mim ou me convidam a participar da vida delas. É ótimo quando as pessoas demonstram que querem estar por perto”.2

Ideias para criar um sentimento de inclusão

O que as ministradoras e os ministradores podem fazer para ajudar a incluir as pessoas?

  1. Ouvi-las. Sentimo-nos incluídos quando sabemos que somos ouvidos e vistos como realmente somos mesmo com nossas imperfeições. Não precisamos resolver os problemas de alguém — na verdade, quase sempre isso nem sequer é possível. Mas podemos ouvir com compaixão e curiosidade, refletindo sobre o que ouvimos para nos certificar de que compreendemos, e perguntar o que mais a pessoa tem em mente. Devemos desenvolver essas habilidades de escuta e empatia, e ser um exemplo delas para os outros.

  2. Orar por elas. Podemos nos sentir inspirados a orar por elas. Também podemos ser inspirados a perguntar se podemos orar com elas ou o que podemos pedir ao orar em seu benefício.

  3. Acima: fotografia de Getty Images

    Convidar, apresentar e incluir. Convide-as para atividades da ala, projetos de serviço, eventos sociais ou atividades informais em grupo. Leve-as com você se possível, apresente-as a outras pessoas e as inclua nas conversas ao fazer perguntas que as façam participar. Ajude aqueles que se mudaram recentemente a conhecer outras pessoas novas, já que elas também podem estar em busca de amigos.

  4. Avaliar. Pergunte-lhes diretamente o quanto se sentem integradas na ala. Quem são seus amigos? Quem poderia ser? Pergunte sobre seus interesses, passatempos, filhos e suas preocupações para que assim você esteja alerta às oportunidades de pô-las em contato com outras pessoas que tenham algo em comum ou que precisem de suas habilidades.

  5. Destacar as qualidades. Sentimo-nos incluídos quando sabemos que temos algo a oferecer. Destaque coisas que você percebeu que elas fazem bem. Pergunte a alguém que as conhece bem quais seriam as qualidades delas. Se não souberem, convide-as a perguntar. Busque oportunidades para que elas usem seus pontos fortes a fim de fortalecer outras pessoas.

  6. Aconselhar-se com os líderes. Se for o caso, indique aos líderes quais são as qualidades e necessidades dessas pessoas para que eles tenham as informações necessárias ao buscar inspiração para designações e chamados significativos.

  7. Capacitá-las. Ajude-as a valorizar as próprias habilidades ao fazer perguntas como: Quando você precisou de novos amigos no passado, o que fez? Se você quisesse fortalecer sua amizade com alguém, o que faria? O que você já tentou fazer, até agora, para criar vínculos com outras pessoas? O que mais você poderia tentar?