2017
Cinco Princípios Que Ajudam a Colocar o Passado na Perspectiva Adequada

Cinco Princípios Que Ajudam a Colocar o Passado na Perspectiva Adequada

Kirtland, Ohio

Para entender nossa história, é preciso passar por um processo de aprendizado e descoberta capaz de fortalecer nosso testemunho, ajudar-nos a afastar as dúvidas, contar as melhores histórias, discernir a doutrina verdadeira e aprimorar nosso raciocínio. Entretanto, sem a perspectiva adequada, o passado pode ser uma fonte de confusão que enfraquece o testemunho e gera dúvidas.

Estes cinco princípios de Keith Erekson, diretor da Biblioteca de História da Igreja, podem ajudar-nos a compreender o passado.

1. O passado não existe mais, só restam fragmentos. De nossa perspectiva, no presente, o passado basicamente se acabou. Contudo, restam-nos fragmentos do passado. Ao estudar os registros que restaram, precisamos ter em mente que eles não representam o passado completo.

2. Os fatos não falam, as pessoas que narram as histórias, sim. Como os fragmentos que restam do passado estão incompletos, há quem tente montar o quebra-cabeças para conseguir contar uma história. Temos sempre que levar em consideração quem contou a história, a forma como foi contada e o motivo pelo qual foi contada.

3. O passado é diferente do presente (e isso é normal). No processo de tentar entender os fragmentos do passado e as histórias a seu respeito, descobrimos que a visão das pessoas do passado é diferente da nossa visão hoje. Todos os aspectos temporais da experiência humana mudam com o tempo, às vezes pouco, outras muito.

4. Os pressupostos atuais distorcem o passado. Como o passado foi diferente de nossa época, temos que tomar muito cuidado para não adotar pressupostos fundamentados em nossas ideias e nossos valores atuais. Muitas vezes as coisas que consideramos “os problemas do passado” não passam de pressupostos errôneos adotados no presente.

5. É preciso ser humilde para aprender a história. De nossa perspectiva presente, é claro que sabemos mais a respeito do resultado do passado do que as pessoas nele envolvidas, mas, ao mesmo tempo, sabemos muito menos sobre como foi vivenciar esse passado. É preciso humildade para admitir que não sabemos tudo, para esperar pacientemente por mais respostas e para continuar a aprender.