2017
Como uma Missionária Que Faz Arte de Rua Representou Sua Fé

Como uma Missionária Que Faz Arte de Rua Representou Sua Fé

Kirtland, Ohio

Quando finalmente me qualifiquei para servir uma missão de tempo integral, fui chamada para servir na Missão Nova Zelândia Auckland, de idioma tonganês. Mesmo sendo descendente de tonganeses, eu tinha dificuldades com o idioma. Eu tinha muito a dizer, mas, porque não conseguia falar o idioma, minhas palavras eram poucas, simples e mal pronunciadas.

Amo esse evangelho e amo a arte de rua, então decidi combinar os dois. Coloquei em minha mochila as escrituras, um caderno de desenho, lápis de carvão vegetal, marcadores permanentes e latas de tinta spray. Minhas companheiras riram e perguntaram: “O que você vai fazer com tinta spray?” Expliquei: “Posso não falar o idioma ainda, mas posso mostrar às pessoas meu testemunho”.

Pelo restante de minha missão, usei a arte de rua — no papel, não em prédios — e o Espírito para ensinar as pessoas a respeito de Cristo. E por mais estranho que pareça, funcionou. Muitas pessoas não queriam ouvir minha mensagem, então eu a desenhava. As portas e os olhos se abriam quando eu lhes contava que grafitava. Elas não acreditavam em mim. Elas me cronometravam por três minutos e eu fazia um desenho da palavra enquanto ensinava sobre ela. Entre elas estavam muitas que se sentiam julgadas e pouco amadas. Pude testificar que com fé em Cristo podemos sentir Seu amor e perdão, e que Ele pode nos ajudar a mudar para melhor. Ele me ajudou.

Anos de preparação para a missão me permitiu adquirir um testemunho da Expiação de Cristo e de Seu poder para me ajudar a vencer minhas fraquezas e usar meus pontos fortes para compartilhar com outras pessoas o que eu sabia. No final, valeu a pena a espera de sete anos.