2012
    Sozinho, Mas Nem Tanto
    Notas de rodapé
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    Sozinho, Mas NemTanto

    Onde quer que vivamos, há momentos em que nos sentimos diferentes dos demais. Quando isso acontece, é importante não perder o foco e fazer o que é certo.

    Juan Cabrera, um rapaz de dezoito anos de idade, de Cuenca, Equador, sabe o que é ser diferente. Ele é um dos poucos membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias numa cidade de cerca de 500.000 habitantes, e as pressões para ceder às tentações são bastante fortes. Mas Juan sabe que há uma fonte de força maior que qualquer tentação.

    Desenvolver o Foco

    Os pais de Juan o ensinaram quando criança a seguir padrões que abençoem sua vida. Esses padrões o ajudaram a cultivar e desenvolver seus talentos. “Desde pequeno, eu traçava metas na Primária e nos Rapazes para aprender a tocar instrumentos”, explica ele. “Toco violino, flauta, piano e agora violão. É de violão que gosto mais.”

    Juan também fazia metas de boa forma física com base no programa Cumprir Meu Dever para com Deus. Ao longo dos anos, ele praticou taekwondo, natação e ginástica e chegou a integrar a equipe de corrida de sua escola.

    “Adoro aprender. É por isso que sempre aceitei o desafio de aprender um novo instrumento ou esporte, aprender algo mais”, diz ele.

    Essas metas também serviram de alicerce para um objetivo maior. “Tudo o que fiz, tudo o que estudei, todo o preparo físico, todas as metas que tracei — tudo tinha o objetivo de me preparar para a missão”, explica ele. “E ir para a missão é apenas parte de outra meta: ser selado no templo e me tornar um bom marido.”

    Aprender a Dizer “Não”

    Mesmo com um foco tão preciso, Juan sabe que não é fácil manter-se nos trilhos. Há alguns anos, ele adquiriu muita força com os rapazes mais velhos de sua ala. Mas a maioria deles se mudou ou começou a frequentar o quórum de élderes, e sobraram poucos amigos para apoiar Juan nos momentos difíceis. Nessas horas, Juan buscou forças nos pais e irmãos — e no Pai Celestial.

    “Às vezes nos sentimos um pouco sozinhos, pois temos padrões diferentes, um modo diferente de viver, de tratar os outros, de buscar coisas diferentes na vida. Mas a verdade”, acrescenta Juan, confiante, “é que nunca estamos sozinhos. Temos sempre a oração e sempre podemos nos aproximar do Pai Celestial. Sempre orei por forças para fazer o que é certo e coragem para enfrentar meus amigos quando fazem coisas erradas.

    E sabem de uma coisa?” continua ele. “Meus amigos já me disseram algumas vezes que admiram meu exemplo e a força que tenho para dizer ‘não’.”

    Permanecer Firme

    Algumas das tentações enfrentadas por Juan eram fáceis de evitar. Ele dizia ‘não’ facilmente quando um amigo o convidava para tomar bebidas alcoólicas. Era uma violação clara dos mandamentos.

    “Mas em outros momentos as tentações são mais sutis”, explica Juan. “Como dizem as escrituras, às vezes elas vêm disfarçadas [ver Mateus 7:15]. As tentações podem aparentar não ser tão ruins, pois não parecem quebrar nenhum mandamento específico. É nessas ocasiões que é preciso orar para saber o que está acontecendo para não ficarmos confusos. O Espírito me ajudou a entender isso muitas vezes, quando algo era errado ou quando as pessoas tentavam me convencer a fazer coisas ruins.”

    Ao preparar-se para a missão, Juan fez novos amigos na Igreja que o apoiam.

    “Agora sou um exemplo para outros jovens, e tem sido uma bênção para mim”, diz ele. “Isso me ajuda a entender que o empenho para ser firme e fiel vale a pena.”

    No alto: Juan com a família. Acima: um dos quatro rios que passam por Cuenca.

    Fotografias: Joshua J. Perkey