2012
    O Bilhete Dourado
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    Histórias da Conferência

    O Bilhete Dourado

    Uma mulher queria mais do que qualquer outra coisa casar-se no templo com um fiel portador do sacerdócio e tornar-se mãe e esposa. Ela tinha sonhado com isso a vida inteira e, oh, que mãe maravilhosa e que esposa amorosa ela seria! Sua casa seria repleta de bondade amorosa. Jamais seria ali proferida uma palavra amarga. A comida nunca iria queimar. E os filhos, em vez de sair com seus amigos, prefeririam passar as suas noites e seus fins de semana com a mamãe e o papai.

    Esse era o seu bilhete dourado. Ela sentia que aquela era a única coisa da qual dependia toda a sua existência. Era a única coisa no mundo pela qual ela ansiava desesperadamente.

    Mas isso nunca aconteceu. E, com o passar dos anos, ela se tornou cada vez mais retraída, amarga e até irada. Não conseguia entender por que Deus não lhe concedia aquele desejo justo.

    Ela trabalhava como professora de escola primária, e o fato de estar rodeada de crianças o dia inteiro lembrava-a de que seu bilhete dourado nunca tinha aparecido. Com o passar dos anos, ela se tornou mais decepcionada e retraída. As pessoas não gostavam de ficar perto dela e a evitavam sempre que podiam. Ela chegou até a descontar sua frustração nas crianças da escola.

    A tragédia dessa história é que aquela mulher querida, em meio a toda a decepção com seu bilhete dourado, não conseguiu perceber as bênçãos que recebera. Ela não tinha filhos em casa, mas estava cercada de crianças na sala de aula. Não fora abençoada com uma família, mas o Senhor tinha-lhe dado uma oportunidade que poucas pessoas têm: a chance de influenciar positivamente a vida de centenas de crianças, como professora.

    A lição aqui é que, se gastarmos nossos dias à espera de rosas fabulosas, podemos perder a beleza e a maravilha das minúsculas não-te-esqueças-de-mim que estão ao nosso redor.”

    Presidente Dieter F. Uchtdorf, Segundo Conselheiro na Primeira Presidência, “Não Te Esqueças de Mim”, A Liahona, novembro de 2011, p. 120.

    Perguntas para refletir:

    • Qual seria o seu “bilhete dourado”? E como ele atrapalha sua capacidade de enxergar as bênçãos que você já recebeu?

    • Quais são as “não-te-esqueças-de-mim” que talvez você nem perceba em sua vida?

    Considere a possibilidade de escrever seus pensamentos num diário ou discuti-los com outras pessoas.

    seu sonho se realiza