4: Como posso reconhecer e compreender o Espírito?
    Notas de rodapé
    Tema

    “4: Como posso reconhecer e compreender o Espírito?”, Pregar Meu Evangelho: Guia para o Serviço Missionário, 2018, pp. 91–106

    “4 Reconhecer o Espírito”, Pregar Meu Evangelho, pp. 91–106

    4.

    Como posso reconhecer e compreender o Espírito?

    Liahona

    Pense nisto

    • Por que preciso receber revelação pessoal?

    • Quem é o Espírito Santo e como Ele age?

    • Por que preciso orar com fé?

    • Qual é o papel do Espírito no trabalho missionário?

    • Como reconhecer os sussurros do Espírito?

    Revelação pessoal

    Joseph Smith disse: “Não pode haver salvação sem revelação; é inútil uma pessoa ministrar sem isso” (Discurso proferido entre 26 de junho e 4 de agosto de 1839–A, conforme relatado por Willard Richards, Biblioteca de História da Igreja, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Salt Lake City). Você terá sucesso em seu trabalho se aprender a receber revelação pessoal e segui-la. Joseph Smith também ensinou que a revelação é essencial para nosso trabalho diário: “Este é o princípio sob o qual o governo do céu é guiado: a revelação adaptada à situação em que são colocados os filhos do reino” (History, 1838–1856, volume D-1, 1º de agosto de 1842–1º de julho de 1843, Biblioteca de História da Igreja, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Salt Lake City).

    Deus ama você e todos os Seus filhos. Ele está ansioso por apoiá-lo em seus desafios práticos e específicos. Você recebeu a promessa de que teria inspiração para saber o que fazer e de que receberia a capacidade de fazê-lo (ver Doutrina e Convênios 43:15–16). O Senhor o ajudará à medida que você reconhecer e compreender o Espírito por meio do estudo diligente das escrituras. Ele o guiará até as pessoas que receberão a mensagem da Restauração. Ele lhe dará a capacidade de transmitir a mensagem e de testificar a respeito de Cristo e Seu evangelho. Ele derramará sobre você Suas bênçãos pelo dom do Espírito Santo. Ele lhe pede que permaneça digno desse dom e que peça, busque e bata (ver Doutrina e Convênios 4:7; Mateus 7:7–8).

    Vivemos na época profetizada pelos profetas do Livro de Mórmon, em que as pessoas “contenderão umas com as outras; e seus sacerdotes contenderão uns com os outros e ensinarão com o seu saber e negarão o Espírito Santo, o qual inspira o que dizer” (2 Néfi 28:4; ver também 3 Néfi 29:6; Mórmon 9:7–8). Ainda assim, muitas pessoas anseiam por coisas espirituais. Ao aprender a receber revelação pessoal, você ensinará com poder e autoridade (ver Alma 17:3), pois o Espírito Santo lhe dará poder para falar (ver 1 Néfi 10:22).

    Ao ajudar as pessoas a serem batizadas e confirmadas, você precisa buscar revelação pessoal e recebê-la por meio do Espírito Santo. Tenha fé que você receberá revelação pessoal para guiá-lo em seu trabalho diário. O Espírito Santo vai ajudá-lo em todos os aspectos de seu trabalho.

    Atividade: Estudo pessoal

    No testemunho final de Morôni, ele escreveu “algumas palavras a título de exortação” (Morôni 10:2). Leia Morôni 10 e escreva com suas próprias palavras aquilo que Morôni exorta o leitor do Livro de Mórmon a fazer (exortar significa encorajar firmemente ou pedir insistentemente que alguém faça algo).

    A luz de Cristo

    Uma pessoa é capaz de receber orientação espiritual antes de ser batizada e confirmada. Essa influência espiritual começa pela luz de Cristo, que é concedida “a todos os homens, para que eles possam distinguir o bem do mal” (Morôni 7:16, ver também versículos 14–19).

    A luz de Cristo é a “energia divina, poder ou influência que procede de Deus por meio de Cristo e dá vida e luz a todas as coisas. É a lei pela qual todas as coisas são governadas no céu e na Terra. Ela também ajuda as pessoas a entender a verdade do evangelho e serve para colocá-las no caminho do evangelho que leva à salvação.

    Não devemos confundir a luz de Cristo com o Espírito Santo. A luz de Cristo não é um personagem, mas uma influência proveniente de Deus, que nos prepara para receber o Espírito Santo. É uma influência para o bem na vida de todo ser humano.

    Uma manifestação da luz de Cristo é a consciência, que ajuda a pessoa a distinguir o bem do mal. Quanto mais aprendemos a respeito do evangelho, mais sensível se torna nossa consciência. Os que seguem a luz de Cristo são guiados ao evangelho de Jesus Cristo” (Guia para Estudo das Escrituras, “Luz, Luz de Cristo”; ver também Doutrina e Convênios 84:46–47).

    O presidente Boyd K. Packer disse: “É importante (…) que o missionário (…) saiba que o Espírito Santo pode trabalhar por meio da Luz de Cristo. O professor que ensina as verdades do evangelho não está plantando algo estranho nem novo nas pessoas, sejam elas adultos ou crianças. Em vez disso, o missionário ou professor está fazendo contato com o Espírito de Cristo que já Se encontra ali. O evangelho lhes soará familiar” (“The Light of Christ”, discurso proferido no Seminário para Novos Presidentes de Missão, 22 de junho de 2004, p. 2), Biblioteca de História da Igreja, Salt Lake City).

    O Espírito Santo

    A pessoa do Espírito Santo. O Espírito Santo é o terceiro membro da Trindade. Ele é um personagem de espírito e não tem um corpo de carne e ossos (ver Doutrina e Convênios 130:22). Conforme o Salvador prometeu a Seus seguidores, o Espírito Santo é o Consolador, que ensinaria todas as coisas e lhes faria lembrar todas as coisas que o Senhor lhes ensinara (ver João 14:26).

    O poder do Espírito Santo. O testemunho recebido antes do batismo, por aqueles que buscam a verdade sinceramente, vem por meio do poder do Espírito Santo. “O poder do Espírito Santo pode vir a uma pessoa antes do batismo e testificar que o evangelho é verdadeiro” (Guia para Estudo das Escrituras, “Espírito Santo”). Ele presta testemunho de Jesus Cristo, de Sua obra e do trabalho de Seus servos na Terra. O Espírito Santo presta testemunho da verdade. Pelo poder do Espírito Santo, todas as pessoas podem saber que o Livro de Mórmon é verdadeiro. “E pelo poder do Espírito Santo podeis saber a verdade de todas as coisas” (Morôni 10:5).

    O dom do Espírito Santo. Aqueles que recebem um testemunho antes de serem batizados e confirmados ainda não têm a promessa da companhia constante do Espírito Santo. Joseph Smith disse: “Há uma diferença entre o Espírito Santo e o dom do Espírito Santo. Cornélio recebeu o Espírito Santo antes de ser batizado, que foi o poder de Deus para convencê-lo da veracidade do evangelho, mas ele não poderia receber o dom do Espírito Santo até depois de ter sido batizado. Se ele não tivesse tomado esse sinal ou essa ordenança sobre si, o Espírito Santo que o convenceu da veracidade de Deus o teria deixado” (“Sabbath Scene in Navuoo”, Times and Seasons, 15 de abril de 1842, p. 752).

     “O direito de ter a companhia constante do Espírito Santo, enquanto a pessoa permanecer digna, é um dom que só pode ser recebido pela imposição de mãos de um portador do Sacerdócio de Melquisedeque, após o batismo autorizado na verdadeira Igreja de Jesus Cristo” (Guia para Estudo das Escrituras, “Espírito Santo”).

    Como membro da Igreja, você recebeu o dom do Espírito Santo pela autoridade do sacerdócio. Esse dom lhe dá o direito de ter a companhia constante do Espírito Santo enquanto você permanecer digno dela. Ore para ter a orientação do Espírito e siga corajosamente os sussurros que receber.

    O Santo Espírito da Promessa. O Espírito Santo também é chamado de Santo Espírito da Promessa (ver Doutrina e Convênios 88:3). Ser selado pelo Santo Espírito da Promessa significa que o Espírito Santo confirma que as ações, as ordenanças e os convênios realizados em retidão são aceitáveis a Deus. O Santo Espírito da Promessa testifica ao Pai que as ordenanças de salvação foram devidamente realizadas e que os convênios a elas associados foram cumpridos. Aqueles que são selados pelo Santo Espírito da Promessa recebem tudo o que o Pai possui (ver Doutrina e Convênios 76:51–60; Efésios 1:13–14). Todos os convênios e ordenanças precisam ser selados pelo Santo Espírito da Promessa para continuarem válidos depois desta vida (ver Doutrina e Convênios 132:7, 18–19, 26). A quebra dos convênios pode remover esse selamento.

    Dons do Espírito. Os dons do Espírito são bênçãos espirituais especiais que o Senhor concede às pessoas dignas, para seu próprio benefício e para que as usem de modo a abençoar outras pessoas. Por exemplo, os missionários que precisam aprender um novo idioma podem receber o dom de línguas para ajudá-los. Vários dons do Espírito estão descritos em Morôni 10:8–18; Doutrina e Convênios 46:11–33 e 1 Coríntios 12:1–12. Esses são apenas alguns exemplos dos muitos dons do Espírito. O Senhor pode abençoá-lo de outras maneiras, dependendo de sua fidelidade, de suas necessidades e das necessidades das pessoas a quem você está servindo. Você deve desejar os dons espirituais e buscá-los sinceramente (ver Doutrina e Convênios 46:8; 1 Coríntios 12:31; 14:1, 12). Esses dons são concedidos pela oração, pela fé e pelas obras, de acordo com a vontade de Deus (ver Doutrina e Convênios 63:9–12; 84:64–73).

    Atividade: Estudo pessoal ou com o companheiro

    Guia para Estudo das Escrituras, “Espírito Santo”, “Luz, Luz de Cristo” e “Espírito”.

    Escreva uma descrição da natureza e do papel do Espírito Santo.

    Leia Atos 4:23–33.

    • De que maneiras Pedro e João buscaram dons espirituais?

    • Como o Senhor atendeu suas orações?

    • O que podemos aprender a respeito de nosso próprio trabalho com essa experiência?

    O poder do Espírito na conversão

    O poder do Espírito Santo é essencial para a conversão. Procure compreender a doutrina e também o processo da conversão. O presidente Boyd K. Packer explicou o papel fundamental do Espírito na conversão:

    “Quando acontece a conversão, ela vem por meio do poder do Espírito. Para termos sucesso no trabalho missionário, é preciso que aconteçam estas três coisas:

    Temos que compreender o que [a pessoa] precisa sentir para receber a conversão.

    Temos que compreender o que o missionário precisa sentir para ensinar com o poder de conversão do Espírito.

    E, depois disso, temos que compreender o que o membro precisa sentir para ter sucesso em sua participação no processo da conversão” (Conferência de presidentes de missão, 3 de abril de 1985).

    Baptism

    Quanto mais você compreender o que as pessoas que você ensina, os missionários e os membros sentem quando recebem o testemunho do Espírito, melhor você compreenderá seu próprio papel, que é:

    • Ser edificado e ter sua mente iluminada ao pesquisar as escrituras e ensinar a doutrina.

    • Criar um ambiente, ao ensinar, no qual o Espírito Santo possa prestar testemunho. Para fazer isso, você deve ensinar a mensagem da Restauração e prestar testemunho dela. Ensine conforme for guiado pelo Espírito e testifique que sabe, pelo poder do Espírito Santo, que o que você está ensinando é verdade.

    • Siga a orientação do Espírito ao adaptar a mensagem às necessidades de cada pessoa.

    • Convide as pessoas a agirem. A fé que elas tiverem vai crescer à medida que se arrependem, obedecem aos mandamentos, fazem convênios e os cumprem.

    O presidente M. Russell Ballard disse o seguinte sobre o poder do Espírito: “A verdadeira conversão acontece pelo poder do Espírito. Quando o Espírito toca o coração, ele sofre uma mudança. Quando o indivíduo (…) sente o Espírito trabalhando nele, ou quando vê uma evidência do amor e da misericórdia do Senhor em sua vida, ele é edificado e fortalecido espiritualmente, e sua fé Nele aumenta. Essas experiências com o Espírito são uma consequência natural da disposição mostrada pela pessoa de pôr a palavra à prova. É assim que chegamos a sentir que o evangelho é verdadeiro” (“Agora é o momento”, A Liahona, janeiro de 2001, p. 89).

    O Espírito Santo age no coração das pessoas para fazer com que aconteçam essas mudanças. À medida que as pessoas decidem cumprir compromissos, elas sentem o poder do Espírito Santo com mais força e desenvolvem fé para obedecer a Cristo. Por isso, você deve ajudar as pessoas com quem estiver trabalhando a aumentarem sua fé, convidando-as a se arrependerem e a assumirem e a cumprirem compromissos.

    Atividade: Estudo pessoal

    Estudo das escrituras

    O que as seguintes escrituras ensinam sobre o poder do Espírito em seu trabalho?

    O que você pode fazer para desfrutar o poder do Espírito em seu trabalho?

    Por que é importante ensinar aquilo que você sabe e aquilo em que acredita?

    Orar com fé

    Você só pode ensinar à maneira do Senhor pelo poder do Espírito, e você recebe o Espírito por meio da oração da fé. O Senhor disse: “E o Espírito ser-vos-á dado pela oração da fé; e se não receberdes o Espírito, não ensinareis” (Doutrina e Convênios 42:14). À medida que você orar pedindo ajuda para ensinar, o poder do Espírito Santo levará seus ensinamentos “ao coração dos filhos dos homens” (2 Néfi 33:1).

    O presidente Gordon B. Hinckley exemplificou esse princípio relatando uma experiência que teve em sua missão:

    “Sempre me lembrarei de dois jovens que serviram em minha missão. Um deles era um jovem muito talentoso. Era instruído. Era brilhante. Tinha uma mente ágil. Era um pouco arrogante. Havia outro missionário que era pintor de cartazes. Ele havia trabalhado em uma loja de cartazes e tinha muito pouca instrução, mas sabia de suas limitações e confiava no Senhor. Quando orava, você sabia que ele estava conversando com o Senhor. Não era uma coisa decorada, era realmente uma conversa com Deus, e aquele jovem realizava maravilhas, enquanto que o outro rapaz apenas fazia o que era exigido dele, sem muito empenho. O poder que havia em um deles e faltava no outro era muito evidente. Peçam ajuda ao Senhor. Ele fez o convite e responderá sua oração” (Teachings of Gordon B. Hinckley, 1997, p. 469).

    Prayer. Family

    Esforce-se para orar sinceramente, com real intenção e com “toda a energia [de seu] coração” (Morôni 7:48). A oração eficaz exige um grande esforço (ver Morôni 10:3–4; Doutrina e Convênios 8:10; 9:7). Reflita seriamente a respeito de sua atitude e das palavras que usa. Pense no seguinte ao orar:

    • Use a linguagem da oração, que mostra que você ama e respeita nosso Pai Celestial. Use uma linguagem adequada e respeitosa no idioma que estiver falando. Em português, use os pronomes da segunda pessoa: Tu, Teu, Tua.

    • Sempre expresse gratidão por suas bênçãos. O esforço consciente para ser grato vai ajudá-lo a reconhecer quão misericordioso o Senhor tem sido em sua vida.

    • Ore especificamente pela orientação e ajuda do Espírito Santo. Fique atento e alerta aos sussurros do Espírito, demonstrando assim que você valoriza essa bênção. Depois, siga corajosamente esses sussurros.

    • Ore com amor e caridade. Ore pelas pessoas, lembrando-as pelo nome. Peça inspiração para ajudá-lo a compreender as necessidades das pessoas e atendê-las. Ore pelo bem-estar das pessoas que você está ensinando, dos recém-conversos e dos membros que estão retornando à Igreja. Ore pelos membros e líderes do sacerdócio e das auxiliares de sua área. Ore pela sua família em casa. Ore por seu companheiro, pelos outros missionários e pelo seu presidente de missão. Ore para saber o que você pode fazer para ajudar as pessoas e esteja disposto a fazer sacrifícios em favor delas.

    • Ore para que lhe seja mostrado aonde ir e o que fazer. Ore para que você seja conduzido às pessoas que estão preparadas para receber a mensagem da Restauração. Ore para que você as reconheça.

    • Reconheça que Seu Pai Celestial sabe melhor do que você quais são suas necessidades. Confie no Espírito para saber pelo que orar (ver 3 Néfi 19:24; Doutrina e Convênios 46:28, 30).

    • Em suas orações à noite, apresente um relatório ao Senhor de suas atividades do dia. Em seguida, analise com Ele seu plano para o dia seguinte. Ouça os sussurros do Espírito.

    • Ore para vencer a tentação. Quando você cede à tentação, isso interfere com o Espírito.

    • Ore e, se for adequado, jejue para receber bênçãos especiais.

    • Ore a respeito das escrituras e as pondere. As escrituras ajudam você a receber revelação.

    • Acredite que Deus responderá suas orações. Reconheça que os pensamentos de Deus não são iguais aos seus pensamentos (ver Isaías 55:8–9) e confie que Deus responderá suas orações a Sua própria maneira e no Seu devido tempo.

    Atividade: Estudo pessoal

    Pondere as seguintes declarações a respeito da oração sincera:

    “O problema com a maioria de nossas orações é que as fazemos como se estivéssemos pegando o telefone e fazendo um pedido para a mercearia: Fazemos o pedido e desligamos. Precisamos meditar, ponderar, pensar no que estamos orando e para quem estamos orando, e então falar com o Senhor como um homem fala com outro” (Teachings of Gordon B. Hinckley, 2016, p. 114).

    “Se a oração for somente um clamor esporádico em uma época de crise, então ela será totalmente egoísta, e pensaremos em Deus como um prestador de serviços técnicos ou uma empresa de manutenção que vai nos ajudar somente nas emergências. Devemos nos lembrar do Altíssimo dia e noite — sempre —, não só nos momentos em que outros tipos de ajuda falham e precisamos desesperadamente de ajuda” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Howard W. Hunter, 2015, p. 81).

    Usando a seguinte escala, faça uma avaliação pessoal de suas orações. Em seu diário de estudo, escreva a resposta para as seguintes perguntas: Onde você se encontra nesta escala? Onde você gostaria de estar nesta escala? O que você vai fazer para mudar?

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    Estudo das escrituras

    Por que você precisa orar para ter o Espírito?

    Pelo que você deve orar?

    Aprender a reconhecer os sussurros do Espírito

    O Espírito está sempre à disposição para guiá-lo e orientá-lo. No entanto, Ele fala mansamente por intermédio de seus sentimentos e pensamentos. Um dos grandes desafios que você e as pessoas com quem você está trabalhando terão é o de reconhecer os delicados e sutis sussurros do Espírito Santo.

    O presidente Boyd K. Packer ensinou: “As escrituras descrevem a voz do Espírito como não sendo ‘áspera nem forte’. Não é ‘uma voz de trovão nem uma voz de ruído tumultuoso’. Mas, sim, uma ‘voz mansa, de perfeita suavidade, semelhante a um sussurro’, que penetra ‘até o âmago da alma’ e faz o coração arder (3 Néfi 11:3; Helamã 5:30; Doutrina e Convênios 85:6–7). Lembrem-se de que Elias descobriu que a voz do Senhor não estava no vento, nem no terremoto, nem no fogo, mas era uma ‘voz mansa e delicada’ (1 Reis 19:12).

    O Espírito não procura chamar a atenção gritando ou nos sacudindo com mão pesada. Em vez disso, Ele sussurra. Ele nos afaga tão gentilmente que, se estivermos preocupados com alguma outra coisa, talvez não sintamos coisa alguma. (…)

    Algumas vezes, toca-nos com firmeza suficiente para prestarmos atenção. Mas, na maioria das vezes, se não prestarmos atenção ao delicado sentimento, o Espírito vai se retirar e esperar que O busquemos e O ouçamos e digamos, à nossa própria maneira, o mesmo que Samuel disse no passado: ‘Fala, Senhor, porque o teu servo ouve’ (1 Samuel 3:10)” (“A lâmpada do Senhor”, A Liahona, outubro de 1983, p. 27).

    Muitas vozes do mundo competem entre si para chamar nossa atenção e podem facilmente encobrir os sentimentos espirituais se não tomarmos cuidado.

    Atividade: Estudo pessoal ou com o companheiro

    Estude a seguinte tabela. Pense nas ocasiões em que teve sentimentos, pensamentos ou impressões como os descritos nas passagens a seguir. À medida que estudar e adquirir mais experiência, acrescente outras passagens à lista. Pense em como você pode usar esses princípios para ajudar outras pessoas a sentirem e a reconhecerem o Espírito.

    Doutrina e Convênios 6:23; 11:12–14; Romanos 15:13; Gálatas 5:22–23

    Proporciona sentimentos de amor, alegria, paz, paciência, mansidão, bondade, fé e esperança.

    Doutrina e Convênios 8:2–3

    Coloca ideias na mente e sentimentos no coração.

    Doutrina e Convênios 128:1

    Ocupa a mente e Se impõe aos sentimentos.

    Joseph Smith—História 1:11–12

    Ajuda as escrituras a penetrarem no coração.

    Doutrina e Convênios 9:8–9

    Traz bons sentimentos para ensinar se alguma coisa é verdadeira.

    Alma 32:28; Doutrina e Convênios 6:14–15; 1 Coríntios 2:9–11

    Ilumina a mente.

    Alma 19:6

    Substitui as trevas pela luz.

    Mosias 5:2–5

    Fortalece o desejo de rejeitar o mal e de obedecer aos mandamentos.

    João 14:26

    Ensina a verdade e nos faz lembrar dela.

    João 14:27

    Traz sentimentos de paz e de consolo.

    João 16:13

    Guia para a verdade e mostra coisas que vão acontecer.

    Morôni 10:5

    Revela a verdade.

    Doutrina e Convênios 45:57

    Guia e protege contra o engano.

    2 Néfi 31:18; Doutrina e Convênios 20:27; João 16:14

    Glorifica e presta testemunho de Deus, o Pai, e de Jesus Cristo.

    Doutrina e Convênios 42:16; 84:85; 100:5–8; Lucas 12:11–12

    Guia as palavras de professores humildes.

    João 16:8

    Reconhece e corrige o pecado.

    Morôni 10:8–17; Doutrina e Convênios 46:8–26; 1 Coríntios 12

    Concede dons do Espírito.

    Alma 10:17; 12:3; 18:16, 20, 32, 35; Doutrina e Convênios 63:41

    Ajuda-nos a perceber ou a discernir os pensamentos das pessoas.

    Doutrina e Convênios 46:30; 50:29–30

    Mostra-nos pelo que devemos orar.

    2 Néfi 32:1–5; Doutrina e Convênios 28:15

    Diz-nos o que fazer.

    1 Néfi 10:22; Alma 18:35

    Ajuda pessoas justas a falar com poder e autoridade.

    Doutrina e Convênios 21:9; 100:8; João 15:26

    Presta testemunho da verdade.

    2 Néfi 31:17; Alma 13:12; 3 Néfi 27:20

    Santifica e proporciona a remissão de pecados.

    1 Néfi 2:16–17; 2 Néfi 33:1; Alma 24:8

    Leva a verdade ao coração daquele que a ouve.

    1 Néfi 1:1–3; Êxodo 31:3–5

    Amplia os talentos e as capacidades.

    1 Néfi 7:15; 2 Néfi 28:1; 32:7; Alma 14:11; Mórmon 3:16; Éter 12:2

    Compele (impele a fazer) ou restringe (impede que façamos).

    Doutrina e Convênios 50:13–22

    Edifica tanto o professor quanto os alunos.

    Doutrina e Convênios 88:3; João 14:26

    Consola.

    Em resposta para a pergunta: “Como podemos reconhecer os sussurros do Espírito? O presidente Gordon B. Hinckley leu Morôni 7:13, 16–17 e, então, comentou: “Este é essencialmente o teste, depois de tudo dito e feito: Ele persuade a pessoa a fazer o bem, a se elevar, a erguer-se bem alto, a fazer a coisa certa, a ser gentil, a ser generosa? Então é o Espírito de Deus. (…)

    Se nos convida a fazer o bem, é de Deus. Se nos convida a fazer o mal, é do diabo. (…) E se você estiver fazendo a coisa certa e estiver vivendo da maneira correta, saberá em seu coração o que o Espírito está lhe dizendo.

    Você reconhece os sussurros do Espírito pelos frutos do Espírito — tudo que ilumina, que edifica, que é positivo, afirmativo e inspirador, que nos leva a ter melhores pensamentos, palavras e ações é do Espírito de Deus” (Teachings of Gordon B. Hinckley, pp. 260–261).

    Deus responde suas orações por meio de inspiração e revelação pessoais. Por meio do Espírito Santo, Ele vai guiá-lo em seu empenho de encontrar pessoas, ensinar o evangelho restaurado e fortalecer membros que estão retornando à Igreja e recém-conversos. Seu encargo é viver dignamente, orar fervorosamente e aprender a reconhecer e a seguir corajosamente a orientação do Espírito.

    Confiar no Espírito

    Como servo do Senhor, você deve fazer o trabalho Dele, à maneira Dele e pelo poder Dele. Alguns missionários se sentem confiantes de que sabem como ter sucesso. Outros não têm essa confiança. Lembre-se, porém, de que você deve ter confiança e fé em Cristo, e não em si mesmo. Confie no Espírito em vez de confiar em seus próprios talentos e capacidades. Confie no Espírito para guiá-lo em todos os aspectos de seu trabalho. O profeta Joseph Smith ensinou que o Espírito é fundamental para se ensinar e pregar:

    “Ninguém pode pregar o evangelho sem o Espírito Santo” (History, 1838–1856, volume B-1, 1º de setembro de 1834–2 de novembro de 1838, p. 756, Biblioteca de História da Igreja, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Salt Lake City).

    “Uns poucos foram chamados e ordenados pelo Espírito de revelação e profecia, e começaram a pregar conforme o Espírito lhes deu a capacidade de falar, e embora fossem fracos, foram fortalecidos pelo poder de Deus” (Orson Pratt, A[n] Interesting Account of Several Remarkable Visions, Edinburgh: Ballantyne e Hughes, 1840, p. 24).

    “[Joseph Smith] continuou a dar instruções aos élderes sobre a pregação do evangelho e salientou a necessidade de se obter o Espírito para que possam pregar com o Espírito Santo enviado do céu” (History, 1838–1856, volume C-1, 2 de novembro de 1838–31 de julho de 1842, p. 969, Biblioteca de História da Igreja, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Salt Lake City).

    Durante as sessões de planejamento semanal e diário, você precisará fazer algumas perguntas básicas todos os dias — às vezes, muitas vezes ao dia (consulte o quadro “Estudo das escrituras” a seguir para ver os exemplos de perguntas). Busque inspiração para respondê-las de modo adequado para cada situação. As respostas então devem ser usadas em seus planos. Porém, você também deve estar disposto a seguir o Espírito e mudar o planejamento quando surgirem oportunidades imprevistas.

    Estude as seguintes escrituras e pondere como elas respondem essas importantes perguntas que você deve fazer a cada dia. Pondere o que essas passagens significam para seu trabalho de encontrar pessoas, fazer sessões de planejamento, realizar seu estudo pessoal e seu estudo com o companheiro. Pondere também seu significado ao ensinar as lições, ao convidar pessoas a assumirem compromissos e acompanhá-las, ao fortalecer membros novos e os que estão retornando à Igreja e ao trabalhar com os membros.

    Estudo das escrituras

    Para onde devo ir?

    O que devo fazer?

    O que devo dizer?

    Como adaptar as lições às necessidades das pessoas que ensino?

    Que escrituras devo usar? E como devo usá-las?

    Uma advertência

    Ao orar por inspiração, você também deve confirmar seus sentimentos. Compare, por exemplo, suas decisões com as escrituras e com os ensinamentos dos profetas vivos. Tenha certeza de que seus sentimentos são condizentes com a designação que você recebeu; por exemplo, você não receberá revelação para dizer ao bispo como ele deve desempenhar seu chamado. Debata suas decisões e conclusões com seu companheiro, com seu líder de distrito ou com o presidente da missão quando for adequado.

    O presidente Howard W. Hunter deu o seguinte conselho: “Quero deixar-lhes uma palavra de advertência. (…) Creio que, se não tomarmos cuidado (…), podemos começar a simular a verdadeira influência do Espírito do Senhor por meios indignos e manipuladores. Fico preocupado quando me parece que a emotividade e as lágrimas são vistas como equivalentes à presença do Espírito. Sem dúvida, o Espírito do Senhor pode fazer com que tenhamos emoções fortes, inclusive que derramemos lágrimas, mas as manifestações externas não devem ser confundidas com a presença do Espírito propriamente dita” (The Teachings of Howard W. Hunter, p. 184). O Espírito do Senhor sempre edifica.

    A revelação e as experiências espirituais são sagradas. Você deve mantê-las em sigilo e apenas falar sobre elas em situações adequadas. Como missionário, você pode ter mais ciência de experiências espirituais do que teve antes em sua vida. Resista à tentação de falar abertamente a respeito dessas experiências.

    O presidente Boyd K. Packer aconselhou: “Aprendi que não vivemos experiências espirituais fortes e marcantes com frequência. E, quando as temos, geralmente são para nossa própria edificação, instrução ou correção. A menos que tenhamos sido chamados pela devida autoridade para fazê-lo, elas não nos colocam em condição de aconselhar ou de corrigir as pessoas.

    Hoje creio que não é sensato falar continuamente de experiências espirituais incomuns. Elas devem ser preservadas com cuidado e compartilhadas somente quando o próprio Espírito nos instar a usá-las para abençoar os outros” (“A lâmpada do Senhor”, p. 31).

    Estudo das escrituras

    É tão importante confiar no Espírito que o Senhor nos adverte com firmeza a não O negarmos nem O inibirmos. O que você pode aprender nas seguintes passagens das escrituras?

    Lembre-se disto

    • Ore com fé para que suas orações sejam respondidas.

    • Aprenda a compreender, a reconhecer e a seguir os sussurros do Espírito.

    • Aprenda a confiar no Espírito, que lhe mostrará para onde ir, o que fazer e o que dizer.

    • Ensine outras pessoas a reconhecerem o Espírito.

    Ideias para estudo e aplicação

    Estudo pessoal

    • Escreva suas experiências espirituais em seu diário. Responda, por exemplo, perguntas como as seguintes: Compreendi algo melhor ao estudar as escrituras? Tive oportunidades incomuns de encontrar pessoas com quem poderia compartilhar a mensagem? Foram me dadas palavras para serem ditas no momento em que eu precisava delas? Tive um forte sentimento de amor pelas pessoas que encontrei? Como minhas orações foram respondidas?

    • Divida uma página em duas colunas. Nomeie uma coluna como “O que o Senhor fez” e a outra como “O que Leí ou Néfi fizeram”. Leia a história da Liahona e do arco quebrado (1 Néfi 16:9–30) ou a história de quando Néfi construiu um navio (1 Néfi 17:7–16; 18:1–6). Ao ler, relacione os eventos das histórias nas devidas colunas. Pondere o que a história pode lhe ensinar a respeito da natureza da inspiração.

    • Procure em seu diário ocasiões em que você foi conduzido pelo Espírito, ou em que recebeu revelação pessoal ou outro dom do Espírito. Pense na ocasião e no local em que essas experiências aconteceram e no motivo por que isso ocorreu. Você fez alguma coisa em especial para se preparar para essas experiências? Como a mão do Senhor se manifestou nessas experiências? Como você se sentiu? O que você pode fazer para ter experiências semelhantes? A lembrança dessas experiências pode ajudá-lo a reconhecer e receber o Espírito novamente.

    • O livro de Atos, na Bíblia, foi chamado de “Livro dos Atos do Santo Espírito por Intermédio dos Apóstolos”. Leia o cabeçalho dos capítulos do livro de Atos e explique por que esse título é adequado. Procure evidências que justifiquem sua explicação.

    • Estude e pondere o seguinte conselho. Como ele se relaciona a suas atividades missionárias diárias?

      “Diga aos irmãos que sejam humildes e fiéis e que se certifiquem de manter o Espírito do Senhor, que os conduzirá ao caminho correto. Sejam cuidadosos e não afastem a voz mansa e delicada; ela vai lhes ensinar o que fazer e para onde ir; ela proporcionará os frutos do reino. Diga aos irmãos que mantenham o coração aberto à convicção, de modo que, quando o Espírito Santo vier, seu coração esteja pronto para recebê-Lo. Eles podem discernir o Espírito do Senhor de todos os outros espíritos; Ele vai sussurrar alegria e felicidade a sua alma; tirará toda a maldade, ódio, sofrimento e mal de seu coração; e desejarão apenas fazer o bem, levar adiante a causa da retidão e edificar o reino de Deus” (Citado em Juvenile Instructor, 19 de julho de 1873, p. 114).

      Quase três anos após sua morte, o profeta Joseph Smith deu esse conselho a Brigham Young em um sonho. O que você faria se estivesse no lugar de Brigham Young e recebesse esse conselho?

    • Estude Alma 33:1–12; 34:17–29, 38. Que perguntas Alma estava respondendo? (Examine Alma 33:1–2.) Como Alma respondeu essas perguntas? Que certezas ele deu de que Deus ouve e responde as orações?

    • O Senhor prometeu que o Espírito nos guiará de muitas maneiras importantes. Ao ler as seguintes passagens, identifique aspectos de seu trabalho que exigem a orientação do Espírito. O que os mandamentos e as promessas contidas nas seguintes escrituras significam para seu estudo pessoal e com o companheiro? E para conselhos de distrito, conferências de zona, serviços batismais e outras reuniões?

      Orar

      Dirigir reuniões

      Escrever

    • Leia as seguintes passagens das escrituras (inclusive o cabeçalho das seções).

      Neste relato, o que era muito importante para o Senhor?

      O que não importava para o Senhor?

      Pondere a seguinte declaração do presidente Dallin H. Oaks:

      “[Uma pessoa pode ter] o forte desejo de ser conduzida pelo Espírito do Senhor, mas (…) insensatamente estender esse desejo ao ponto de desejar ser conduzida em todas as coisas. O desejo de ser guiado pelo Senhor é um ponto positivo, mas precisa ser acompanhado pela compreensão de que nosso Pai Celestial deixa que façamos escolhas pessoais em muitas de nossas decisões. Tomar decisões pessoais é uma das fontes do crescimento, que faz parte de nossa experiência na mortalidade. As pessoas que tentam transferir todo o processo de decisões para o Senhor e imploram revelação em cada escolha em breve encontrarão situações em que oram solicitando orientação e não a recebem. Isso pode ocorrer, por exemplo, em inúmeras circunstâncias nas quais as escolhas são insignificantes ou naquelas em que ambas as possibilidades são aceitáveis.

      Devemos ponderar as coisas em nossa mente, usando o poder de raciocínio que o Senhor nos concedeu. Depois disso, devemos orar por orientação e agir de acordo com o que recebermos. Se não recebermos orientação, devemos agir de acordo com o que julgarmos ser melhor. As pessoas que insistem em buscar orientação por revelação quanto a assuntos sobre os quais o Senhor não decidiu nos orientar podem criar uma resposta a partir de suas próprias fantasias ou preconceitos, ou até receber resposta por meio de revelação falsa” (“Nossos pontos positivos podem causar nossa ruína”, A Liahona, maio de 1995, p. 15).

      Que relação existe entre seguirmos nosso próprio julgamento e confiarmos no Espírito?

    Estudo com o companheiro

    • Conversem a respeito das orações que vocês fazem como companheiros. Elas são guiadas pelo Espírito Santo? Vocês recebem respostas para suas orações? Quando oram como companheiros, vocês:

      • Acreditam que Deus lhes dará o que estão pedindo em retidão?

      • Reconhecem e agradecem as respostas de suas orações?

      • Oram pelas pessoas citando-as pelo nome e pensando nas necessidades delas?

      • Oram um pelo outro? Pedem para que o Espírito os guie?

      • Recebem respostas a suas orações?

      Troquem ideias sobre como podem buscar mais sinceramente o Espírito.

    • Debatam as diversas maneiras pelas quais as pessoas descreveram a influência do Espírito Santo. Escrevam os comentários feitos por aqueles que vocês ensinam a respeito das experiências que tiveram com o Espírito ao aprenderem o evangelho e procurarem cumprir os compromissos. Como vocês podem ajudar outras pessoas a reconhecer essa influência sagrada? Como podem fazer isso sem serem manipuladores?

    • Ponderem e debatam como o seguinte conselho se aplica a vocês: “Não podemos forçar as coisas espirituais. Palavras como compelir, coagir, constranger, pressionar, exigir não descrevem nossos privilégios para com o Espírito. Assim como não se pode forçar uma semente a brotar, ou um ovo a chocar antes do tempo, também não podemos forçar uma resposta do Espírito. Podemos, sim, criar um clima propício à germinação, crescimento e proteção; mas não podemos forçar ou compelir: somos obrigados a aguardar que cresça” (Boyd K. Packer, “A lâmpada do Senhor”, p. 53).

    • Debatam as seguintes declarações e como esses princípios podem mudar suas orações e seu trabalho. Como suas orações influenciam seu planejamento, suas metas, seu trabalho e suas atividades a cada dia?

      “Nossas ações, em grande parte, são fruto de nossas orações. Depois de orar, agimos; nossos pedidos justos têm o efeito de estabelecer para nós uma rota de conduta justa” (Bruce R. McConkie, “Why the Lord Ordained Prayer, Ensign, janeiro de 1976, p. 12).

      “A oração sincera implica o fato de que, quando pedimos alguma bênção ou virtude, devemos trabalhar por essa bênção e cultivar essa virtude” (David O. McKay, Secrets of a Happy Life, 1968, pp. 114–115).

      “Roguem a Deus que os coloque exatamente onde Ele deseja que estejam e que lhes diga o que espera que façam, e mostrem a Ele que estão dispostos a Lhe obedecer” (Brigham Young, Discourses of Brigham Young, comp. por John A. Widtsoe, 1954, p. 46).

    Conselhos de distrito, conferências de zona e conselhos de liderança da missão

    • Apresente uma lição sobre o uso de linguagem adequada e respeitosa na oração.

    • Se for adequado, peça aos missionários que contem uma história ou experiência que ouviram em uma reunião de testemunho recente, em uma lição que tenham ensinado ou em outra situação. As histórias e experiências espirituais de outras pessoas podem ajudá-lo a desenvolver fé e reconhecer que a influência do Espírito se manifesta em muitos lugares e com muita frequência.

    • Expresse gratidão pelas manifestações da mão do Senhor em seu trabalho (ver Doutrina e Convênios 59:21). Debata sobre como o ato de expressar gratidão o ajuda a ver as pequenas, porém significativas, maneiras pelas quais o Senhor o abençoa (ver Éter 3:5).

    • Peça aos missionários que façam discursos a respeito da missão e do poder do Espírito Santo.

    • Peça a um recém-converso que conte como foi influenciado pelo Espírito quando estava aprendendo a respeito da Igreja.

    Presidente de missão, esposa e conselheiros

    • Peça ocasionalmente aos missionários que incluam experiências espirituais adequadas nas cartas semanais que enviam a você.

    • Nas entrevistas e em outras conversas, pergunte ocasionalmente aos missionários a respeito de suas orações pela manhã e à noite. Pergunte-lhes se eles sentem que suas orações são significativas.

    • Pergunte como os missionários ajudam as pessoas que ensinam a sentirem e reconhecerem o Espírito.

    • Se for adequado, conte a eles como você recebe revelação para fazer as transferências, para lidar com missionários que são desobedientes ou que necessitam de ajuda e para saber qual doutrina ensinar.