Lição 1: A mensagem da Restauração do evangelho de Jesus Cristo
    Notas de rodapé
    Tema

    “Lição 1: A mensagem da Restauração do evangelho de Jesus Cristo”, Pregar Meu Evangelho: Guia para o Serviço Missionário, 2018, pp. 31–46

    “Lição 1”, Pregar Meu Evangelho, pp. 31–46

    Lição 1

    A mensagem da Restauração do evangelho de Jesus Cristo

    The Sacred Grove

    © 1991 Greg K. Olsen Reprodução proibida.

    Seu propósito

    Ao ensinar, ajude as pessoas a se prepararem para o batismo e para a confirmação. Leve em consideração os requisitos para o batismo descritos em Doutrina e Convênios 20:37 e nas perguntas para a entrevista batismal. Em espírito de oração, decida o que ensinar e quais convites fazer, tendo por base as necessidades, os interesses e as circunstâncias da pessoa. Preste atenção às dúvidas e ao nível de compreensão das pessoas que você ensina.

    Perguntas para a entrevista batismal

    • Você acredita que Deus é nosso Pai Eterno?

    • Você acredita que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Salvador e Redentor do mundo?

    • Você acredita que a Igreja e o evangelho de Jesus Cristo foram restaurados por intermédio do profeta Joseph Smith?

    • Você acredita que [o presidente atual da Igreja] é um profeta de Deus? O que isso significa para você?

    Convites

    • Você vai ler o Livro de Mórmon e orar a Deus para saber que ele é a palavra de Deus?

    • Você vai orar a Deus para saber que Joseph Smith foi um profeta?

    • Você vai à igreja conosco no próximo domingo?

    • Podemos marcar nossa próxima visita?

    • Mandamentos da lição 4 que você decidir incluir.

    Deus é nosso amoroso Pai Celestial

    Deus é nosso Pai Celestial. Somos Seus filhos. Ele tem um corpo de carne e ossos que é glorificado e aperfeiçoado. Ele nos ama. Ele entende e sente nossas tristezas e Se regozija com nosso progresso. Ele deseja Se comunicar conosco, e podemos nos comunicar com Ele por meio de uma oração sincera.

    Ele nos concedeu esta vida na Terra para que aprendamos e cresçamos. Podemos demonstrar nosso amor por Ele por meio de nossas decisões e de nossa obediência a Seus mandamentos.

    O Pai Celestial providenciou para nós, Seus filhos, um meio de termos sucesso nesta vida e de voltarmos a viver em Sua presença. Para isso, contudo, precisamos ser puros e limpos, por meio da obediência. A desobediência nos afasta Dele. A Expiação de Jesus Cristo é o ponto central do plano de nosso Pai. A Expiação de Jesus Cristo inclui Seu sofrimento no Jardim do Getsêmani e também Seu sofrimento e Sua morte na cruz. Por meio da Expiação de Cristo, podemos ser libertados do fardo de nossos pecados e desenvolver fé e forças para enfrentar nossas provações.

    Crenças a respeito de Deus

    Procure saber o que cada pessoa que você está ensinando compreende a respeito das crenças cristãs sobre Deus. Muitas pessoas no mundo atual não têm ideia de quem é Deus ou têm um conceito muito diferente da Deidade.

    Dois missionários do Livro de Mórmon, Amon e Aarão, ensinaram pessoas que não tinham formação cristã. Eles ensinaram verdades simples e convidaram aquelas pessoas a orar. Lamôni e seu pai foram convertidos. Leia Alma 18:24–40 e 22:4–23 e responda às perguntas a seguir:

    • O que aqueles missionários ensinaram a respeito da natureza de Deus?

    • Como você pode seguir o exemplo deles?

    Estudo das escrituras

    Qual é a natureza de Deus, o Pai, e de Jesus Cristo?

    O evangelho abençoa indivíduos e famílias

    O evangelho restaurado de Jesus Cristo abençoa famílias e indivíduos. Ele abençoa e ajuda o marido e a mulher, os pais e os filhos à medida que eles se esforçam para desenvolver um relacionamento mais sólido e maior força espiritual na família. Essas bênçãos estão a nosso alcance agora e na eternidade. O evangelho de Jesus Cristo nos ajuda a resolver nossos problemas e desafios atuais.

    A mensagem do evangelho de Jesus Cristo é a de que todos os indivíduos são parte da família de Deus e que as famílias podem permanecer unidas aqui e na eternidade. Como a família foi ordenada por Deus, ela é a mais importante unidade social desta vida e da eternidade. O Pai Celestial estabeleceu as famílias com o intuito de proporcionar felicidade a nós, Seus filhos, a fim de que aprendamos princípios corretos em uma atmosfera amorosa e nos preparemos para a vida eterna. O lar é o melhor lugar para se ensinar, aprender e aplicar os princípios do evangelho de Jesus Cristo. Um lar estabelecido nos princípios do evangelho será um lugar de refúgio e segurança. Será um lugar em que o Espírito do Senhor poderá habitar, abençoando os membros da família com paz, alegria e felicidade. Por meio dos profetas, em todas as épocas, inclusive na nossa, Deus revelou Seu plano de felicidade a indivíduos e famílias.

    O Pai Celestial revela Seu evangelho em cada dispensação

    Um meio importante pelo qual Deus demonstra Seu amor por nós é chamando profetas, que recebem o sacerdócio, que é o poder e a autoridade dados ao homem para agir em nome de Deus para a salvação de Seus filhos. Os profetas aprendem o evangelho de Jesus Cristo por revelação. Eles, por sua vez, ensinam o evangelho a outras pessoas e prestam testemunho de que Jesus Cristo é o Salvador e Redentor. Os ensinamentos dos profetas são encontrados em livros sagrados chamados escrituras.

    O plano de nosso Pai para que tenhamos sucesso nesta vida e voltemos a viver com Ele é chamado de o evangelho de Jesus Cristo, sendo que a Expiação de Jesus Cristo é o ponto central desse plano. Por meio da Expiação de Jesus Cristo, podemos alcançar a vida eterna se exercermos fé em Cristo, arrependermo-nos, formos batizados por imersão para a remissão de pecados, recebermos o dom do Espírito Santo e perseverarmos até o fim. “Este é o caminho; e não há qualquer outro caminho ou nome debaixo do céu pelo qual o homem possa ser salvo no reino de Deus. E agora, eis que esta é a doutrina de Cristo” (2 Néfi 31:21). Todas as pessoas têm o dom do arbítrio, que inclui a liberdade de aceitar ou de rejeitar o evangelho conforme ensinado pelos profetas e apóstolos. Aqueles que escolhem obedecer são abençoados, mas aqueles que ignoram, rejeitam ou distorcem o evangelho não recebem as bênçãos prometidas por Deus.

    Sempre que as pessoas decidem desprezar, desobedecer ou distorcer qualquer princípio ou ordenança do evangelho, sempre que rejeitam os profetas do Senhor ou sempre que deixam de perseverar com fé, elas se distanciam de Deus e começam a viver em trevas espirituais. No final, isso acabará levando-as a uma condição chamada apostasia. Quando acontece uma apostasia generalizada, Deus retira da Terra o sacerdócio, Sua autoridade para ensinar e ministrar as ordenanças do evangelho.

    Noah's preaching scorned

    A história bíblica relata muitas ocasiões em que Deus falou a profetas e também muitas ocasiões em que houve apostasia. Para encerrar cada período de apostasia generalizada, Deus demonstra Seu amor por Seus filhos chamando outro profeta e dando-lhe a autoridade do sacerdócio para restaurar e ensinar o evangelho de Jesus Cristo novamente. Em resumo, o profeta age como um mordomo que cuida da família de Deus aqui na Terra. Esses períodos de tempo em que o povo é guiado por um profeta são chamados de dispensação.

    Deus revelou o evangelho de Jesus Cristo a Adão e lhe deu a autoridade do sacerdócio. Adão foi o primeiro profeta na Terra. Por revelação, Adão aprendeu qual é o verdadeiro relacionamento da humanidade com Deus, o Pai, com Seu Filho Jesus Cristo e com o Espírito Santo; aprendeu sobre a Expiação e a Ressurreição de Jesus Cristo; e aprendeu os primeiros princípios e ordenanças do evangelho. Adão e Eva ensinaram essas verdades a seus filhos e os incentivaram a desenvolver fé e a viver todos os aspectos do evangelho. Depois de Adão, outros profetas vieram, mas, ao longo do tempo, a posteridade de Adão rejeitou o evangelho e caiu em apostasia, preferindo a iniquidade.

    Assim, teve início o ciclo de dispensações proféticas, que constituem grande parte da história registrada no Velho Testamento. O Pai Celestial revelou Seu evangelho comunicando-Se diretamente com profetas como Noé, Abraão e Moisés. Cada profeta foi chamado por Deus para dar início a uma nova dispensação do evangelho. A cada um deles, Deus concedeu a autoridade do sacerdócio e revelou verdades eternas. Infelizmente, em cada dispensação, as pessoas acabaram usando seu arbítrio para rejeitar o evangelho e então caíram em apostasia.

    Profetas

    Procure saber o que a pessoa que você está ensinando entende a respeito de profetas. Na maioria dos países, há pessoas que acreditam que indivíduos santos e inspirados receberam alguma forma de orientação e instrução de Deus. Contudo, nem todas as pessoas inspiradas são profetas de Deus, conforme definido no evangelho restaurado. Explique claramente que, para estabelecer Seu reino na Terra, Deus chama um profeta para dar início a uma nova dispensação. Ele concede a esse profeta a autoridade do sacerdócio. O profeta, então, ajuda as pessoas a compreenderem seu relacionamento com a Deidade, inclusive a maneira pela qual elas podem alcançar a vida eterna por meio do evangelho de Jesus Cristo.

    Talvez você se pergunte se é importante ensinar sobre as dispensações do evangelho para pessoas que não têm formação cristã. Você descobrirá, porém, que, ao contar brevemente a história das dispensações do evangelho, você poderá ajudar as pessoas a compreenderem que Deus ama Seus filhos e que Ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre.

    Estudo das escrituras

    Profetas

    Dispensações

    O Ministério do Salvador na Terra

    Poucos séculos antes do nascimento de Jesus Cristo, as pessoas caíram novamente em apostasia. Porém, quando o Salvador começou Seu ministério mortal, Ele estabeleceu outra vez Sua Igreja na Terra.

    O Pai Celestial enviou Seu Filho à Terra para expiar os pecados de toda a humanidade e para vencer a morte: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito (…) para que o mundo fosse salvo por ele” (João 3:16–17). Nosso Pai Celestial enviou Seu Filho Jesus Cristo para tomar sobre Si, por meio de Seu sofrimento, os pecados de todos os que viverem nesta Terra, e para vencer a morte física. O Salvador fez um sacrifício expiatório infinito, de modo que, se tivermos fé Nele, arrependermo-nos, formos batizados, recebermos o Espírito Santo e perseverarmos até o fim, poderemos receber o perdão de nossos pecados e seguir o caminho que nos conduzirá à vida eterna na presença de Deus (ver 2 Néfi 31:13–21).

    Christ Ordaining the Twelve Apostles

    Durante Seu ministério na Terra, o Salvador ensinou Seu evangelho e realizou muitos milagres. Ele chamou 12 homens para serem Seus apóstolos e impôs Suas mãos sobre a cabeça deles para lhes dar a autoridade do sacerdócio. Ele organizou a Sua Igreja, cumpriu as profecias e foi rejeitado e crucificado. O mais importante de tudo foi Ele ter realizado a Expiação. O Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo, cumpriu tudo o que Seu Pai Celestial O enviou para fazer.

    Antes da morte e da Ressurreição do Salvador, Ele deu a Seus apóstolos a autoridade para ensinar Seu evangelho, realizar as ordenanças de salvação e estabelecer Sua Igreja no mundo.

    Estudo das escrituras

    A Grande Apostasia

    Depois da morte de Jesus Cristo, pessoas iníquas perseguiram os apóstolos e os membros da Igreja, matando muitos deles. Com a morte dos apóstolos, as chaves e a autoridade presidente do sacerdócio foram retiradas da Terra. Os apóstolos conservavam a pureza da doutrina do evangelho e mantinham a ordem e o padrão de dignidade para os membros da Igreja. Sem os apóstolos, ao longo do tempo, as doutrinas foram corrompidas e foram feitas mudanças não autorizadas na organização da Igreja e nas ordenanças do sacerdócio, como o modo de se batizar e de se conferir o dom do Espírito Santo.

    Sem revelação e sem a autoridade do sacerdócio, as pessoas se baseavam na sabedoria humana para interpretar as escrituras e os princípios e as ordenanças do evangelho de Jesus Cristo. Ideias falsas foram ensinadas como se fossem verdade. Perdeu-se grande parte do conhecimento sobre o verdadeiro caráter e a natureza de Deus, o Pai, de Seu Filho Jesus Cristo e do Espírito Santo. Partes importantes da doutrina da fé em Jesus Cristo, do arrependimento, do batismo e do dom do Espírito Santo foram distorcidas ou esquecidas. A autoridade do sacerdócio, dada aos apóstolos de Cristo, já não estava mais na Terra. Essa apostasia acabou resultando no surgimento de muitas igrejas.

    Depois de séculos de trevas espirituais, alguns homens e mulheres que buscavam a verdade começaram a protestar contra as práticas religiosas de sua época. Perceberam que grande parte da doutrina e das ordenanças do evangelho tinha sido mudada ou perdida. Procuraram mais luz espiritual, e muitos falaram sobre a necessidade de uma restauração da verdade. Contudo, nenhuma dessas pessoas afirmou que Deus as havia chamado para serem profetas. Em vez disso, tentaram reformar os ensinamentos e as práticas que acreditavam terem sido alteradas ou corrompidas. Seu trabalho resultou na organização de muitas igrejas protestantes. Essa reforma resultou em uma maior ênfase na liberdade religiosa, que abriu caminho para a Restauração final.

    Os apóstolos do Salvador previram essa apostasia universal. Também previram que o evangelho de Jesus Cristo e Sua Igreja seriam restaurados novamente na Terra.

    Estudo das escrituras

    A Grande Apostasia

    Ao ensinar as pessoas, ajude-as a compreender que aconteceu uma apostasia universal depois da morte de Jesus Cristo e de Seus apóstolos. Se não tivesse havido uma apostasia, não haveria a necessidade de uma Restauração. Da mesma forma que um diamante exposto sobre um veludo negro parece mais brilhante, assim também a Restauração contrasta extraordinariamente com o fundo escuro da Grande Apostasia. Conforme guiado pelo Espírito, ao ensinar às pessoas a respeito da Grande Apostasia, adapte o nível de detalhamento às necessidades e condições delas. Seu propósito é ajudá-las a compreender a necessidade da Restauração do evangelho de Jesus Cristo.

    Pontos-chave

    • A Igreja de Jesus Cristo é edificada sobre o alicerce de apóstolos e profetas (ver Efésios 2:19–20; 4:11–14). Esses líderes têm a autoridade do sacerdócio de Deus. Por meio de revelação, eles dirigem os assuntos da Igreja. Eles mantêm a doutrina pura, autorizam a realização de ordenanças e chamam outros a quem conferem a autoridade do sacerdócio.

    • As pessoas rejeitaram e mataram Jesus Cristo e os apóstolos (ver Mateus 24:9; 1 Néfi 11:32–34; 2 Néfi 27:5). Com a morte dos apóstolos, a autoridade presidente do sacerdócio deixou de existir na Igreja. Consequentemente, não havia mais autoridade para conferir o Espírito Santo ou para realizar outras ordenanças de salvação. A revelação cessou e a doutrina se corrompeu.

    • Mesmo antes da morte dos apóstolos, surgiram muitas controvérsias a respeito da doutrina. O Império Romano, que a princípio perseguiu os cristãos, mais tarde adotou o cristianismo. Importantes dúvidas a respeito de religião foram resolvidas em concílios. A doutrina e as ordenanças simples ensinadas pelo Salvador foram analisadas e alteradas para se adequarem às filosofias do mundo (ver Isaías 24:5). Eles alteraram fisicamente as escrituras, removendo delas a doutrina clara e preciosa (1 Néfi 13:26–40). Criaram credos, ou declarações de crença, com base em doutrinas falsas e distorcidas (ver Joseph Smith—História 1:19). Devido ao orgulho, alguns aspiravam cargos proeminentes (ver 3 João 1:9–10). As pessoas aceitaram essas ideias falsas e honraram falsos mestres que ensinavam doutrinas agradáveis em lugar da verdade divina (ver 2 Timóteo 4:3–4).

    • Durante toda a história da humanidade, houve muitas pessoas que acreditaram sinceramente em crenças e doutrinas falsas. Elas adoraram de acordo com a luz que possuíam e receberam resposta a suas orações. Contudo, foram “[afastadas] da verdade por não saber onde encontrá-la” (Doutrina e Convênios 123:12).

    • Portanto, era preciso que houvesse uma restauração, e não uma reforma. A autoridade do sacerdócio não continuou em uma linha sucessória ininterrupta desde o apóstolo Pedro. Reformar significa mudar o que já existe; restaurar significa fazer alguma coisa voltar à sua forma original. Portanto, a restauração da autoridade do sacerdócio, por intermédio de mensageiros divinos, era a única forma possível de se vencer a Grande Apostasia.

    A Restauração do evangelho de Jesus Cristo por intermédio de Joseph Smith

    Quando as condições estavam propícias, o Pai Celestial estendeu novamente Sua mão para Seus filhos com amor. Ele chamou o jovem Joseph Smith para ser um profeta. Por meio dele, a plenitude do evangelho de Jesus Cristo foi restaurada na Terra.

    Joseph Smith morava nos Estados Unidos, que era talvez o único país onde havia liberdade religiosa na época. Era um período de muita agitação religiosa no Leste dos Estados Unidos. A família de Joseph era profundamente religiosa e sempre buscou a verdade. No entanto, muitos ministros diziam ter o evangelho verdadeiro. Joseph queria “saber qual de todas as seitas estava certa” (Joseph Smith—História 1:18). A Bíblia ensinava que havia “um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Efésios 4:5). Joseph frequentou diversas igrejas, mas ainda não tinha certeza a qual delas deveria se filiar. Posteriormente, ele escreveu:

    “Tão grandes eram a confusão e a contenda entre as diferentes denominações, que para alguém jovem como eu (…) era impossível chegar a qualquer conclusão definitiva acerca de quem estava certo e de quem estava errado (…). Em meio a essa guerra de palavras e divergência de opiniões, muitas vezes disse a mim mesmo: Que deve ser feito? Quem, dentre todos esses grupos está certo, ou estão todos igualmente errados? Se algum deles é correto, qual é, e como poderei sabê-lo?” (Joseph Smith—História 1:8, 10.)

    Enquanto conhecia aquelas várias religiões buscando a verdade, Joseph também procurou orientação na Bíblia. Ele leu: “E se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, sem repreensão, e ser-lhe-á dada” (Tiago 1:5). Por causa dessa passagem, Joseph decidiu perguntar a Deus o que deveria fazer. Na primavera de 1820, ele foi até um bosque próximo e se ajoelhou para orar. Há quatro relatos diferentes do que aconteceu a seguir, feitos por ele ou por seus escreventes, sob sua orientação (ver o artigo “Relatos da Primeira Visão” nos Tópicos do Evangelho). Em um dos relatos, ele descreve a experiência que teve:

    “Vi um pilar de luz acima de minha cabeça, mais brilhante que o sol, que descia gradualmente sobre mim. (…) Quando a luz pousou sobre mim, vi dois Personagens cujo esplendor e glória desafiam qualquer descrição, pairando no ar, acima de mim. Um deles falou-me, chamando-me pelo nome, e disse, apontando para o outro: Este é Meu Filho Amado. Ouve-O!” (Joseph Smith—História 1:16–17.)

    The First Vision

    Nessa visão, Deus, o Pai, e Seu Filho, Jesus Cristo, apareceram a Joseph Smith. O Salvador disse a Joseph que não se filiasse a nenhuma das igrejas, porque “estavam todas erradas” e “todos os seus credos eram uma abominação”. Ele declarou: “Eles se aproximam de mim com os lábios, mas seu coração está longe de mim; ensinam como doutrina os mandamentos de homens, tendo aparência de religiosidade, mas negam o seu poder” (Joseph Smith—História 1:19). Embora houvesse muitas pessoas boas que acreditavam em Cristo e que procuravam compreender e ensinar Seu evangelho, elas não tinham a plenitude da verdade nem a autoridade do sacerdócio para batizar e realizar outras ordenanças de salvação. Tinham herdado um estado de apostasia à medida que cada geração era influenciada pelas coisas que a anterior lhe passava, inclusive as mudanças na doutrina e em ordenanças como o batismo. Assim como havia feito antigamente com Adão, Noé, Abraão, Moisés e outros, Deus chamou Joseph Smith para ser o profeta por meio do qual a plenitude do evangelho foi restaurada na Terra.

    Depois da visita do Pai e do Filho, outros mensageiros celestes, ou anjos, foram enviados a Joseph Smith e a seu companheiro Oliver Cowdery. João Batista apareceu e conferiu a eles o Sacerdócio Aarônico, que inclui a autoridade para realizar a ordenança do batismo. Pedro, Tiago e João (três dos apóstolos originais de Cristo) apareceram a eles e conferiram o Sacerdócio de Melquisedeque, restaurando a mesma autoridade conferida aos apóstolos de Cristo no passado. Com a autoridade do sacerdócio, Joseph Smith foi instruído a organizar novamente a Igreja de Jesus Cristo na Terra. Por meio dele, Jesus Cristo chamou Doze Apóstolos.

    Esta época em que vivemos é chamada pelos profetas da Bíblia de os últimos dias, ou a dispensação da plenitude dos tempos. Este é o período de tempo que precede a Segunda Vinda de Jesus Cristo. É a dispensação final. É por esse motivo que a Igreja se chama A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

    Um profeta vivo dirige a Igreja hoje. Esse profeta, o presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, é o sucessor autorizado de Joseph Smith. Ele e os atuais apóstolos remontam sua autoridade até Jesus Cristo, em uma sequência ininterrupta de ordenações, que passa por Joseph Smith.

    Memorize Joseph Smith—História 1:16–17

    Memorize a descrição feita por Joseph Smith da ocasião em que viu o Pai e o Filho (Joseph Smith—História 1:16–17) e esteja sempre preparado para descrever a Primeira Visão usando suas próprias palavras. Preste sincero testemunho de que sabe que essas coisas são verdadeiras. Não hesite em explicar como ficou sabendo da veracidade dessas coisas. Peça a seu companheiro que faça o mesmo.

    Prestar testemunho

    Uma parte importante do dever do missionário é prestar testemunho do profeta atual e presidente da Igreja.

    Estudo das escrituras

    O Livro de Mórmon: Outro Testamento de Jesus Cristo

    Sabendo que a dúvida, a descrença e a falta de informação permaneceriam após séculos de escuridão, nosso amoroso Pai Celestial trouxe à luz um antigo livro de santas escrituras comparável à Bíblia, que contém a plenitude do evangelho eterno de Jesus Cristo. Esse livro de santas escrituras fornece provas convincentes de que Joseph Smith foi um profeta verdadeiro de Deus. Esse registro é o Livro de Mórmon: Outro Testamento de Jesus Cristo.

    Joseph Smith foi guiado por um mensageiro celeste chamado Morôni até um monte onde se encontravam placas de ouro que tinham sido escondidas há séculos. Essas placas de ouro continham os escritos de profetas relatando os procedimentos de Deus para com os antigos habitantes das Américas. Joseph Smith traduziu o conteúdo dessas placas pelo poder de Deus. Os profetas do Livro de Mórmon sabiam da missão do Salvador e ensinaram Seu evangelho. Depois de Sua Ressurreição, Cristo apareceu àquelas pessoas. Ele lhes ensinou Seu evangelho e estabeleceu Sua Igreja. O Livro de Mórmon prova que “Deus inspira os homens e chama-os para sua santa obra, nesta época e nesta geração, assim como em gerações passadas” (Doutrina e Convênios 20:11). Para saber que o Livro de Mórmon é verdadeiro, a pessoa precisa lê-lo e então ponderar e orar a respeito dele. Aquele que procura sinceramente a verdade logo começará a sentir que o Livro de Mórmon é a palavra de Deus.

    Ler o Livro de Mórmon, ponderar e orar a respeito dele são coisas essenciais para uma conversão duradoura. Aqueles que começam a ler o Livro de Mórmon pela primeira vez estão dando passos importantes para saber que Joseph Smith foi um profeta de Deus e que a Igreja verdadeira foi restaurada na Terra.

    Use o Livro de Mórmon para confirmar a veracidade da Restauração

    Segue-se um exemplo do que você pode dizer ao apresentar o Livro de Mórmon:

    “Deus ama Seus filhos e por isso Ele providenciou uma maneira convincente de confirmar a veracidade do que dissemos. É o Livro de Mórmon. Poderia ler os dois últimos parágrafos da introdução do livro?”

    Explique cuidadosamente o significado de cada conceito desses dois parágrafos e convide a pessoa a ler trechos do Livro de Mórmon e a colocar em prática os princípios descritos nesses dois parágrafos.

    Ao apresentar o Livro de Mórmon para alguém, é útil lhe mostrar o livro, analisar brevemente seu conteúdo e ler com a pessoa uma ou duas passagens que tenham significado importante para você ou que possam ser significativas para ela.

    Estudo das escrituras

    Orar para saber a verdade por meio do Espírito Santo

    Essa mensagem sobre a Restauração do evangelho de Jesus Cristo pode ser verdadeira ou não. Podemos saber que ela é verdadeira pelo Espírito Santo conforme prometido em Morôni 10:3–5. O estudo regular das escrituras (em especial do Livro de Mórmon), a frequência à igreja e a oração sincera nos ajudam a sentir o poder do Espírito Santo e a descobrir a verdade. Depois de ler a mensagem do Livro de Mórmon e ponderar sobre ela, toda pessoa que deseja conhecer a verdade precisa perguntar a nosso Pai Celestial, por meio da oração em nome de Jesus Cristo, se o livro é verdadeiro.

    Por ser nosso Pai e por sermos Seus filhos, Deus nos ajudará a reconhecer a verdade. Se orarmos com fé, sinceridade e real intento — comprometidos a agir de acordo com a resposta que recebermos —, Deus responderá nossas dúvidas, dará orientação para nossa vida e nos ajudará a tomar boas decisões.

    Quando oramos, nós nos dirigimos ao Pai Celestial. Agradecemos por nossas bênçãos e expressamos o desejo de saber que a mensagem do Livro de Mórmon é verdadeira. Ninguém pode conhecer verdades espirituais sem orar.

    Em resposta a nossas orações, o Espírito Santo nos ensinará a verdade por meio de nossos sentimentos e de nossos pensamentos. Os sentimentos que vêm do Espírito Santo são vigorosos, mas geralmente também são delicados e serenos. Ao começarmos a sentir que as coisas que estamos aprendendo são verdadeiras, temos o desejo de saber tudo o que pudermos sobre a Restauração.

    A certeza de que o Livro de Mórmon é verdadeiro nos faz saber que Joseph Smith foi chamado como profeta e que o evangelho de Jesus Cristo foi restaurado por meio dele.

    Oração

    Embora a oração tenha um papel importante em muitas religiões e culturas, raramente ela é considerada uma comunicação nos dois sentidos, entre Deus e o homem. Ajude as pessoas que você está ensinando a compreenderem que podem expressar os sentimentos de seu coração ao orar. Demonstre isso em seu modo de orar, no início e no término da lição. Use uma linguagem simples, que elas também possam usar ao orar. Ajude-as a compreender que o Pai Celestial responderá suas orações, geralmente por meio de sentimentos no coração e pensamentos na mente. Se elas forem sinceras e realmente desejarem saber se Deus as ouvirá, Ele lhes responderá. Peça ao chefe da família que ofereça uma oração de joelhos no final da lição.

    Estudo das escrituras

    Convite ao batismo

    Conforme orientação do Espírito, durante esta ou qualquer outra lição, não hesite em convidar as pessoas para serem batizadas e confirmadas.

    Para preparar as pessoas para o convite para serem batizadas e confirmadas, testifique frequentemente a respeito da importância de que todas as pessoas sejam batizadas por alguém que tenha autoridade a fim de que recebam a remissão de pecados e o maravilhoso dom do Espírito Santo. Você pode dizer: “Quando o Senhor responder suas orações e você sentir que esta mensagem é verdadeira, você vai seguir o exemplo de Jesus Cristo e ser batizado?”

    O convite para que a pessoa seja batizada e confirmada deve ser específico e direto: “Você vai seguir o exemplo de Jesus Cristo, sendo batizado por alguém que possua a autoridade do sacerdócio de Deus? Realizaremos uma reunião batismal no dia (data). Você vai se preparar para ser batizado nesse dia?”

    Ideias para o ensino

    Esta seção contém ideias para você usar ao se preparar e ao ensinar o conteúdo desta lição. Ore pela orientação do Espírito ao decidir como usar estas ideias. Inclua em seu plano de lição as ideias que escolher. Lembre-se de que elas são apenas sugestões, e não exigências, para ajudá-lo a atender às necessidades das pessoas que você está ensinando.

    Plano de lição curta (3–5 minutos)

    Depois de estar perdido por séculos para o mundo, o evangelho de Jesus Cristo foi restaurado na Terra por nosso amoroso Pai Celestial, por meio de um profeta vivo. O Livro de Mórmon é uma prova disso. Você pode segurá-lo nas mãos. Você pode lê-lo, ponderar sobre como a mensagem que ele contém pode melhorar sua vida e orar para saber que ele é a palavra de Deus.

    • Deus é nosso amoroso Pai Celestial

    • O evangelho abençoa indivíduos e famílias

    • O Pai Celestial revela Seu evangelho em cada dispensação

    • O ministério e a Expiação do Salvador na Terra

    • A Grande Apostasia

    • A Restauração do evangelho de Jesus Cristo por intermédio de Joseph Smith

    • O Livro de Mórmon: Outro Testamento de Jesus Cristo

    • Orar para saber a verdade por meio do Espírito Santo

    Convites:

    • Você vai ler o Livro de Mórmon e orar a Deus para saber que ele é a palavra de Deus?

    • Você vai orar a Deus para saber que Joseph Smith foi um profeta?

    • Você vai à igreja conosco no próximo domingo?

    • Podemos marcar nossa próxima visita?

    • Mandamentos da lição 4 que você decidir incluir.

    Plano de lição média (10–15 minutos)

    Nossa mensagem é extraordinária e simples. Deus é nosso Pai. Somos Seus filhos. Fazemos parte de Sua família. Ele nos ama. Desde o princípio do mundo, Ele sempre demonstrou amor e preocupação conosco. Por diversas vezes, Ele estendeu Sua mão com amor para nos revelar o evangelho de Jesus Cristo a fim de que nós, Seus filhos, saibamos como voltar à Sua presença. Ele o revelou a profetas como Adão, Noé, Abraão e Moisés. Contudo, por diversas vezes, as pessoas decidiram rejeitar o evangelho. Há 2 mil anos, o próprio Jesus Cristo ensinou Seu evangelho, estabeleceu Sua Igreja e realizou a Expiação. Por incrível que pareça, até mesmo Ele foi rejeitado. Sempre que as pessoas desprezam ou distorcem as ordenanças e a doutrina verdadeira, Deus retira da Terra Sua autoridade para administrar a Igreja.

    Nosso convite para você e para todas as pessoas é que acrescentem esses ensinamentos às verdades que já valorizam. Reflita sobre essa prova de que o Pai Celestial e Seu Filho Jesus Cristo estenderam novamente com amor a mão para Seus filhos e revelaram a plenitude do evangelho a um profeta. O nome desse profeta é Joseph Smith. A prova dessa gloriosa verdade é o Livro de Mórmon, que você pode ler e sobre o qual pode ponderar e orar. Se você orar com um coração sincero, com real intenção e fé em Cristo, Deus lhe dirá, pelo poder do Espírito Santo, que esse livro é verdadeiro.

    Convites

    • Você vai ler o Livro de Mórmon e orar a Deus para saber que ele é a palavra de Deus?

    • Você vai orar a Deus para saber que Joseph Smith foi um profeta?

    • Você vai à igreja conosco no próximo domingo?

    • Podemos marcar nossa próxima visita?

    • Mandamentos da lição 4 que você decidir incluir.

    Plano de lição completa (30–45 minutos)

    • Deus é nosso amoroso Pai Celestial

      • Somos filhos de Deus (ver Atos 17:29).

      • Deus nos ama e vai nos ajudar a fazer escolhas corretas.

      • Por meio de Jesus Cristo, podemos viver novamente com Deus (ver João 3:16–17).

    • O evangelho abençoa indivíduos e famílias

      • O evangelho de Jesus Cristo abençoa cada indivíduo e ajuda as famílias a desenvolverem um relacionamento mais forte.

      • A família é ordenada por Deus; ela é a mais importante unidade social desta vida e da eternidade (ver Doutrina e Convênios 49:15–16).

      • A família é o melhor lugar para se ensinar, aprender e colocar em prática os princípios do evangelho (ver Doutrina e Convênios 68:25; Gênesis 18:19; Deuteronômio 6:7).

      • A família pode ser um lugar de segurança, paz e alegria.

    • O Pai Celestial revela Seu evangelho em cada dispensação

      • Deus chama profetas para ensinar Seu evangelho (ver Amós 3:7).

      • Apostasia significa rejeitar os profetas e o evangelho.

      • As dispensações foram períodos de tempo em que os profetas ensinaram o evangelho. As dispensações anteriores terminaram em apostasia (ver Doutrina e Convênios 136:36–38).

      • Adão, Noé, Abraão, Moisés e outros antigos profetas ensinaram o evangelho (ver Moisés 5:4–12).

    • O ministério e a Expiação do Salvador na Terra

      • O Filho de Deus restaurou e ensinou o evangelho. Ele realizou muitos milagres (ver Guia para Estudo das Escrituras, “Milagre”).

      • Ele chamou apóstolos e lhes deu a autoridade do sacerdócio para que pregassem o evangelho e realizassem as ordenanças de salvação, como o batismo (ver João 15:16).

      • Cristo estabeleceu Sua Igreja.

      • Cristo foi crucificado, e Seus apóstolos foram rejeitados e mortos (ver Mateus 27:35; Marcos 15:25).

      • Cristo realizou a Expiação (ver Guia para Estudo das Escrituras, “Expiação, Expiar”).

    • A Grande Apostasia

    • A Restauração do evangelho de Jesus Cristo por intermédio de Joseph Smith

    • O Livro de Mórmon: Outro Testamento de Jesus Cristo

    • Orar para saber a verdade por meio do Espírito Santo

    Convites

    • Você vai ler o Livro de Mórmon e orar a Deus para saber que ele é a palavra de Deus?

    • Você vai orar a Deus para saber que Joseph Smith foi um profeta?

    • Você vai à igreja conosco no próximo domingo?

    • Podemos marcar nossa próxima visita?

    • Mandamentos da lição 4 que você decidir incluir.

    Perguntas a fazer depois de ensinar

    • Que dúvidas você tem sobre o que ensinamos?

    • Se houvesse um profeta na Terra hoje, o que você perguntaria a ele?

    • Você sente que Deus ouve suas orações? Por quê?

    • Você gostaria de saber que o Livro de Mórmon é verdadeiro? Por quê?

    Definições importantes

    • Arbítrio: A capacidade e o privilégio que Deus dá às pessoas de escolherem e de agirem por si mesmas.

    • Apostasia: Afastamento da verdade, podendo se referir a pessoas, à Igreja ou a nações inteiras. Inclui rebeldia contra a autoridade e rejeição aos profetas. As evidências da apostasia incluem a transgressão das leis de Deus, a alteração das ordenanças do evangelho e a quebra de convênios (ver Isaías 24:5).

    • Dispensação: Período de tempo em que o Senhor tem na Terra pelo menos um servo autorizado que possui as chaves do santo sacerdócio. Além de Jesus Cristo, profetas como Adão, Enoque, Noé, Abraão, Moisés e Joseph Smith deram início a uma nova dispensação do evangelho. Quando o Senhor organiza uma dispensação, o evangelho é revelado novamente para que as pessoas daquele período não tenham que depender das dispensações anteriores para conhecer o plano de salvação. A dispensação que teve início com Joseph Smith é conhecida como a “dispensação da plenitude dos tempos”.

    • Sacerdócio: A autoridade e o poder que Deus dá ao homem para agir em nome de Jesus Cristo em todas as coisas para a salvação da humanidade.

    • Profeta: Um homem que foi chamado por Deus e fala em nome Dele. Como mensageiro de Deus, o profeta recebe autoridade do sacerdócio, mandamentos, profecias e revelações de Deus. Sua responsabilidade é dar a conhecer a vontade e o verdadeiro caráter de Deus à humanidade e mostrar o significado do que Ele realiza entre eles. O profeta denuncia o pecado e prediz suas consequências. Ele é um pregador da retidão. Em certas ocasiões, o profeta pode ser inspirado a predizer o futuro para o benefício da humanidade. No entanto, sua principal responsabilidade é prestar testemunho de Cristo.

    • Redentor: Jesus Cristo é o grande Redentor da humanidade, pois, por meio de Sua Expiação, Ele pagou o preço dos pecados da humanidade e possibilitou a ressurreição de todas as pessoas. Redimir significa libertar, comprar ou resgatar, tal como quando se paga o resgate para libertar alguém. A redenção se refere à Expiação de Jesus Cristo e à libertação do pecado. A Expiação de Jesus redime toda a humanidade da morte física. Por meio de Sua Expiação, que inclui Seu sofrimento no Getsêmani e na cruz, bem como Sua Ressurreição, aqueles que tiverem fé Nele e se arrependerem serão redimidos da morte espiritual.

    • Reformador: Reformar significa fazer alterações em uma coisa a fim de melhorá-la. A palavra reformadores se refere aos homens e às mulheres (como Martinho Lutero, William Tyndale e John Wycliffe) que protestaram contra as práticas da igreja de sua época, que eles achavam que precisava ser reformada.

    • Restauração: Restaurar significa devolver algo, ou trazer de volta, a uma condição anterior. A Restauração, conforme o termo é usado pelos santos dos últimos dias, significa que a verdadeira Igreja de Jesus Cristo, que havia sido perdida por causa da apostasia, foi trazida de volta em sua forma original, conforme organizada por Jesus Cristo. Ao contrário da Reforma, a Restauração foi realizada por autoridade divina, por meio de revelação.

    • Revelação: Comunicação entre Deus e Seus filhos na Terra. A revelação pode vir por meio da Luz de Cristo e do Espírito Santo, por meio de inspiração, visões, sonhos ou visitas de anjos. A revelação proporciona orientação que pode conduzir o fiel à salvação eterna no reino celestial. O Senhor revela Seu trabalho a Seus profetas e confirma aos crentes que as revelações dadas aos profetas são verdadeiras (ver Amós 3:7). Por meio da revelação, o Senhor proporciona orientação individual para toda pessoa que busca e tem fé, arrepende-se e é obediente ao evangelho de Jesus Cristo.

    Outros termos que podem precisar ser explicados para as pessoas que você está ensinando

    • Apóstolo

    • A Expiação de Jesus Cristo

    • Bíblia

    • Perseverar até o fim

    • Dom do Espírito Santo

    • Evangelho

    • Obediência e desobediência aos mandamentos

    • Ordenanças de salvação

    • Oração

    • Arrependimento

    • Ressurreição

    • Voltar a viver em Sua presença

    • Salvação

    • Salvador

    • Escrituras

    • Pecado

    • Mordomia

    Exemplos de reformadores e líderes religiosos do mundo

    Os dados históricos a seguir devem ser usados somente quando necessário.

    John Wycliffe:

    Nasceu no século 14, na Inglaterra. Grande estudioso de teologia da Universidade de Oxford. Ensinou que a Igreja Católica Romana não tinha as chaves do sacerdócio, que a Santa Eucaristia (ou sacramento) não era de fato o corpo de Cristo e que a igreja não devia ter poder político sobre as pessoas. Traduziu a Bíblia para o inglês. Morreu em 31 de dezembro de 1384.

    Martinho Lutero:

    Nasceu em 10 de novembro de 1483, na Alemanha. Estudou na Universidade de Erfurt e Wittenberg. Pregou 95 teses na porta da Igreja do Castelo, desafiando muitas coisas ensinadas pela Igreja Católica Romana naquela época, inclusive a prática de pagamento em dinheiro pelo perdão dos pecados. Foi o fundador do luteranismo. Morreu em 18 de fevereiro de 1546.

    William Tyndale:

    Nasceu no condado de Gloucestershire, Inglaterra, em 1494. Estudou em Oxford e Cambridge. Traduziu o Novo Testamento para o inglês. Colocou as escrituras ao alcance das pessoas comuns a fim de expor falsidades doutrinárias e a corrupção dos líderes religiosos. Foi executado em 6 de outubro de 1536.

    John Knox:

    Nasceu por volta de 1513. Ministro escocês, teólogo, escritor e líder da Reforma no país. Conhecido como o fundador da Igreja Presbiteriana da Escócia. Morreu em 24 de novembro de 1572.

    Assim como o mundo cristão ocidental foi abençoado pela coragem e pela visão dos reformadores, muitas outras nações e culturas foram abençoadas por aqueles que receberam “tudo o que [Deus achava] que [deveriam] receber” (Alma 29:8). Os ensinamentos de outros líderes religiosos mundiais ajudaram muitas pessoas a se tornarem mais civilizadas e éticas.

    Buda (Gotama):

    Nasceu em 563 a.C., filho de um líder hindu, no Nepal. Preocupou-se com o sofrimento que viu à sua volta. Fugiu do luxuoso palácio do pai, renunciou ao mundo e viveu na pobreza. Buscando esclarecimento, descobriu aquilo a que chamou de “caminho da libertação” e Nirvana — a libertação de um ciclo existencial de dor ou de pouco significado. Tornou-se mestre de uma comunidade de monges.

    Confúcio:

    Nasceu em 551 a.C., ficando órfão ainda na infância. Foi o primeiro professor profissional da China, o maior líder moral e pensador social do país. Promovia a gentileza, a bondade, a verdade, o respeito pelos ancestrais e a família.

    Maomé:

    Nasceu em 570 d.C. em Meca. Ficou órfão na infância. Casou-se aos 25 anos de idade. Em 610, orou e meditou no monte Hira. De 610 até sua morte em 632, afirmou que o anjo Gabriel lhe apareceu e lhe comunicou mensagens de Alá (Deus). Essas comunicações, que ele recitava a seus discípulos, foram posteriormente registradas no Corão, ou Alcorão, o livro sagrado do islamismo. As práticas gerais do islamismo incluem fé, oração, esmolas aos pobres e necessitados, jejum e peregrinação santa.

    Moisés ben Maimônides (Rambam):

    Nasceu na véspera da Páscoa de 1135 ou de 1138. Foi rabino judeu, médico e filósofo. Maimônides foi um dos estudiosos mais influentes e prolíficos da Torá na Idade das Trevas. É também conhecido por sua influência sobre alguns dos maiores escritores cristãos, tais como São Tomé de Aquino. Morreu em 12 de dezembro de 1204.

    São Francisco de Assis:

    Nasceu em 1181 ou 1182. Foi um frade, diácono e pregador católico romano. Fundou diversas ordens religiosas, inclusive uma que até hoje cuida de muitos locais sagrados para os cristãos na Terra Santa. São Francisco é uma das personalidades religiosas mais admiradas da história. Ele acreditava que a natureza era um espelho de Deus e considerava todas as criaturas seus “irmãos” e suas “irmãs”. Um de seus poemas serviu de inspiração para o popular hino “Ó criaturas do Senhor”. Morreu em 3 de outubro de 1226.