2016
O Capitão Morôni Ensinou-me a Dar Aulas no Ensino Médio

Vozes da Igreja

O Capitão Morôni Ensinou-me a Dar Aulas no Ensino Médio

Latter-Day Saint Voices

Ilustração: Allen Garns

Eu estava no meio de um ano difícil, dando aulas para alunos de 13 e 14 anos. Tinha acabado de voltar para casa após uma frustrante reunião com o diretor adjunto sobre uma avaliação recente. Por ser novo no magistério e por ter que criar a maior parte das minhas aulas, eu estava tendo dificuldades para manter os alunos concentrados nas tarefas e interessados. Basicamente a conversa se resumiu na necessidade que eu tinha de obrigar meus alunos a escolher uma de duas opções: fazer as tarefas ou sofrer as consequências — e colocar em prática minhas ameaças.

Saí da reunião sentindo-me desanimado e sobrecarregado. Decidi fazer daquela reunião a pergunta do dia ao estudar as escrituras na manhã seguinte. Por incrível que pareça, as respostas me foram dadas ao ler o Livro de Mórmon.

Orei para aprender nas escrituras, naquela manhã, como ser um professor melhor. O Espírito Santo me ensinou enquanto eu lia a respeito do capitão Morôni em Alma 44. Naquele ponto da história, o capitão Morôni e os nefitas haviam cercado os lamanitas no Rio Sidon e os amedrontado a ponto de fazer com que os lamanitas largassem suas armas. Continuei a ler, pensando em como gostaria de ser como o capitão Morôni na sala de aula: cheio de autoridade, confiante e bem-sucedido.

Li o diálogo inteiro e notei que Morôni dizia a Zeraemna e aos lamanitas que seriam obrigados a fazer uma escolha: “[Entregai-nos] vossas armas de guerra; e (…) [pouparemos vossa] vida se seguirdes vosso caminho e não tornardes a fazer guerra contra nós”, caso contrário, “se não fizerdes isto, (…) ordenarei a meus homens que caiam sobre vós” (Alma 44:6, 7). Dei-me conta de que era isso que meu administrador me mandara fazer! “Dê-lhes duas opções e cumpra sua ameaça”, dissera ele. Tendo isso em mente, adotei o lema de Morôni: “Eis que terminaremos a luta” (Alma 44:10).

Armado com os princípios que havia aprendido numa história das escrituras a respeito de um de meus heróis, voltei para a sala de aula confiante em meu plano de batalha. Por acaso, eu tinha uma estatueta do capitão Morôni, e ela ficou no bolso da minha camisa por todo o restante do ano letivo, como lembrete de como o capitão Morôni me ensinara a administrar uma sala de aula do Ensino Médio. Quando dei a meus alunos duas escolhas, o comportamento deles melhorou, eles fizeram seu trabalho e passamos a nos dar bem. O ano terminou, e ainda foi difícil, mas, com a oração respondida e o poder das escrituras, fui capaz de “terminar a luta”.