Proclamar o Evangelho
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Tema

Capítulo 24

Proclamar o Evangelho

Devemos alargar os passos ao proclamarmos o evangelho às pessoas.

Da Vida de Spencer W. Kimball

Numa viagem a Quito, Equador, como membro do Quórum dos Doze Apóstolos, o Élder Spencer W. Kimball estava no restaurante de um hotel com um grupo que incluía quatro jovens missionários. “Ele comentou com os demais presentes que o garçom era um rapaz de excelente aparência e que seria um bom missionário para a Igreja. O Élder Kimball pediu pão e leite e depois perguntou ao garçom se ele tinha filhos em casa. ‘Um filho’, respondeu ele. ‘Pão e leite vão dar-lhe saúde’, disse o Élder Kimball, ‘mas ele ficará ainda mais saudável se você lhe der o alimento que esses rapazes têm a oferecer.’ O garçom fez uma expressão de perplexidade. Então, o Élder Kimball explicou que os rapazes eram missionários que tinham o evangelho de Jesus Cristo para ensinar. O garçom demonstrou interesse em receber as palestras missionárias.”1

O Presidente Kimball citava com freqüência o mandamento que o Salvador nos deu de levar o evangelho “por todo o mundo” (Marcos 16:15). Pediu mais missionários de tempo integral, principalmente rapazes e casais idosos, e instou todos os membros da Igreja a participar desse trabalho designado por Deus. “Nossa grande necessidade e grande chamado”, ensinou ele, “é levar ao povo deste mundo a luz da compreensão para iluminar-lhes o caminho para fora da obscuridade e das trevas, a fim de que tenham alegria, paz e as verdades do evangelho”.2

Ensinamentos de Spencer W. Kimball

O Senhor promete-nos bênçãos grandiosas se proclamarmos o evangelho.

É uma aventura espiritual realizar a obra missionária, dar referências, acompanhar os missionários quando dão as palestras. É entusiasmante e gratificante. As horas despendidas, o esforço, as caminhadas, tudo vale a pena quando ainda que uma única alma se arrependa, exerça fé e tenha o desejo de batizar-se. Imaginem que sentimento maravilhoso vocês terão quando eles disserem: “Quando vocês estão aqui e falamos destas coisas, parece que estou lembrando-me de coisas que eu já conhecia antes” ou “Vocês não podem sair daqui até nos dizerem tudo que sabem sobre a Igreja restaurada”.3

Pregar o evangelho traz paz e alegra a nossa própria vida, engrandece nosso próprio coração e alma em benefício dos outros, aumenta nossa própria fé, fortalece nosso próprio relacionamento com o Senhor e aprofunda nosso próprio entendimento das verdades do evangelho.4

O Senhor prometeu-nos bênçãos grandiosas segundo nosso empenho ao pregarmos o evangelho. Receberemos auxílio do outro lado do véu e ocorrerão milagres espirituais. O Senhor disse-nos que nossos pecados serão esquecidos mais prontamente quando levarmos almas a Cristo e permanecermos firmes ao prestarmos testemunho ao mundo — e certamente todos nós precisamos de uma ajudinha no perdão de nossos pecados. (Ver D&C 84:61.) Numa das maiores escrituras missionárias, a seção 4 de Doutrina e Convênios, o Senhor diz que se servirmos ao Senhor na obra missionária “de todo o [nosso] coração, poder, mente e força”, poderemos apresentar-nos “sem culpa perante Deus no último dia”. (Versículo 2).

E um pouco mais adiante o Senhor declarou:

“E, se trabalhardes todos os vossos dias clamando arrependimento a este povo e trouxerdes a mim mesmo que seja uma só alma, quão grande será vossa alegria com ela no reino de meu Pai!

E agora, se vossa alegria é grande com uma só alma que tiverdes trazido a mim no reino de meu Pai, quão grande será vossa alegria se me trouxerdes muitas almas!“ (D&C 18:15–16).

Se uma pessoa trabalhar todos os seus dias e ajudar a converter ainda que uma única alma, que alegria! Uma alma! Como ela é preciosa! Ó, que Deus nos conceda esse tipo de amor pela alma dos homens!5

O Senhor confiou a todos os membros da Igreja a responsabilidade de servir como Seus mensageiros.

Como eu gostaria de gravar de modo eficaz e indelével no coração de todos os membros da Igreja o entendimento de que se uma pessoa tiver idade suficiente para ser membro, tem idade suficiente para ser missionária; e ela não precisa ser designada especificamente para esse chamado. Todos os membros têm a obrigação e o chamado de levar o evangelho às pessoas a sua volta. Queremos que todos: homem, mulher e criança assumam essa responsabilidade em retidão. É importantíssimo. Afinal, esta é a mensagem do evangelho: Recebemos bênçãos do evangelho e depois devemos levar essas bênçãos aos demais.

É verdade que somos um povo atarefado, mas o Senhor não disse: “Caso lhes convenha, pensem na possibilidade de pregar o evangelho”. Na realidade, disse: “Todo homem aprenda seu dever” (D&C 107:99). E também: “Eis que (…) todo aquele que for advertido deverá advertir seu próximo” (D&C 88:81).

Devemos recordar que Deus está a nosso lado nisso. Ele nos ajudará e abrirá as portas, pois foi Ele que deu o mandamento.6

Como é maravilhoso, meus caros irmãos e irmãs que pertencem ao reino de Deus, termos recebido do Senhor a incumbência de servir como mensageiros de Sua palavra para nossos irmãos e irmãs que ainda não se filiaram à Igreja. Suponhamos por um instante que os papéis se revertam — vocês não são membros da Igreja, mas seu atual vizinho não-membro é santo dos últimos dias. Vocês gostariam que ele partilhasse o evangelho com vocês? Vocês se regozijariam então com as novas verdades aprendidas? Seu amor e respeito por seu vizinho aumentariam por ele ter partilhado essas verdades com vocês? É claro que todas as respostas a essas perguntas seriam afirmativas!7

Irmãos e irmãs, não sei se estamos fazendo tudo a nosso alcance. Estaríamos sendo negligentes em nossa designação de ensinar o evangelho aos outros? Estamos preparados para alargar os passos? Para expandir nossa visão?8

A ocasião de levarmos o evangelho a um número cada vez maior de locais e pessoas é aqui e agora. Devemos recordar nossa obrigação de transmitir a mensagem, em vez de nossas próprias conveniências pessoais. Os chamados do Senhor raramente são convenientes. Chegou o momento em que o sacrifício deve tornar-se um elemento ainda mais importante na Igreja. Precisamos aumentar nossa devoção a fim de realizarmos a obra que o Senhor nos designou. (…) As últimas palavras do Mestre a Seus apóstolos pouco antes de Sua ascensão foram: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.

Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Marcos 16:15–16).

Não devemos vacilar nem nos cansar de fazer o bem. Devemos alargar os passos. Não é apenas nosso próprio bem-estar eterno que está em jogo, mas também o bem-estar eterno de muitos de nossos irmãos e irmãs que ainda não são membros desta que é a Igreja verdadeira. Emociono-me com as palavras do Profeta Joseph Smith numa carta que ele enviou de Nauvoo à Igreja em 6 de setembro de 1842: “Não prosseguiremos em tão grande causa? Ide avante. (…) Coragem (…) e avante, avante para a vitória!” (D&C 128:22).9

Por meio de nossa influência e empenho justos, podemos ajudar as pessoas a receberem o evangelho restaurado.

O trabalho de membros-missionários é a chave para o crescimento futuro da Igreja.10

Sinto que o Senhor colocou de modo natural em nossos círculos de amigos e conhecidos muitas pessoas que estão preparadas para entrar para Sua Igreja. Pedimos-lhes que, em espírito de oração, identifiquem essas pessoas e depois solicitem o auxílio do Senhor para apresentar-lhes o evangelho.11

Devemos estar cientes de que em geral é preciso travar conhecimento com nossos vizinhos antes de podermos falar-lhes do evangelho. Eles precisam sentir nossa amizade e interesse genuínos. Queremos que os membros da Igreja convidem seus amigos, em vez de repreenderem-nos ou assustarem-nos.12

O evangelho é verdadeiro. Ao estudá-lo, viver seus princípios e buscar o auxílio do Espírito Santo, qualquer pesquisador sincero pode assegurar-se de sua veracidade por si mesmo. Como é infinitamente mais fácil para o pesquisador compreender e aceitar o evangelho se também puder ver seus princípios em ação na vida de seguidores. Não se pode prestar serviço mais útil ao esforço missionário desta Igreja do que ser um exemplo das virtudes cristãs em nossa vida.13

Os membros fiéis, que vivem o evangelho por preceito e exemplo são a melhor publicidade possível para a Igreja.14

O que todos os membros devem fazer, dando um bom exemplo e prestando testemunho, é mostrar aos não-membros as alegrias da prática e entendimento do evangelho e assim os ajudar a chegar ao ponto em que aceitarão um ensino mais formal.15

A verdadeira meta a ser alcançada no proselitismo eficaz é que os membros encontrem os pesquisadores e que os missionários de tempo integral os ensinem. (…) Quando são os membros que acham os pesquisadores, eles têm o interesse pessoal de integrá-los, há menos pesquisadores que desistem de batizar-se e os que se batizam tendem a permanecer ativos.16

Nossa meta deve ser identificar o quanto antes quais dos filhos de nosso Pai estão espiritualmente preparados para progredirem até o batismo e entrarem no reino. Uma das melhores maneiras para descobrir é apresentar os amigos, parentes, vizinhos e conhecidos aos missionários de tempo integral logo que possível.17

Às vezes esquecemos que é melhor corrermos o risco de criar uma pequena perturbação no relacionamento com um amigo do que o privarmos da vida eterna ao permanecermos em silêncio.18

Não esperem para aprofundar indefinidamente os laços de amizade nem aguardem o momento ideal e perfeito. O que vocês precisam fazer é descobrir se eles são os eleitos. “[Meus] eleitos ouvem minha voz e não endurecem o coração” (D&C 29:7). Se eles ouvirem e estiverem com o coração aberto para o evangelho, isso ficará logo evidente. Se não derem ouvidos e seu coração estiver endurecido com ceticismo ou comentários negativos, não estão preparados. Nesse caso, continuem a amá-los e a aprofundar a amizade e esperem a próxima oportunidade para verificar se estão prontos. Vocês não perderão a amizade. Eles os respeitarão.

É claro que há decepções, mas nada está irremediavelmente perdido. Ninguém perde um amigo só porque ele não quer continuar a receber as visitas dos missionários. O membro pode continuar a conviver com esse amigo sem ameaças a sua amizade ou ao relacionamento especial com essa família. Algumas pessoas demoram mais para entrar para a Igreja do que outras. O membro deve continuar a amizade e fazer outra tentativa de conversão posteriormente. Não fiquem desanimados com a falta de progresso no momento. Há centenas de histórias sobre o valor da perseverança no serviço missionário.19

A obra missionária inclui amar e integrar com paciência os recém-conversos e membros menos ativos.

Quando batizamos uma pessoa, é um crime deixá-la simplesmente afastar-se da Igreja e do evangelho devido à falta de integração. A integração é uma responsabilidade importante. Devemos estar em condições de integrar todos os que se filiarem à Igreja. É por esse motivo que queremos que os membros realizem a obra missionária, não só que recebam ajuda dos missionários. Desejamos que as pessoas (…) se comprometam a fazer esse trabalho porque elas continuam a morar do lado dos recém-conversos. Podem continuar a integrá-los, acompanhá-los à reunião do sacerdócio, continuar a incentivá-los e ajudá-los com a noite familiar e assim por diante.20

Nunca é demais salientar a necessidade da obra missionária na estrutura de correlação do sacerdócio, a fim de que os pesquisadores sejam integrados e inseridos nos programas da Igreja de tal modo que logo se tornem membros fiéis e ativos. Essa é, portanto, outra maneira de todos os membros da Igreja envolverem-se de modo ativo e constante na obra missionária — integrando, fazendo amizade e incentivando os membros novos da Igreja.21

É imprescindível que todos os conversos sejam imediatamente designados a uma dupla de mestres familiares que os integrarão de modo bastante pessoal e atencioso. Esses mestres familiares, em conjunto com seus líderes do sacerdócio, devem verificar que cada converso maduro receba algum desafio, bem como a oportunidade e o incentivo para aumentar seu conhecimento do evangelho. Deve receber ajuda para tecer laços sociais com os membros da Igreja, a fim de não se sentir só ao iniciar sua vida de santo dos últimos dias ativo.22

É uma inspiração e alegria ver (…) os santos acolherem, ajudarem e auxiliarem os que entram diariamente no reino de nosso Senhor, bem como orar por eles. Continuem a ajudar uns aos outros, e muito mais pessoas se filiarão à Igreja. Recebam-nos de braços abertos, amem-nos e integrem-nos.23

Nossa responsabilidade como irmãos e irmãs na Igreja é ajudar aqueles que estiverem perdidos a achar o caminho e ajudar aqueles que perderam seu tesouro precioso a reencontrarem-no. As escrituras nos ensinam claramente que todos os membros têm a obrigação de fortalecer os demais irmãos.

O Salvador salientou a importância disso ao dizer a Pedro, com amor, mas também firmeza: “Quando te converteres, confirma teus irmãos” (Lucas 22:32). Permitam-me dizer o mesmo a cada um de vocês: “Quando se converterem por favor confirmem seus irmãos e irmãs”. Há muitos em nosso meio que estão famintos, às vezes sem mesmo saber o motivo da fome. Há verdades e princípios espirituais que podem servir de alicerce para a vida deles, trazer segurança para sua alma, paz para seu coração e mente — basta que voltemos nossas orações e nossa preocupação para eles. (…)

Alguns podem dizer: “Ah, mas conheço alguém que nunca vai ser tocado”. É claro que essa pessoa pode ser tocada. Ela sempre poderá ser abençoada e receber ajuda! As escrituras trazem a seguinte promessa: “O amor nunca falha” (I Coríntios 13:8). Nunca! A caridade, quando aplicada durante um período longo o bastante, nunca deixa de produzir seus milagres, seja na outra pessoa, em nós mesmos, em ambos ou em outras pessoas em volta.

(…) Acredito que não exista ninguém que não possa converter-se — ou reativar-se — se a pessoa certa fizer a abordagem certa no momento certo da maneira certa com o espírito certo. Sei que as bênçãos de nosso Pai Celestial acompanharão nossos esforços se nos prepararmos, se vivermos com alegria os princípios do evangelho e se buscarmos o auxílio de nosso Pai Celestial. (…)

Que os mestres familiares dos quóruns do sacerdócio, as professoras visitantes da Sociedade de Socorro, o marido e a esposa, os pais e os filhos e os membros de todo mundo que amarem o Senhor e desejarem fazer Sua vontade se dediquem com amor e inspiração ao trabalho justo de oferecer o auxílio tão necessário às pessoas em dificuldade. Lampejos efêmeros de interesse e entusiasmo não surtirão os efeitos desejados. Contudo, os resultados almejados podem chegar; virão com uma freqüência maior do que qualquer um de nós imagina caso intensifiquemos, em espírito de oração, nossos esforços. Não só as ricas bênçãos do Senhor entrarão em sua vida e na vida de outras pessoas, mas nos aproximaremos do Senhor e sentiremos a presença de Seu amor e Seu Espírito.24

Os pais devem ajudar os filhos a prepararem-se para o serviço missionário de tempo integral.

Precisamos que os rapazes da Igreja em idade de missão se apresentem para o trabalho em números ainda maiores do que os atuais a fim de assumirem a responsabilidade, privilégio e bênção que lhes cabe por direito como servos do Senhor na causa missionária. Como todos nós seríamos fortalecidos se todos os rapazes se prontificassem para a obra do Senhor!25

Quando peço mais missionários, não estou pedindo missionários sem testemunho ou indignos. Estou pedindo que comecemos mais cedo a treinar melhor nossos missionários em todos os ramos e alas do mundo. Esse é outro desafio: que todos os jovens compreendam que é um grande privilégio sair em missão e que eles precisam estar aptos física, mental e espiritualmente e que “o Senhor não pode encarar o pecado com o mínimo grau de tolerância” [Alma 45:16].

Estou pedindo missionários que tenham sido cuidadosamente ensinados e treinados pela família e as organizações da Igreja e que cheguem à missão com um grande desejo de servir. Estou pedindo (…) que treinemos os missionários em perspectiva muito melhor, muito mais cedo e por muito mais tempo a fim de que todos aguardem com grande ansiedade e alegria a oportunidade de servir.26

Devemos pensar em números mais elevados. Devemos preparar melhor nossos missionários, não só no tocante às competências lingüísticas, mas também em relação às escrituras e, acima de tudo, ajudando-os a adquirir um testemunho e um fogo ardente que confiram poder a suas palavras.27

Enviem seus filhos para a missão. Desde o momento em que nascerem, comecem a ensiná-los. Eles ouvirão suas orações à noite e de manhã. Ouvirão vocês orarem ao Senhor para que abra as portas de todas as nações. Ouvirão acerca da obra missionária. Ouvirão vocês orarem pelo seu bispo, presidente de missão e todos os outros que os servirem e isso gradualmente se tornará parte deles.28

Quase sempre que vejo um menininho, digo: “Você vai ser um grande missionário, não vai?” Assim plantamos uma sementinha em sua mente. É como as plantas e outras formas de vegetação. Elas crescem continuamente. E se o pai e a mãe conversarem com seus filhos (…) sobre a missão — mesmo quando eles forem ainda bebês — essa sementinha também crescerá continuamente.29

Os pais devem começar a preparar os filhos para pouparem dinheiro logo no início de sua vida. Incutam-lhes o espírito de economia. Ajudem-nos também a desenvolver o hábito de estudar e orar sobre o evangelho, de ver por si mesmos o evangelho em ação em sua própria vida e na das pessoas a sua volta. Que eles tenham o espírito de serviço ao longo dos anos de crescimento e a experiência de ajudar os outros a falar das alegrias da mensagem do evangelho em sua vida. Que eles usem suas aulas e experiências no seminário e instituto como treinamento para adquirirem conhecimento espiritual de valores grandiosos para eles mesmos e outras pessoas. Que se preparem conservando sua vida pura e digna e desejando de todo o coração ajudar o Senhor a levar o evangelho àqueles que estiverem prontos para recebê-lo.30

Espero que todas as famílias realizem a noite familiar todas as segundas-feiras, sem falta. A obra missionária deve ser um dos temas abordados com freqüência; e o pai, a mãe e os filhos devem revezar-se para orar e incluir em suas súplicas um elemento de suma importância: que as portas das nações se abram para nós e que, em segundo lugar, os missionários, rapazes e moças da Igreja, respondam com alegria ao chamado para sair em missão e levar pessoas à Igreja.31

A Igreja precisa de casais missionários.

Se as condições de saúde e outros fatores permitirem, os pais podem aguardar com ansiedade o dia em que também poderão servir como missionários.32

Às vezes nos esquecemos das pessoas idosas em nosso meio que já se aposentaram, que acham constantemente lugares interessantes para visitar com seus equipamentos de acampamento e outras diversões. Elas acham uma maneira fácil de satisfazer a mente e a consciência e garantir a continuidade do trabalho: enviar os rapazes à missão.

Essa responsabilidade compete a todos nós. Nem todos estão em condições de cumpri-la, mas muitíssimos de nós estão.33

Precisamos de centenas de casais, pessoas de idade como algumas de vocês, cuja família já esteja criada, que estejam aposentadas de suas atividades profissionais e que estejam em condições de partir (…) para pregar o evangelho. Necessitamos de centenas de casais. Basta procurar seu bispo — é tudo o que precisam fazer. Digam-lhe: “Estamos prontos para partir se pudermos ser de alguma utilidade”. Acho bem provável que vocês recebam um chamado.34

Esta é a obra do Senhor. Estamos a serviço Dele. Ele deu-nos especificamente a ordem de levar o evangelho a toda a Terra, mas ainda somos desconhecidos para muitos no mundo. Está na hora de cingirmos os lombos e mergulharmos com dedicação renovada nesta obra grandiosa. Todos nós, vocês e eu, fizemos esse convênio. Repitamos em uníssono com aquele rapaz encontrado no templo por seus pais ansiosos, sentado no meio dos doutores da lei: “(…) me convém tratar dos negócios de meu Pai” [Lucas 2:49].35

Sugestões para Estudo e Ensino

Tenha em mente as idéias a seguir ao estudar o capítulo ou ao preparar-se para ensinar. Há auxílios adicionais nas páginas v–ix

  • De que forma a obra missionária é uma “aventura espiritual”? (Página 286). Ao pregarmos o evangelho que experiências “entusiasmantes e gratificantes” podemos ter? (Um exemplo é a história da página 285.)

  • Leia as páginas 286–287, procurando identificar as bênçãos que recebemos quando partilhamos o evangelho. Em que ocasiões você já desfrutou algumas dessas bênçãos?

  • Leia o quarto parágrafo inteiro da página 288. A seu ver, o que significa “alargar os passos” e “expandir nossa visão”? Como podemos seguir esses conselhos na obra missionária?

  • Estude a seção que começa na página 289. Pondere ou discuta os conselhos específicos sobre a pregação do evangelho a familiares e amigos. Por exemplo: (a) O que podemos fazer para conquistar a amizade de nossos vizinhos? (b) De que forma podemos servir de “publicidade” para a Igreja? (c) Quais são os possíveis problemas de esperarmos indefinidamente “o momento ideal e perfeito” antes de pregarmos o evangelho? (d) Como devemos reagir se nossos familiares e amigos não aceitarem nosso convite de aprender sobre o evangelho?

  • Quais são algumas das necessidades dos recém-conversos? E as dos membros menos ativos? O que podemos fazer para ajudá-los? (Ver as páginas 291–294.)

  • Quais qualidades os líderes da Igreja buscam nos missionários de tempo integral? (Há alguns exemplos nas páginas 294–296.) O que os pais e outros podem fazer para ajudar as crianças a desenvolverem essas qualidades? Quais são algumas formas pelas quais os pais e filhos podem seguir o conselho do Presidente Kimball para economizarem dinheiro para a missão?

  • O Presidente Kimball incentivou os casais idosos a servirem como missionários. (Páginas 296–297.) Quais são algumas das opções e oportunidades que a Igreja oferece aos casais missionários? O que os casais podem fazer para preparar-se para servir? Como você está realizando a obra missionária no atual estágio de sua vida?

Escrituras Relacionadas: Mosias 3:20; Alma 26:1–16; Helamã 6:3; Morôni 6:3–4; D&C 84:88.