Um Casamento Honrado, Feliz e Bem-Sucedido
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Capítulo 18

Um Casamento Honrado, Feliz e Bem-Sucedido

Os cônjuges unidos pelo matrimônio desfrutam um relacionamento harmonioso e eterno quando permanecem fiéis ao Senhor e uns aos outros.

Da Vida de Spencer W. Kimball

Antes de seu chamado para o Quórum dos Doze Apóstolos, Spencer W. Kimball era um dos sócios de uma companhia de seguros e imobiliária em Safford, Arizona. Uma de suas funcionárias, Carmen Richardson Smith, falou da fidelidade de Spencer e Camilla Kimball quando Edward, filho deles, foi acometido de poliomielite no início da década de 1930:

“A relação entre o Irmão Kimball e sua esposa era algo que eu muito admirava. Quando Eddie estava na Califórnia recebendo tratamento médico, a Irmã Kimball ficou com ele e o Presidente Kimball viajava para lá em momentos críticos. Nos períodos de recuperação após a cirurgia de Eddie, o Irmão Kimball voltava para casa para cuidar do restante da família, enquanto a esposa ficava com Eddie.

Acho que ele escrevia para ela todos os dias. E não eram cartas de 50 palavras. Às vezes, quando ele estava particularmente atarefado, ditava uma carta para mim e lembro-me de como me sentia: era quase uma honra sagrada.

O casamento deles era bom e feliz, e eles pareciam ter enorme consideração um pelo outro. Parecia que o mundo de um girava em torno do outro.”1

O amor que Spencer e Camilla tinham um pelo outro, que era tão evidente quando eram jovens, tornou-se ainda mais forte e profundo ao envelhecerem. O Presidente Kimball sempre externava gratidão pelo relacionamento que tinha com a esposa: “A Camilla esteve a meu lado em todas as experiências que vivi. Enterramos nossos pais e outros entes queridos e perdemos também filhos nascidos prematuramente. Estivemos juntos nos piores momentos e nos mais felizes. (…) Choramos juntos e rimos juntos. (…) Nossa vida foi sempre permeada de momentos agradáveis, a despeito de todas as circunstâncias tristes e sérias. Dançamos, cantamos, recebemos hóspedes, amamos e fomos amados. Com uma esposa como Camilla Eyring, a vida torna-se plena, inteira e abundante”.2

Depois de viver um casamento longo e feliz, ele observou: “Precisamos de um cônjuge bondoso que não vai contar nossas rugas, recordar nossas tolices nem fraquezas; (…) precisamos de um cônjuge amoroso com quem tenhamos sofrido, chorado, orado e adorado; alguém com quem tenhamos sofrido tristezas e decepções, alguém que nos ame pelo que somos e pretendemos ser, em vez do que aparentamos em nossa frágil carapaça exterior”.3

Ensinamentos de Spencer W. Kimball

O casamento eterno foi ordenado por Deus e a família é essencial no plano do Pai Celestial para nós.

O casamento, o casamento honrado, foi ordenado por Deus. Ele decretou que a unidade básica da sociedade deve ser o lar e a família e devemos estar vigilantes, pois a falsa cultura de nossos dias está tentando afastar-nos desse plano concebido por Deus. (…)

Parece haver uma tendência crescente contra o casamento exercida por pessoas degeneradas do mundo e uma forte tendência para o casamento sem filhos. Naturalmente, a pergunta seguinte é: “Por que se casar?” E os militantes contrários ao casamento manifestam-se. Argumentam que os filhos são um fardo, um peso, uma responsabilidade. Muitos estão convencidos de que os estudos e liberdade de limitações e compromissos constituem a verdadeira vida. E infelizmente essa idéia errônea e destrutiva está instaurando-se entre pessoas de nosso próprio povo.4

Para combater e neutralizar os ensinamentos maus na imprensa, na televisão, no cinema, no teatro e na rua, devemos ensinar o casamento, o casamento correto, o casamento eterno.5

Um motivo básico para o casamento eterno é que a vida é eterna; e o casamento, para estar em harmonia com os propósitos eternos, deve ter a mesma duração que a vida. O casamento realizado por autoridades civis ou da Igreja fora do templo é válido apenas para o tempo, “até que a morte os separe” ou “enquanto ambos estiverem vivos”. Ele acaba com a morte. (…) O casamento eterno é realizado pelo profeta do Senhor ou por um dos poucos a quem foi delegada a autoridade. É realizado nos templos sagrados erigidos e dedicados para esse propósito. Somente esse casamento transcende o túmulo e perpetua os relacionamentos entre marido e mulher para a eternidade.6

O casamento honrado, feliz e bem-sucedido é certamente a principal meta de toda pessoa normal. O casamento foi criado pelo Senhor para criar um lar e uma posteridade felizes e fortes. Qualquer pessoa que evitar propositalmente o casamento não é normal e além disso está agindo contra seus próprios interesses.

Defendo o termo normal porque foi o próprio Senhor que estabeleceu a norma ao unir Adão e Eva, Seu primeiro homem e Sua primeira mulher nesta Terra, e realizar a cerimônia do santo matrimônio para torná-los marido e mulher. Eles eram muito diferentes em seu caráter, com diferentes papéis a desempenhar. Pouco depois de realizar a cerimônia, Ele disse a eles: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai” (Gênesis 1:28).

É normal casar-se e é normal e adequado ter filhos. Todas as pessoas devem desejar e planejar o casamento, pois é o que o Deus do céu planejou para nós. Essa é a forma que Ele desenvolveu.7

Todo o plano do Senhor foi organizado de modo inteligente para trazer filhos ao mundo com amor e interdependência filial. Se as idéias superficiais de muitos mortais de hoje tivessem prevalecido, o mundo, a raça humana e todas as coisas de valor teriam desaparecido há muito tempo. (…)

(…) O Senhor disse que para alcançar o mais elevado dos três céus ou graus de glória no reino celestial, “um homem precisa entrar nesta ordem do sacerdócio [que significa o novo e eterno convênio do casamento];

E se não o fizer, não poderá obtê-lo” (D&C 131:2–3).

Essa é a maneira correta.

Alguns homens deixam de casar-se por sua própria escolha. Estão privando-se de bênçãos. Pode haver muitas mulheres que também estejam abrindo mão de bênçãos. Existem outras que nunca se casaram porque não tiveram a oportunidade. Sabemos, obviamente, que o Senhor será extremamente misericordioso e nenhum homem ou mulher será condenado por algo que fuja de seu controle. (…)

Contudo, no tocante ao casamento e ao papel do homem e da mulher, que ninguém desafie a Deus. (…)

Espero sinceramente que nossas jovens e mulheres santos dos últimos dias, bem como os rapazes e homens, sorvam avidamente a água da vida e vivam de acordo com o belo e abrangente papel que o Senhor lhes designou.

Espero que não tentemos aperfeiçoar um plano que já é perfeito, mas que procuremos, com todo nosso poder, mente e força, aperfeiçoar a nós mesmos no programa abrangente que nos foi concedido. Certamente seria injusto atribuir a culpa ao programa devido ao fracasso de alguns. Controlemos nossas atitudes, nossas atividades, toda a nossa vida, a fim de herdarmos as ricas e numerosas bênçãos que nos foram prometidas.8

O casamento eterno exige uma preparação cuidadosa.

O casamento talvez seja a mais vital de todas as decisões e que tem efeitos de maior alcance, pois não diz respeito apenas a nossa felicidade imediata, mas também a alegrias eternas. Afeta não só as duas pessoas envolvidas, mas também sua família e principalmente seus filhos e os filhos de seus filhos por várias gerações.

Na escolha do companheiro para a vida e a eternidade, deve certamente haver planejamento cuidadoso, reflexão, oração e jejum, a fim de que, entre todas as decisões, essa não seja errada. No verdadeiro casamento, deve haver união da mente de ambos e do coração. As emoções não devem ser o único fator determinante, mas a mente e o coração, fortalecidos pelo jejum, a oração e a reflexão séria proporcionarão as máximas chances de felicidade conjugal. É preciso também sacrifício, generosidade e grande altruísmo. (…)

(…) As “almas gêmeas” são ficção e uma ilusão; e embora todo rapaz e toda moça busque com total diligência e espírito de oração o cônjuge com o qual a vida será a mais compatível e bela possível, é certo que quase todo bom homem e boa mulher podem ter felicidade e um casamento bem-sucedido se ambos estiverem dispostos a pagar o preço. (…)

Duas pessoas que se aproximam do momento de casar-se no altar devem estar cientes de que, para terem a união feliz que almejam, precisam saber que o casamento não é a solução para todos os problemas da vida, mas acarreta sacrifício, generosidade e mesmo a redução de algumas liberdades pessoais. Envolve economias longas e penosas. Envolve filhos que trazem fardos financeiros, de serviço, preocupações e cuidados; mas também envolve as emoções mais profundas e doces existentes.9

Adiar o casamento (…) não é plenamente aceitável. Todas as pessoas normais devem planejar sua vida de modo a incluírem o casamento no templo da maneira correta no início de sua vida e a multiplicarem-se e terem filhos nos primeiros anos da maturidade.10

Os jovens que planejarem sua vida incluindo o casamento no templo já estabeleceram um padrão mental que os preparará para o planejamento conjunto com o cônjuge escolhido quando ele for encontrado. Mesmo antes do casamento ser solenizado no local sagrado, eles estarão planejando sua vida juntos e continuarão esse processo como recém-casados ao sentarem-se para fazer planos para uma vida feliz, bem-sucedida e espiritual que culminará com a exaltação no reino de Deus.11

Qualquer um de vocês percorreria o mundo inteiro para receber a ordenança do selamento se conhecessem sua importância, se percebessem o quanto é grandiosa. Nenhuma distância, nenhuma dificuldade financeira, nenhuma situação os impediria de casar-se no templo sagrado do Senhor.12

Haverá um novo espírito em Sião quando as jovens disserem ao namorado: “Se você não tiver uma recomendação para o templo, não unirei minha vida à sua, nem mesmo para a mortalidade”. E quando os rapazes que voltarem da missão disserem à namorada: “Sinto muito, por mais que eu a ame, não vou casar-me fora do templo sagrado”. (…)

(…) Não compreendemos como, com todas essas bênçãos e promessas, as pessoas deixam de casar-se corretamente e assim desperdiçam sua vida num deserto gelado que talvez nunca termine. Por que alguém pensaria por algum único instante em casar-se fora do templo e pôr em risco essas glórias que estão a seu alcance?13

Os cônjuges unidos em matrimônio podem seguir uma fórmula infalível para encontrar felicidade juntos.

Quase todos os casamentos podem ser belos, harmoniosos, felizes e eternos se as duas pessoas decidirem que deve ser, precisa ser e será.14

A mera realização de uma cerimônia não traz felicidade e um casamento bem-sucedido. A felicidade não se alcança apertando um botão, como no caso da luz elétrica; a felicidade é um estado de espírito e vem de dentro de nós. Precisa ser conquistada. Não pode ser comprada com dinheiro; tampouco pode ser roubada.

Alguns pensam na felicidade como uma vida faustuosa de conforto, luxo e constantes emoções fortes; mas o verdadeiro casamento baseia-se numa felicidade que é mais do que isso, uma felicidade que provém de doar, servir, partilhar, fazer sacrifícios e renúncias.

Duas pessoas de origem diferente constatam logo depois da realização da cerimônia a dura realidade que deve ser encarada. Não é mais uma vida de fantasias e faz-de-conta; convém descer das nuvens e colocar os pés em terra firme. Cumpre assumir responsabilidades e aceitar novos deveres. É preciso abrir mão de algumas liberdades pessoais e efetuar muitos ajustes — ajustes abnegados.

Logo depois do casamento, o cônjuge dá-se conta de que o outro tem fraquezas que não tinham sido reveladas ou descobertas antes. As virtudes que foram constantemente acentuadas durante o namoro e noivado agora se tornam relativamente menores, e defeitos que pareciam tão pequenos e insignificantes antes agora assumem proporções consideráveis. Será necessário um coração compreensivo, autocrítica e bom senso, reflexão e planejamento. (…)

Há uma fórmula infalível capaz de garantir a todos os casais um casamento feliz e eterno; mas como em todas as fórmulas, os ingredientes principais não podem faltar, ser reduzidos ou limitados. O processo de escolha durante o namoro e a continuação do namoro depois do casamento são igualmente importantes, mas não mais importantes do que o próprio casamento, cujo sucesso depende das duas pessoas — não somente de uma, mas das duas.

Num casamento iniciado e baseado em padrões razoáveis (…), não há combinação de forças capaz de destruí-lo, exceto a força exercida por um ou pelos dois cônjuges; e eles devem assumir a responsabilidade em geral. Outras pessoas e circunstâncias podem exercer influências positivas ou negativas; fatores financeiros, sociais, políticos e outros podem parecer também ter um impacto, mas o casamento depende eminentemente dos dois cônjuges que podem sempre tornar sua união bem-sucedida e feliz se forem determinados, altruístas e viverem em retidão.

A fórmula é simples; os ingredientes são poucos, embora cada um deles se ramifique em vários outros.

Primeiramente, deve-se encarar o casamento da forma correta, o que implica a escolha de um cônjuge que esteja o mais perto possível do ideal em todos os aspectos que forem de importância para as partes envolvidas. Depois, os dois devem chegar ao altar do templo conscientes de que devem empenhar-se ao máximo para terem êxito na vida em comum.

Em segundo lugar, os cônjuges devem fazer prova de grande abnegação e desprendimento, direcionando tudo o que diga respeito à vida familiar ao bem da família, deixando de lado os desejos egoístas.

Em terceiro lugar, o espírito de namoro deve continuar, com expressões de afeto, bondade e consideração para que o amor se mantenha vivo e cresça.

Em quarto lugar, deve existir total obediência aos mandamentos do Senhor conforme definidos no evangelho de Jesus Cristo.

Se misturarmos bem esses ingredientes e os mantivermos sempre ativos, é praticamente impossível haver infelicidade, desentendimentos persistentes ou separações. Os advogados especializados no divórcio precisariam mudar de ramo e as varas de família seriam fechadas.

O altruísmo e a obediência aos mandamentos conduz ao sucesso no casamento.

Os namorados devem perceber antes do casamento que cada um tem de aceitar literal e plenamente o fato de que o bem da nova família tem de estar sempre acima do bem do marido ou da mulher individualmente. Os dois têm de eliminar o “eu” e o “meu” e substituí-los pelo “nós” e pelo “nosso”. Todas as decisões têm de levar em consideração o fato de que afetarão duas pessoas ou mais. Então, ao encarar decisões importantes, a mulher precisará avaliar seu impacto sobre os pais, os filhos, o lar e a vida espiritual de todos. O marido terá de passar a considerar a escolha profissional, vida social, amigos e todos os seus interesses tendo em mente que ele é somente uma parte da família e que a família em sua totalidade precisa ser levada em conta.16

Para que duas pessoas façam seu casamento funcionar, precisam definir cuidadosamente o orçamento, o marido com a mulher, e depois segui-lo rigorosamente. Muitos casamentos sofrem terríveis problemas quando são feitos gastos inesperados. Lembrem-se de que o casamento é uma parceria e não é provável que tenha êxito caso não seja encarado dessa forma.17

Nem sempre o casamento transcorrerá tranqüilamente e sem problemas, mas ainda assim pode ter muita paz. O casal pode ter de enfrentar a pobreza, a doença, as desilusões, fracassos e até mesmo a morte de alguém da família, mas nem isso lhes tirará a paz. O casamento poderá ser bem-sucedido contanto que não haja egoísmo. Os problemas farão com que os pais se unam mais, formando uma união indissolúvel, caso haja total abnegação. (…)

O amor é como uma flor e, como o corpo, precisa ser alimentado sempre. O corpo mortal logo ficaria abatido e morreria se não recebesse nutrientes constantemente. A flor viçosa murcharia e morreria sem alimento e água. Da mesma forma, não podemos esperar que o amor seja eterno se não o alimentarmos sempre com porções de amor, manifestações de carinho, admiração, gratidão e consideração abnegada.

A abnegação total certamente será outro elemento que contribuirá para o sucesso do casamento. Caso tenhamos sempre em mente a felicidade, o bem-estar e o que for melhor para o outro, o amor iniciado no namoro e consolidado no casamento aumentará e alcançará proporções imensas. Muitos casais deixam que o casamento se estagne e que o amor esfrie, ficando tão sem graça como pão amanhecido, piadas batidas ou sopa fria. Certamente os alimentos mais vitais para o amor são a consideração, a bondade, a atenção, a solicitude, as demonstrações de afeto, os abraços de agradecimento, a admiração, o orgulho, o companheirismo, a confiança, a fé, a igualdade e a interdependência.

Para sermos verdadeiramente felizes no casamento, precisamos ser constantes na obediência fiel aos mandamentos do Senhor. Ninguém, seja solteiro ou casado, jamais alcançou a felicidade sublime sem viver em retidão. As pessoas podem sentir satisfação temporária e disfarçar a situação por algum tempo, mas só se alcança a felicidade permanente e total vivendo com pureza e de modo digno. (…)

(…) Se duas pessoas amarem ao Senhor mais do que a própria vida e, em segundo lugar, amarem-se mutuamente mais do que a própria vida, empenhando-se conjuntamente em plena harmonia, com o programa do evangelho como base, certamente alcançarão essa grande felicidade. Quando o marido e a mulher costumam ir sempre ao templo juntos, oram de joelhos juntos em casa com a família, vão para as reuniões da Igreja de mãos dadas, vivem em total castidade (mental e física) de modo que todos os pensamentos, desejos e afetos se centralizem em um único ser — seu companheiro — e trabalham juntos em prol da edificação do reino de Deus, a felicidade atinge o ponto culminante.18

O casamento exige total lealdade e fidelidade.

Há pessoas casadas que se permitem olhar para outros e sentir desejo por outros e acham que não faz mal flertar um pouco, abrir brechas no coração e nutrir desejo por pessoas que não sejam o cônjuge. O Senhor declarou de modo inequívoco: “Amarás tua esposa de todo o teu coração e a ela te apegarás e a nenhuma outra” (D&C 42:22).

E quando o Senhor diz de todo o coração, não há espaço para divisão, partilha ou privação. E, no caso da mulher, pode-se parafrasear a passagem da seguinte forma: “Amarás teu marido de todo o teu coração e a ele te apegarás e a nenhum outro”.

As palavras nenhuma outra eliminam todos e tudo. O cônjuge deve assumir uma posição tão importante na vida do outro que a vida social, profissional ou política e qualquer outro interesse, pessoa ou coisa jamais terão primazia sobre o cônjuge. Às vezes vemos mulheres que se dedicam tanto aos filhos que negligenciam o marido e chegam até a afastá-los dele.

O Senhor diz a elas: “A ele te apegarás e a nenhum outro”.19

É comum que as pessoas continuem apegadas à mãe e ao pai e aos amigos. Às vezes a mãe não abre mão do controle que tem sobre os filhos, e o marido, bem como a mulher, procuram o pai e a mãe para pedir conselhos e fazer confidências, quando, na maioria dos casos, deveriam apegar-se à mulher, e todos os assuntos íntimos deveriam ser mantidos em estrito sigilo e fora do conhecimento de terceiros.20

O casamento pressupõe total lealdade e fidelidade. Cada cônjuge aceita o outro com o entendimento de que ele lhe oferece todo o coração, energia, lealdade, honra e afeto, com toda a dignidade. Qualquer divergência equivale a um pecado; qualquer desejo por outrem constitui transgressão. Assim como devemos ter os “olhos fitos na glória de Deus”, devemos também ter os olhos, ouvidos e o coração voltados para o casamento, o cônjuge e a família.21

Insto todos os que se uniram pelas promessas e convênios matrimoniais a tornarem esse casamento santo, a manterem-no vivo e a externarem afeto de modo significativo, sincero e freqüente.

Maridos, voltem para casa — com o corpo, espírito, mente, lealdade, interesses e afeto — e amem sua companheira num relacionamento santo e indissolúvel.

Esposas, voltem para casa com todos os seus interesses, fidelidade, anseios, lealdade e afeto — trabalhando em conjunto para tornar seu lar um céu bendito. Assim, muito agradarão seu Senhor e Mestre e terão a garantia da suprema felicidade.22

Sugestões para Estudo e Ensino

Tenha em mente as idéias a seguir ao estudar o capítulo ou ao preparar-se para ensinar. Há auxílios adicionais nas páginas v–ix

  • A seu ver, quais são algumas evidências de que um casamento é honrado? E de que é feliz? E de que é bem-sucedido? Quais dessas evidências você percebe no relacionamento do Presidente Kimball com sua esposa, Camilla? (Ver as páginas 211 e 213.)

  • Leia a seção que começa na página 213. Quais são algumas influências do mundo hoje que você considera contrárias ao casamento? Que efeitos estão tendo esses ataques? O que podemos fazer para “combater e neutralizar” tais investidas, principalmente em nosso lar?

  • Que ensinamentos do Presidente Kimball sobre a preparação para o casamento eterno chamam a sua atenção e por quê? (Ver as páginas 214–217.) Quais ensinamentos podem ajudar as pessoas que já estejam casadas?

  • O Presidente Kimball falou de uma “fórmula infalível” para o casamento. (Páginas 218–219.) Se qualquer um dos ingredientes estiver ausente, como o casamento pode ser afetado?

  • O Presidente Kimball ensinou que os cônjuges devem “apegar-se” um ao outro e a ninguém mais. (Páginas 221–223.) O que os cônjuges podem fazer para garantir que compromissos e interesses externos não interfiram em sua lealdade um para com o outro?

Escrituras Relacionadas: Gênesis 2:18, 21–24; I Coríntios 11:11; Efésios 5:22–25; D&C 132:7–21.

Notas

  1. “President Spencer W. Kimball: On the Occasion of His 80th Birthday”, Ensign, março de 1975, pp. 6, 8.

  2. Em Caroline Eyring Miner e Edward L. Kimball, Camilla: A Biography of Camilla Eyring Kimball (1980), viii.

  3. The Teachings of Spencer W. Kimball, ed. Edward L. Kimball (1982), p. 310.

  4. Conference Report, abril de 1979, pp. 5–6, 7; ou Ensign, maio de 1979, p. 6.

  5. “Marriage Is Honorable”, em Speeches of the Year, 1973 (1974), p. 266.

  6. The Miracle of Forgiveness (1969), p. 243.

  7. “The Importance of Celestial Marriage”, Ensign, outubro de 1979, p. 5.

  8. “The Lord’s Plan for Men and Women”, Ensign, outubro de 1975, pp. 4–5.

  9. “Oneness in Marriage”, Ensign, março de 1977, pp. 3, 4.

  10. Conference Report, Conferência de Área de Estocolmo Suécia de 1974, p. 10.

  11. The Miracle of Forgiveness, p. 249.

  12. Ensign, outubro de 1979, pp. 4–5.

  13. “The Marriage Decision”, Ensign, fevereiro de 1975, p. 6.

  14. “Marriage Is Honorable”, p. 257.

  15. Ensign, março de 1977, pp. 3, 4.

  16. Ensign, março de 1977, p. 4.

  17. Conference Report, outubro de 1975, p. 6; ou Ensign, novembro de 1975, p. 6.

  18. Ensign, março de 1977, pp. 4, 5.

  19. Faith Precedes the Miracle (1972), pp. 142–143.

  20. Ensign, março de 1977, p. 5.

  21. Faith Precedes the Miracle, p. 143.

  22. Faith Precedes the Miracle, p. 148.