O Dia do Senhor: Deleitoso
Notas de rodapé

Hide Footnotes

Tema

Capítulo 16

O Dia do Senhor: Deleitoso

O Dia do Senhor é dia para adoração ativa e alegre.

Da Vida de Spencer W. Kimball

Ao viajar por todo o mundo e visitar os membros da Igreja, o Presidente Spencer W. Kimball ficava satisfeito ao ver que os santos estavam honrando o Dia do Senhor. Ele mencionou o fato de ter conhecido dois homens em especial que tinham sido abençoados por seu esforço para santificar o Dia do Senhor:

“Recentemente, entrevistei numa estaca um homem para um cargo importante na reorganização da unidade. Perguntei-lhe: ‘Qual é sua profissão? Ele respondeu: ‘Opero um posto de serviço’. Indaguei: ‘Você abre seu negócio no Dia do Senhor?’ Sua resposta foi: ‘Não, não abro’. ‘Mas então como consegue ter lucro? A maioria dos operadores de postos de serviço acham que precisam abrir no Dia do Senhor’. ‘Saio-me bem’, garantiu ele. ‘O Senhor é bondoso comigo’. ‘Você não enfrenta uma concorrência acirrada?’, perguntei. ‘Sem dúvida’, respondeu. ‘Do outro lado da rua há um homem que mantém seu posto aberto o dia inteiro aos domingos.’ ‘E você nunca abre?’, indaguei. ‘Não, senhor’, respondeu ele, ‘e sou grato por isso. O Senhor é bondoso e tenho o suficiente para minhas necessidades.’

Eu estava em outra estaca, também para uma reorganização, e outro irmão estava sendo cogitado para um dos cargos mais elevados; e quando lhe perguntamos qual era sua profissão, respondeu que era dono de uma mercearia. ‘Bem, a maioria das lojas abre no Dia do Senhor. Você abre a sua?’ ‘Fechamos nosso estabelecimento aos domingos’, afirmou ele. ‘Mas como você consegue competir com as lojas que permanecem abertas sete dias por semana? ‘Competimos. E posso dizer que nos saímos muito bem’, foi sua resposta. ‘Mas o Dia do Senhor não seria o dia mais lucrativo?’ ‘Sim’, retrucou ele, ‘é bem provável que vendêssemos duas vezes mais no Dia do Senhor do que num dia normal, mas estamos indo bem mesmo assim, e o Senhor tem sido bondoso, generoso e magnânimo’. (…) Não pude deixar de dizer-lhe: ‘Que Deus o abençoe, irmão fiel. O Senhor presta atenção a esses sacrifícios aparentes. Seu dinheiro é limpo. Ele certamente não o impedirá de achar o caminho para o reino de Deus’.”1

O Presidente Kimball considerava o Dia do Senhor como um dia para adoração ativa e alegre — o momento de deixar para trás as coisas do mundo e preencher o dia com atividades justas. Citando escrituras, ele incentivava os santos a tornarem o Dia do Senhor “deleitoso” e encararem-no “com o coração e o semblante alegres” (Isaías 58:13; D&C 59:15).2

Ensinamentos de Spencer W. Kimball

O Senhor sempre ordenou a Seu povo que honrasse o Dia do Senhor.

Moisés desceu do Monte Sinai que estremecia e fumegava e levou aos errantes filhos de Israel os Dez Mandamentos, regras fundamentais de conduta na vida. Contudo, esses mandamentos não eram novos. Eram conhecidos por Adão e sua posteridade, que tinham recebido ordens para guardá-los desde o princípio e foram meramente reiterados pelo Senhor a Moisés. E os mandamentos precederam até mesmo a vida terrena e faziam parte do teste para os mortais estabelecido nos conselhos do céu.

O primeiro dos Dez Mandamentos exige que os homens adorem o Senhor; o quarto designa o Dia do Senhor especialmente para essa adoração:

“Não terás outros deuses diante de mim. […]

Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.

Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.

Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas.

Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.” (Êxodo 20:3, 8–11)

Para muitos, quebrar o Dia do Senhor é algo sem muita importância, mas para nosso Pai Celestial trata-se da desobediência a um dos principais mandamentos. É uma evidência do fato de o homem falhar no teste individual estabelecido para todos antes da criação do mundo, “para ver se farão todas as coisas que o Senhor seu Deus lhes ordenar” (Abraão 3:25). (…)

O mandamento solene trazido do trovejante Monte Sinai foi “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar“. Esse mandamento nunca foi abolido nem modificado. Na verdade, foi reforçado nos tempos modernos:

“Lembra-te, porém, de que no dia do Senhor oferecerás tuas oblações e teus sacramentos ao Altíssimo, confessando teus pecados a teus irmãos e perante o Senhor.

E nesse dia não farás qualquer outra coisa; seja teu alimento preparado com singeleza de coração para que (…) tua alegria seja completa” (D&C 59:12–13).3

O Dia do Senhor não é um dia para negócios ou recreação.

Exorto todos os santos de todas as partes a observarem com mais seriedade o Dia do Senhor. O dia santificado do Senhor está perdendo rapidamente seu significado sagrado no mundo inteiro. (…) Cada vez mais, o homem destrói os propósitos sagrados do Dia do Senhor em busca de riquezas, diversões e a adoração de deuses falsos e materiais. Continuamos a instar todos os santos e pessoas tementes a Deus de todos os lugares a observarem o Dia do Senhor e santificarem-no. Os negócios não permanecerão abertos no Dia do Senhor se não houver clientes nesse dia santo. O mesmo de dará com clubes, eventos esportivos e áreas recreativas de toda natureza. Tudo indica que a busca ao dinheiro está prevalecendo sobre o mandamento do Senhor: “Guardareis os meus sábados, e o meu santuário reverenciareis” (Levítico 19:30).4

Observamos que em nosso mundo cristão, em muitos lugares ainda há estabelecimentos comerciais abertos no sagrado Dia do Senhor. Temos certeza de que a cura para isso está em nós mesmos, os clientes. Certamente, as lojas e demais comércios não permaneceriam abertos se nós, o público, deixássemos de comprar neles. Peço que reavaliem essa questão. Abordem-na na noite familiar e discutam-na com seus filhos. Seria maravilhoso se todas as famílias decidissem que de agora em diante nenhuma compra seria feita no Dia do Senhor.5

Tornamo-nos, em grande parte, um mundo de violadores do Dia do Senhor. Aos domingos, os lagos estão cheios de barcos, as praias lotadas, os teatros contam com sua maior freqüência e os campos de golfe recebem multidões de jogadores. O Dia do Senhor é o dia preferido para rodeios, convenções, piqueniques familiares; até mesmo grandes partidas esportivas realizam-se nesse dia sagrado. “Os negócios não podem parar” é o lema de muitos, e nosso dia santificado perdeu toda conotação religiosa e é apenas um dia como os outros. E como tantas pessoas tratam esse dia como um simples feriado, numerosas outras se aprestam para atender às expectativas dos que buscam divertimento e dinheiro. (…)

Caçar e pescar no Dia do Senhor não é santificá-lo. Plantar, cultivar a terra ou colher no Dia do Senhor não é santificá-lo. Fazer piqueniques ao ar livre, assistir a jogos, rodeios, corridas, espetáculos ou outras formas de diversão nesse dia não é santificá-lo.

Por mais estranho que pareça, alguns santos dos últimos dias, fiéis em todos os demais aspectos, justificam-se ao faltarem às reuniões da Igreja de vez em quando para participar de atividades recreativas, achando que perderão a melhor pesca caso não estejam no rio no dia de abertura da temporada ou que as férias não serão longas o bastante se eles não partirem no domingo ou que perderão um filme que desejam ver se não forem ao cinema no Dia do Senhor. E ao quebrarem o Dia do Senhor, em geral levam a família consigo. (…)

Não estou criticando as atividades recreativas legítimas — esportes, piqueniques, jogos e filmes. Tudo isso tem o potencial de revitalizar a existência, e a Igreja como organização promove ativamente essas atividades. Contudo, há um momento e um lugar certos para todas essas coisas saudáveis: hora de trabalhar, hora de jogar, hora de louvar ao Senhor. (…)

É verdade que alguns precisam trabalhar no Dia do Senhor. E, de fato, há atividades verdadeiramente necessárias, como o atendimento aos doentes, por exemplo, e elas podem mesmo servir para santificar o Dia do Senhor. Contudo, nesses casos, devemos realmente verificar nossa motivação.6

Às vezes, a observância do Dia do Senhor é encarada como uma questão de sacrifício e renúncia, mas não é o caso. Basta simplesmente que nos organizemos e atribuamos tempo para tudo. Há tempo suficiente, principalmente em nossa época atual da história do mundo, durante os seis dias da semana para realizarmos nosso trabalho e divertirmo-nos. Há muito o que se pode fazer para organizar e incentivar atividades no meio da semana, sem quebrar o Dia do Senhor.7

O Dia do Senhor é um dia para aperfeiçoarmo-nos espiritualmente por meio da adoração e ações dignas.

O Dia do Senhor é um dia sagrado no qual fazemos coisas dignas e santas. A abstinência do trabalho e da recreação é importante, mas insuficiente. O Dia do Senhor exige pensamentos e atos construtivos, e se uma pessoa apenas ficar ociosa no Dia do Senhor, estará violando-o. Para observá-lo, as pessoas precisam ajoelhar-se para orar, preparar aulas, estudar o evangelho, meditar, visitar os doentes e aflitos, escrever cartas para os missionários, tirar uma soneca, ler livros salutares e assistir a todas as reuniões previstas desse dia.8

Reservem tempo [no Dia do Senhor] para reunirem-se com a família e conversar, estudar as escrituras, visitar os amigos, parentes e os enfermos e solitários. Também é um momento excelente para escrever no diário e fazer o trabalho de história da família.9

Em hebraico, o termo para Dia do Senhor (Shabbat) significa “descanso”. Envolve contemplação, tranqüilidade serena e paz de espírito. É um dia para deixarmos de lado interesses egoístas e atividades que consumam nosso tempo.

O Dia do Senhor foi concedido às gerações humanas como um convênio perpétuo. [Ver Êxodo 31:16.] É um sinal entre o Senhor e Seus filhos para sempre. [Ver Êxodo 31:17.] É um dia para adoração e para externarmos gratidão e reconhecimento ao Senhor. É um dia para abandonarmos todos os interesses pelas coisas do mundo e louvarmos ao Senhor com humildade, pois a humildade é o início da exaltação. É um dia não para aflições e fardos, mas para repouso e prazeres justos. Não é um dia para lautos festins, mas um dia de refeições simples e banquetes espirituais. (…) É um dia que nos foi concedido generosamente pelo Pai Celestial. É um dia em que os animais podem ser soltos no pasto para descansar; quando o arado pode ser guardado no celeiro e outras máquinas desligadas; um dia em que o empregador e o empregado, mestre e servo estão livres do plantio, da escavação, do trabalho. É um dia em que os escritórios podem ser fechados, os negócios adiados e os problemas esquecidos; um dia em que estamos temporariamente liberados da ordem: “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra (…)”. [Ver Gênesis 3:19.] É um dia em que o corpo pode descansar, a mente relaxar e o espírito crescer. É um dia em que se pode cantar, orar, pregar, prestar testemunho e em que o homem pode elevar-se, quase desfazendo o tempo, o espaço e a distância entre ele e seu Criador.

O Dia do Senhor é um dia em que devemos avaliar a nós mesmos: analisar nossas fraquezas, confessar nossos pecados às pessoas e ao Senhor. É um dia para jejuarmos “com saco e cinzas”. É um dia para lermos bons livros, meditarmos e ponderarmos, um dia para estudarmos as aulas do sacerdócio e das organizações auxiliares, um dia para estudarmos as escrituras e prepararmos discursos, um dia para tirarmos uma soneca, descansarmos e relaxarmos, um dia para visitarmos os doentes, um dia para pregarmos o evangelho, um dia para fazermos o trabalho missionário, um dia para conversarmos calmamente com a família e conhecermos melhor nossos filhos, um dia para namorarmos adequadamente, um dia para fazermos o bem, um dia para bebermos na fonte do conhecimento e da instrução, um dia para buscarmos perdão para nossos pecados, um dia para aperfeiçoarmos nosso espírito e nossa alma, um dia para readquirirmos nossa estatura espiritual, um dia para participarmos dos símbolos do sacrifício e expiação [do Senhor], um dia para contemplarmos as glórias do evangelho e da eternidade, um dia para elevarmo-nos no caminho que conduz ao Pai Celestial.10

Esperamos (…) que antes ou depois de sua série de reuniões dominicais, dependendo de como for seu horário de reuniões, vocês façam o que o Salvador instou os discípulos nefitas a fazer: Depois de ensiná-los, Ele pediu que fossem para casa e refletissem e orassem sobre o que fora dito. (Ver 3 Néfi 17:3.) Tenhamos em mente esse modelo.11

Um Dia do Senhor pleno e abundante inclui freqüentar as reuniões da Igreja e tomar o sacramento.

Parece que a idéia de um Dia do Senhor pleno e abundante inclui adorá-Lo, aprender sobre Ele e tomar Seu sacramento. Ele deseja que preenchamos esse dia com atividades úteis e espirituais. Deseja que façamos tais coisas com ação de graças e o coração e o semblante alegres, sem muito riso. Deseja que nossos homens e rapazes assistam à reunião do sacerdócio tendo antes estudado a lição e com o coração satisfeito. Deseja que seu povo freqüente a Escola Dominical e lá aprenda Seu plano de salvação. Deseja que Seu povo assista à reunião sacramental para cantar com os santos e orar em espírito com quem estiver orando e tomar os símbolos do sacramento, renovando o compromisso de total fidelidade, renúncia incondicional, trabalho infatigável e a mente voltada constantemente para Ele.12

Quem deve assistir às reuniões sacramentais? O mandamento foi dirigido por meio do Profeta àqueles “cujos pés estão sobre a terra de Sião”, os membros de Sua Igreja. [Ver D&C 59:3, 9.] Não é algo que se exige apenas dos adultos, mas também dos jovens e dos idosos. (…) O que os pais poderiam fazer de melhor para fortalecer a família do que levar a família inteira — os grandes e os pequenos — para a capela a fim de assistirem às reuniões sacramentais? Lá, os filhos adquirirão o hábito da freqüência regular, não poderão quebrar o Dia do Senhor e, ainda que sejam muito pequenos, aprenderão com os ensinamentos e os testemunhos, bem como com o Espírito reinante. Os líderes de estaca, ala e quórum devem ser um exemplo no tocante a isso para as pessoas.13

Quando eu era pequeno, foi-me incutido o hábito de ir às reuniões sacramentais. Minha mãe sempre me levava com ela. Nas tardes em que fazia calor, eu logo ficava sonolento e apoiava-me no colo dela para dormir. Talvez eu não tenha aprendido muito com os discursos, mas adquiri o hábito de ir às reuniões. Esse hábito permaneceu ao longo de toda a minha vida.14

Nenhuma criança pequena absorve a luz do sol conscientemente; contudo, inconscientemente a luz dá forças a seu organismo. Nenhuma criança conhece o valor do leite materno nem da comida enlatada que ingere. No entanto, é assim que ela adquire força e energia para crescer e um dia se tornar adulta. (…)

E todas as crianças, sem darem plenamente conta, podem absorver muito numa reunião sacramental. Absorverão algo a cada vez.15

Não seria uma enorme perda de tempo e energia se a cada manhã de domingo parássemos para perguntar: “Vou ou não à reunião do sacerdócio? Vou ou não à reunião sacramental hoje? Vamos ou não vamos?” Quanto esforço desperdiçado. (…) Decidam-se de uma vez por todas.16

Um conhecido meu ficava em casa todos os domingos e se justificava dizendo que ganhava mais lendo um bom livro em casa do que assistindo à reunião sacramental e ouvindo discursos medíocres. Mas o lar, por mais sagrado que seja, não é a casa de oração. Nele, não se administra o sacramento; nele, não há o convívio com os demais membros da Igreja nem a confissão dos pecados aos irmãos. As montanhas podem ser chamadas de templos de Deus e as florestas e rios Suas criações, mas somente na capela, ou casa de oração, podem-se cumprir todos os requisitos do Senhor. Assim, Ele instruiu-nos: “É conveniente que a igreja se reúna amiúde para partilhar do pão e do vinho, em lembrança do Senhor Jesus” (D&C 20:75).17

Não vamos às reuniões dominicais para nos divertir nem mesmo para sermos apenas instruídos. Vamos para adorar o Senhor. É uma responsabilidade individual e, a despeito do que se diga no púlpito, se uma pessoa desejar adorar o Senhor em espírito e em verdade, deve fazê-lo assistindo às reuniões, tomando o sacramento e refletindo sobre as belezas do evangelho. Se a reunião para você foi um fracasso, você é o culpado. Ninguém pode adorar o Senhor em seu lugar; é você que deve buscar sua própria proximidade com o Senhor.18

O Senhor prometeu bênçãos aos que observarem fielmente o Dia do Senhor.

O propósito do mandamento [santificar o Dia do Senhor] não é privar o homem de algo. Todos os mandamentos dados por Deus a Seus servos é para o benefício daqueles que os recebem e guardam. É o homem que se beneficia com a observância cuidadosa e rigorosa; é o homem que sofre ao violar as leis de Deus. (…)

Em minhas viagens, conheci pessoas que abrem mão de lucros que poderiam ganhar no Dia do Senhor e não realizam atividades proibidas. Conheci pecuaristas que não realizam suas atividades habituais com o gado no Dia do Senhor; vendedores de frutas na beira de estrada que, apesar de trabalharem dia e noite durante a estação das frutas, param aos domingos; donos de farmácias, restaurantes, lojas que não abrem as portas no Dia do Senhor — e os proprietários não têm problemas financeiros e, ao mesmo tempo, sentem satisfação genuína por cumprirem a lei. E a cada vez que vejo pessoas abrindo mão desse tipo de lucros, regozijo-me e peço no coração que sejam abençoadas por sua fé e firmeza.19

Sei que nunca sofreremos, em última análise, de quaisquer sacrifícios financeiros aparentes, pois [Deus] deu-nos o mandamento de seguir Suas leis e em seguida nos desafiou:

“(…) fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes” (Malaquias 3:10).20

No tocante a esse mandamento, bem como a outros, sigamos o profeta Josué: “Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade; (…) escolhei hoje a quem sirvais; (…) porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24:14–15).

Então, poderemos esperar as bênçãos prometidas aos filhos de Israel: “Guardareis os meus sábados, e reverenciareis o meu santuário. Eu sou o Senhor.

Se andardes nos meus estatutos, e guardardes os meus mandamentos, e os cumprirdes,

Então eu vos darei as chuvas a seu tempo; e a terra dará a sua colheita, e a árvore do campo dará o seu fruto;

E a debulha se vos chegará à vindima, e a vindima se chegará à sementeira; e comereis o vosso pão a fartar, e habitareis seguros na vossa terra.

Também darei paz na terra, e dormireis seguros, e não haverá quem vos espante” (Levítico 26:2–6).21

Se amarmos o Senhor, observaremos o Dia do Senhor e o santificaremos.

Parece que o motivo pelo qual tantas pessoas têm dificuldade para guardar o Dia do Senhor é que ele ainda está escrito em tábuas de pedra e não em seu coração. (…)

(…) Em nossa época, parece que [o Senhor] reconheceu a inteligência de seu povo e concluiu que eles captariam o espírito total de adoração e observância do Dia do Senhor quando lhes disse:

“Oferecerás em sacrifício ao Senhor teu Deus em retidão, sim, um coração quebrantado e um espírito contrito” (D&C 59:8).

(…) Ele deu-nos o primeiro e grande mandamento:

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento” (Mateus 22:37).

É inconcebível que uma pessoa que ame o Senhor de todo o coração e toda a alma e com o coração quebrantado e o espírito contrito reconheça os dons ilimitados que o Senhor lhe concedeu se recuse a passar um único dia entre sete em espírito de gratidão e ação de graças e a realizar as boas obras do Senhor. A observância do Dia do Senhor é um indicativo da profundidade de nosso amor ao Pai Celestial.22

Muitas vezes, as pessoas não sabem distinguir quais atividades são dignas ou não do Dia do Senhor. Mas se amarmos o Senhor de todo o coração, poder, mente e força; se deixarmos de lado nosso egoísmo e controlarmos nossos desejos; se avaliarmos cada atividade no Dia do Senhor pelo padrão do espírito de adoração; se formos honestos com o Senhor e com nós mesmos; se oferecermos um “coração quebrantado e um espírito contrito”, é pouco provável que venhamos a quebrar o Dia do Senhor no decorrer de nossa vida.23

Sugestões para Estudo e Ensino

Tenha em mente as idéias a seguir ao estudar o capítulo ou ao preparar-se para ensinar. Há auxílios adicionais nas páginas v–ix

  • Leia as páginas 184–186. Reflita sobre a importância atribuída por Deus ao Dia do Senhor e por que esse dia é diferente dos demais na semana. O que torna o Dia do Senhor “deleitoso”?

  • Leia as páginas 187–189, procurando identificar coisas que não devemos fazer no Dia do Senhor. Por que essas atividades são inadequadas para o Dia do Senhor? Nas páginas 189–193 o Presidente Kimball dá exemplos de “atividades úteis e espirituais” para o Dia do Senhor. O que você e sua família fazem para melhorar a observância do Dia do Senhor?

  • O Presidente Kimball disse que “devemos realmente verificar nossa motivação” caso sejamos levados a trabalhar no Dia do Senhor (página 189). O que podemos fazer para manter um espírito de adoração dominical quando precisarmos trabalhar?

  • O que significa dizer que o Dia do Senhor é um dia de descanso? (Há alguns exemplos nas páginas 190–191.) Por que é errado ficar ocioso, sem fazer nada no Dia do Senhor?

  • Examine os propósitos da freqüência às reuniões da Igreja nas páginas 192–193. Qual foi uma ocasião recente em que você sentiu o espírito de adoração numa reunião da Igreja e por quê? Como você pode tornar sua freqüência e adoração mais significativas?

  • O Presidente Kimball testificou das bênçãos que recebemos quando santificamos o Dia do Senhor. (Páginas 194–195; ver também as histórias das páginas 184 e 186.) Quais são algumas bênçãos que você recebeu por ter guardado esse mandamento?

  • Numa noite familiar ou conselho familiar, decida o que os membros de sua família podem fazer para ajudar uns aos outros a santificar o Dia do Senhor.

Escrituras Relacionadas: Gênesis 2:1–3; Marcos 2:23–28; 3:1–5; Mosias 13:16–19; D&C 68:29.