2010–2019
Joseph Smith


Joseph Smith

Jesus Cristo escolheu um homem santo, um homem justo, para conduzir a Restauração da plenitude de Seu evangelho. Ele escolheu Joseph Smith.

Em sua primeira visita ao Profeta Joseph Smith, então com 17 anos, um anjo chamou Joseph pelo nome e lhe disse que ele, Morôni, era um mensageiro enviado da presença de Deus e tinha um trabalho para ele. Imaginem o que Joseph deve ter pensado quando o anjo lhe disse que seu nome seria “considerado bom e mau entre todas as nações, tribos e línguas”.1 Talvez o choque nos olhos de Joseph tenha feito com que Morôni repetisse que se falaria bem e mal dele entre todos os povos.2

O bem falado sobre Joseph Smith veio aos poucos, mas o mal começou imediatamente. Joseph escreveu: “Quão estranho era que um obscuro menino (…) fosse considerado suficientemente importante para atrair (…) [a] mais implacável perseguição”.3

Enquanto o amor por Joseph crescia, também aumentava a hostilidade. Aos 38 anos de idade, foi assassinado por uma turba composta de 150 homens com os rostos pintados de negro.4 Ainda que a vida do Profeta terminasse abruptamente, o bem e o mal falados sobre ele estavam apenas começando.

Seria de estranhar o mal que é falado contra ele? Do Apóstolo Paulo foi dito que era louco e delirava.5 Nosso Amado Salvador, o Filho de Deus, foi rotulado de comilão, beberrão e endemoniado.6

O Senhor disse a Joseph, quanto a seu destino:

“Os confins da Terra indagarão a respeito de teu nome e tolos zombarão de ti e o inferno se enfurecerá contra ti;

Enquanto os puros de coração e os prudentes (…) e os virtuosos procurarão (…) bênçãos sob tuas mãos constantemente”.7

Por que o Senhor permite que o mal seja falado ao mesmo tempo que o bem? Um dos motivos é que a oposição às coisas de Deus leva os que procuram a verdade a orar por respostas.8

Joseph Smith é o Profeta da Restauração. Seu trabalho espiritual começou com a visão do Pai e do Filho, seguida por inúmeras visitas celestiais. Ele foi o instrumento nas mãos de Deus para trazer à luz escrituras sagradas, doutrinas perdidas e a restauração do sacerdócio. A importância do trabalho de Joseph requer mais do que uma consideração intelectual; requer que nós, como Joseph, “[peçamos ou perguntemos] a Deus”.9 Perguntas espirituais merecem respostas espirituais de Deus.

Muitos dos que não creem no trabalho da Restauração fazem-no por não acreditar que seres celestiais falem aos homens na Terra. Dizem ser impossível que placas de ouro tenham sido entregues por um anjo e traduzidas pelo poder de Deus. E com tal descrença, rapidamente rejeitam o testemunho de Joseph; e há alguns infelizmente se empenham em desacreditar a vida do Profeta e macular seu caráter.

Causa-nos enorme tristeza quando alguém que antes reverenciava Joseph recua em suas convicções e passa a maldizer o Profeta.10

“Aprender sobre a Igreja (…) do ponto de vista de seus desertores”, disse certa vez o Élder Neal A. Maxwell, “é como entrevistar Judas para entender Jesus. Desertores sempre nos falam mais sobre si mesmos do que sobre a organização que abandonaram”.11

Jesus disse: “Bendizei os que vos maldizem, (…) e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem”.12 Que ofereçamos bondade aos que criticam Joseph Smith, sabendo em nosso coração que ele foi um Profeta de Deus e sendo consolados pelo fato de que tudo isso foi há muito predito por Morôni.

Então, como responder ao pesquisador sincero que de fato se inquieta com os comentários negativos que ouve ou lê sobre o Profeta Joseph Smith? Certamente, sempre apreciamos perguntas honestas e genuínas.

Para as perguntas sobre o caráter de Joseph, devemos mostrar as palavras de milhares que o conheceram pessoalmente e que deram a vida pela obra que ele ajudou a estabelecer. John Taylor, que foi atingido quatro vezes pela turba que assassinou Joseph, declarou: “Testifico diante de Deus, dos anjos e dos homens que [Joseph] era bom, honrado e virtuoso (…); que tanto na vida privada quanto na pública seu caráter era imaculado e que viveu e morreu como homem de Deus”.13

Devemos lembrar ao pesquisador sincero que as informações na Internet não possuem um “filtro da verdade”. Algumas informações, por mais convincentes que pareçam, não são verdadeiras.

Há alguns anos, li um artigo na revista Time que relatava a descoberta de uma carta, escrita supostamente por Martin Harris, que conflitava com o relato de Joseph Smith sobre a descoberta das placas do Livro de Mórmon.14

Alguns membros saíram da Igreja por causa desse documento.15

Infelizmente, saíram rápido demais. Meses depois, peritos descobriram (e o falsário confessou) que a carta era uma fraude completa.16 É compreensível que questionemos o que ouvimos no noticiário, mas não devemos jamais duvidar do testemunho dos profetas de Deus.

Devemos lembrar aos pesquisadores que algumas informações sobre Joseph, embora verdadeiras, podem ser apresentadas completamente fora do contexto de sua época e sua situação.

O Élder Russell M. Nelson demonstrou isso. Ele disse: “Eu era consultor do governo dos Estados Unidos em seu Centro Nacional de Controle de Doenças em Atlanta, Geórgia. Certa vez, enquanto esperava o táxi que me levaria ao aeroporto depois das reuniões, estiquei-me no gramado a fim de desfrutar um pouco do calor do sol antes de retornar ao inverno de Utah. Mais tarde, recebi pelo correio uma fotografia, tirada com a ajuda de uma lente de longo alcance, que capturou aquele momento de descanso no gramado. A legenda da foto era: ‘Consultor Governamental no Centro Nacional’. A imagem era verdadeira, a legenda era verdadeira, mas a verdade fora usada para promover uma impressão falsa”.17 Não descartamos algo que sabemos ser verdade em troca de algo que ainda não entendemos.

Devemos lembrar ao pesquisador que Joseph não estava sozinho na visitação dos anjos.

As testemunhas do Livro de Mórmon escreveram: “Declaramos solenemente que um anjo de Deus desceu dos céus, (…) [e] vimos as placas”.18 Podemos citar muitos outros além desses.19

O pesquisador sincero deverá ver a propagação do evangelho restaurado como fruto da obra do Senhor por meio de Joseph.

Existem hoje mais de 29.000 congregações e 88.000 missionários ensinando o evangelho no mundo. Milhões de santos dos últimos dias esforçam-se por seguir Jesus Cristo, viver honradamente, cuidar dos pobres e doar seu tempo e seus talentos a fim de ajudar os outros.

Jesus disse:

“Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. (…)

Portanto, pelos seus frutos os conhecereis”.20

Essas explicações são convincentes, mas o pesquisador sincero não deve confiar exclusivamente nelas para concluir sua busca da verdade.

Todo aquele que crê precisa de uma confirmação espiritual da missão e do caráter divino do Profeta Joseph Smith. Isso é válido para todas as gerações. Perguntas espirituais merecem respostas espirituais de Deus.

Recentemente, quando estive na Costa Leste dos Estados Unidos, um ex-missionário falou-me sobre um amigo que estava decepcionado devido a uma informação que recebera sobre o Profeta Joseph Smith. Eles conversaram várias vezes, e esse ex-missionário parecia ter ele mesmo algumas dúvidas como resultado daquelas conversas.

Embora eu esperasse que ele pudesse fortalecer o amigo, fiquei preocupado com o seu testemunho. Irmãos e irmãs, quero alertá-los: vocês não conseguirão ajudar outras pessoas se sua fé não estiver firmemente alicerçada.

Há algumas semanas, viajei à América do Sul. A comissária chamou nossa atenção para o vídeo sobre segurança. “É pouco provável”, dizia o vídeo, “mas, em caso de despressurização, os painéis acima de seu assento se abrirão e máscaras de oxigênio cairão. Caso isso ocorra, puxem para si uma máscara. Coloquem-na sobre o nariz e a boca. Estiquem a tira de elástico sobre a cabeça e ajustem a máscara, se necessário”. Então veio o aviso: “Certifiquem-se de ajustar sua própria máscara antes de ajudar outras pessoas”.

Os comentários negativos sobre o Profeta Joseph Smith aumentarão à medida que se aproxima a Segunda Vinda do Salvador. As meias-verdades e os enganos sutis não diminuirão. Haverá familiares e amigos que precisarão da sua ajuda. Este é o momento de ajustar sua própria máscara de oxigênio espiritual para estarem prontos a ajudar outros que estão em busca da verdade.21

O testemunho acerca do Profeta Joseph Smith poderá vir de maneira diversa para cada um. Poderá vir ao nos ajoelharmos em oração para pedir a Deus que nos confirme se ele foi mesmo um profeta. Poderá vir ao lermos o relato do Profeta sobre a Primeira Visão. O testemunho poderá se destilar sobre nossa alma ao lermos o Livro de Mórmon repetidamente. Poderá vir quando prestamos testemunho do Profeta ou quando estamos no templo e percebemos que, por meio de Joseph Smith, o poder selador foi restaurado na Terra.22 Com fé e real intenção, nosso testemunho do Profeta Joseph Smith se fortalecerá. O constante lançamento de balões de água das arquibancadas pode ocasionalmente deixá-lo molhado, mas ele jamais, jamais deve apagar o fogo de sua fé.

Aos jovens que estão ouvindo hoje ou que lerão estas palavras posteriormente, faço um desafio específico: Obtenham um testemunho pessoal do Profeta Joseph Smith. Que a voz de vocês ajude a cumprir a profecia de Morôni de defender o bom nome do Profeta. Aqui estão duas ideias: Primeiro, localizem escrituras no Livro de Mórmon que sentem e sabem serem absolutamente verdadeiras. Depois, compartilhem-nas com familiares e amigos, em noites familiares, no seminário e nas aulas dos Rapazes e das Moças, reconhecendo que Joseph foi um instrumento nas mãos de Deus. Em seguida, leiam o testemunho do Profeta Joseph Smith contido na Pérola de Grande Valor ou neste folheto, hoje traduzido em 158 idiomas. Vocês podem obtê-lo online, no site LDS.org ou com os missionários. Este é o testemunho do próprio Joseph sobre o que de fato ocorreu. Leiam-no repetidamente. Também podem gravar esse testemunho de Joseph Smith com sua própria voz, ouvi-lo regularmente e mostrá-lo aos amigos. Ouvir o testemunho do Profeta em sua própria voz vai ajudá-los a obter o testemunho que procuram.

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O Testemunho do Profeta Joseph Smith está agora disponível em 158 idiomas.

Dias grandiosos e maravilhosos os aguardam. O Presidente Thomas S. Monson nos disse: “Esta grande causa (…) continuará a progredir, mudando e abençoando vidas. Nenhuma causa, nenhuma força no mundo inteiro pode parar a obra de Deus. A despeito do que vier, esta grandiosa causa vai avançar”.23

Presto testemunho de que Jesus é o Cristo, nosso Salvador e Redentor. Ele escolheu um homem santo, um homem justo, para conduzir a Restauração da plenitude de Seu evangelho. Ele escolheu Joseph Smith.

Testifico a vocês que Joseph Smith foi um homem honesto e virtuoso, um discípulo do Senhor Jesus Cristo. Deus, o Pai, e Seu Filho, Jesus Cristo, apareceram a ele. Ele traduziu o Livro de Mórmon pelo dom e poder de Deus.

Em nossa convivência após o véu da morte, entenderemos com clareza o chamado sagrado e a missão divina do Profeta Joseph Smith. Nesse dia não muito distante, vocês, eu e “[muitos] milhões veremos e conheceremos o ‘Irmão Joseph’”.24 Em nome de Jesus Cristo. Amém.

Notas

  1. Joseph Smith—História 1:33.

  2. Ver Joseph Smith—História 1:29–46.

  3. Joseph Smith—História 1:23.

  4. Ver Doutrina e Convênios 135:1.

  5. Ver Atos 26:24.

  6. Ver Mateus 11:19; João 10:20.

  7. Doutrina e Convênios 122:1–2.

  8. O Presidente Dieter F. Uchtdorf nos disse: “Duvidem de suas dúvidas antes de duvidarem de sua fé. Jamais podemos permitir que a dúvida nos aprisione e nos impeça de receber o divino amor, a paz e as dádivas que vêm por meio da fé no Senhor Jesus Cristo” (“Venham, Juntem-se a Nós”, A Liahona, novembro de 2013, p. 21). O Élder Jeffrey R. Holland disse: “Esta é uma obra divina em andamento com manifestações e bênçãos abundantes em todas as direções, portanto não se aflijam se de tempos em tempos surgirem questões que precisem ser analisadas, compreendidas e resolvidas. Isso será feito. Nesta Igreja, o que conhecemos sempre supera o que não conhecemos” (“Eu Creio, Senhor”, A Liahona, maio de 2013, p. 93).

  9. Tiago 1:5; ver também Joseph Smith—História 1:11–13.

  10. Daniel Tyler relembrou: “O irmão Isaac Behunin e eu fomos [visitar o Profeta] em sua residência. Suas perseguições foram o tema da conversa. Ele repetiu muitas declarações falsas, incoerentes e contraditórias feitas por apóstatas (…). Também contou que a maioria dos oficiais que prazerosamente lhe teriam tirado a vida, quando foi preso, voltaram-se a seu favor quando o conheceram melhor. (…)O irmão Behunin comentou: ‘Se eu fosse sair da Igreja não teria feito o que esses homens fizeram: Eu iria para um lugar remoto no qual ninguém tivesse ouvido falar do mormonismo, me estabeleceria ali e ninguém jamais ficaria sabendo que eu conhecia qualquer coisa a respeito dele’.[Joseph] replicou imediatamente: ‘Irmão Behunin, você não sabe o que faria. Sem dúvida esses homens já pensaram como você. Antes de filiar-se a esta Igreja, você estava em solo neutro. (…) Quando você se filiou a esta Igreja, você se comprometeu a servir a Deus. Ao fazê-lo, você saiu do solo neutro e jamais poderá voltar para lá. Se você abandonar o Mestre a quem se comprometeu a servir, será por instigação do maligno, e você seguirá o que ele disser e será servo dele’” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Joseph Smith, 2007, pp. 339–340.

  11. Neal A. Maxwell, “All Hell Is Moved”, devocional da Universidade Brigham Young, 8 de novembro de 1977, p. 3; speeches.byu.edu.

  12. Mateus 5:44.

  13. Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: John Taylor, 2001, pp. 82–83; ver também Doutrina e Convênios 135:3.

  14. Ver Richard N. Ostling, “Challenging Mormonism’s Roots”, Time, 20 de maio de 1985, p. 44.

  15. Ver Ostling, “Challenging Mormonism’s Roots”, p. 44; ver também Gordon B. Hinckley, “Senhor, Acrescenta-nos a Fé”, A Liahona, janeiro de 1988, p. 53; Neil L. Andersen, “Prova de Vossa Fé”, A Liahona, novembro de 2012, p. 39.

  16. Ver Richard E. Turley Jr., Victims: The LDS Church and the Mark Hofmann Case, 1992.

  17. Russell M. Nelson, “Truth—and More,” [Verdade — e Mais] Ensign, janeiro de 1986, p. 71.

  18. “Depoimento de Três Testemunhas”, Livro de Mórmon.

  19. Ver Joseph Smith—História 1:71, nota; ver também Doutrina e Convênios 76:23.

  20. Mateus 7:18, 20.

  21. O Presidente Henry B. Eyring disse ao nos falar sobre os que têm dúvidas: “Pelo amor que sentem por eles, talvez vocês procurem dar-lhes o que pedem. Talvez se sintam tentados a acompanhá-los em suas dúvidas, na esperança de encontrar provas ou explicações que dissipem essas dúvidas. Aqueles que têm dúvidas sempre querem falar sobre o que acham que sejam os fatos ou argumentos que causaram suas dúvidas e sobre o quanto isso lhes dói. (…)Nós podemos ser melhores se não despendermos muito tempo com o que nossos alunos veem como a fonte da dúvida deles. (…) O problema deles não está no que pensam que veem; está no que ainda não podem ver. (…) O melhor a fazer é voltar a conversa brevemente para as coisas do coração, aquelas mudanças de coração que abrem os olhos espirituais” (“‘And Thus We See’: “Helping a Student in a Moment of Doubt”, discurso aos educadores do Sistema Educacional da Igreja, 5 de fevereiro de 1993, pp. 3–4; si.LDS.org).

  22. O Presidente Gordon B. Hinckley disse: “Há muitos anos, quando eu tinha 12 anos e fui ordenado diácono, meu pai, que era o presidente da estaca, levou-me à minha primeira reunião do sacerdócio da estaca. [O hino de abertura foi “Hoje, ao Profeta Louvemos”.] Eles cantavam sobre o Profeta Joseph Smith e, durante o hino, senti avolumar-se em meu coração um sentimento de amor pelo grande Profeta desta dispensação e aumentar minha crença nele. (…) Então eu soube, pelo poder do Espírito Santo, que Joseph Smith era de fato um Profeta de Deus” (“Hoje ao Profeta Rendamos Louvores”, Tambuli, janeiro de 1984, pp. 1–2).

  23. Thomas S. Monson, “Ao Reunir-nos Novamente”, A Liahona, maio de 2012, p. 4.

  24. “Hoje, ao Profeta Louvemos”, Hinos, nº 14.