2019
As Bênçãos da Lei do Dízimo
Setembro de 2019


Mensagem da Liderança da Área

As Bênçãos da Lei do Dízimo

Há muitos anos, quando servia como presidente de estaca, o Presidente Gordon B. Hinkley entrevistou um homem para uma recomendação para o templo. Quando o Presidente Hinkley lhe perguntou se ele estava a pagar um dízimo honesto, o homem respondeu com franqueza dizendo que não, porque tinha demasiadas dívidas. O Presidente Hinkley sentiu-se inspirado a dizer-lhe que não seria capaz de pagar as suas dívidas até pagar o dízimo.

Mais tarde, ele disse ao Presidente Hinkley que, nos poucos anos que se seguiram, por mais que tentasse, não conseguira reduzir a sua dívida. Por fim, ele e a sua esposa concluíram que iriam colocar à prova a promessa do Senhor. O homem relatou: “De alguma forma, que não conseguimos entender, o Senhor abençoou-nos. Não ficámos a perder com o que Lhe demos e, pela primeira vez em muitos anos, estamos a reduzir a nossa dívida.” Ele e a sua esposa puderam, finalmente, viver de acordo com os seus rendimentos, mas, ainda mais importante do que isso, puderam desfrutar da paz que advém de saber que estavam a guardar, dignamente, o seu compromisso com o Senhor.1

No início do meu chamado como bispo, também tive a oportunidade de aconselhar um membro sobre o dízimo. Um recém-converso abordou-me com um grave dilema: não tinha dinheiro suficiente para pagar os seus impostos nem o seu dízimo. Perguntei-lhe, simplesmente: “Acredita que o evangelho é verdadeiro?” Ele declarou que sim e, rapidamente, chegou à conclusão que o reconhecimento do seu testemunho era a sua resposta. Passadas algumas semanas, voltou a abordar-me para me informar que o seu contabilista se tinha enganado a calcular os seus impostos por se ter esquecido de tirar proveito do rendimento médio. O imposto apurado foi reduzido no montante do dízimo que tinha pago. Acredito que a fé deste bom homem levou os Céus a inspirar o seu contabilista com esta nova ideia, uma luz que, segundo creio, não teria surgido de nenhuma outra forma.

Pagamos o dízimo com fé, mais do que com dinheiro. Deus está mais interessado na nossa obediência e no impacto que esta tem nas nossas almas quando apresentamos um dízimo honesto, do que na quantia que pagamos. Isto demonstra que confiamos em Deus e nas Suas promessas. Não podemos ser como o homem que se sentou diante do fogo e disse: “Dá-me lume e eu dar-te-ei lenha”. Moróni ensinou: “Não recebeis testemunho senão depois da prova de vossa fé”.2

O evangelho não segue o raciocínio lógico do homem. Basta pensar que: “os últimos serão os primeiros”,3 “os fracos confundirem os sábios”,4 “quem perder a sua vida por minha causa, achá-la-á”5 e “mais bem-aventurada coisa é dar do que receber”.6 Em nenhum outro exemplo é esta ironia espiritual tão evidente como no que diz respeito à lei do dízimo, pois, verdadeiramente, temos mais quando damos mais. Isto porque os caminhos do homem não são os do Senhor, e Deus é quem está ao leme.

O dízimo nunca é um fardo, mas sim uma bênção, pois ficamos sempre melhor quando temos o Senhor como nosso parceiro do que quando estamos por nossa conta. O dízimo desbloqueia a confiança espiritual que torna possível uma série de outras bênçãos, tal como a sensibilidade espiritual, a gratidão e a caridade. Em suma, a obediência à lei do dízimo provê proteção temporal e paz espiritual à medida que a nossa confiança diante de Deus aumenta.7

E eu também acrescentaria que, na minha experiência, pagar uma oferta de jejum generosa também resulta em bênçãos maravilhosas. Ficaremos bem servidos ao sermos generosos nos nossos esforços de ajudar os menos afortunados pois o Senhor será generoso connosco.

Deus anseia ajudar-nos em todos os aspetos da nossa vida se obedecermos aos Seus mandamentos, exercermos fé e confiarmos nas Suas bênçãos prometidas.

Notas

  1. Presidente Gordon B. Hinckley, Ensign de maio de 1982.

  2. Éter 12:6.

  3. Mateus 20:16.

  4. Ver Doutrina e Convénios 133:58.

  5. Mateus 10:39.

  6. Atos 20:35.

  7. Ver Doutrina e Convénios 121:45