Ensinamentos dos Presidentes
O Sacerdócio Eterno


Capítulo 8

O Sacerdócio Eterno

“O Sacerdócio de Melquisedeque (…) é o meio pelo qual todo conhecimento, doutrina, o plano de salvação e todo assunto importante são revelados do céu.”

Da Vida de Joseph Smith

Depois de receberem o Sacerdócio Aarônico e a ordenança do batismo, Joseph Smith e Oliver Cowdery receberam bênçãos que nunca conheceram antes. O Profeta escreveu: “Estando então nossa mente iluminada, as escrituras começaram a abrir-se ao nosso entendimento e o verdadeiro significado e intenção de suas passagens mais misteriosas revelaram-se a nós de uma forma que jamais havíamos conseguido antes e que sequer imaginávamos” (Joseph Smith—História 1:74). Com esse ponto de vista adicional, eles seguiram adiante no trabalho de tradução do Livro de Mórmon. Mas o Profeta ainda não havia recebido uma bênção importante—algo que era necessário antes de poder organizar a Igreja, estabelecer ofícios e quóruns do sacerdócio e conferir o dom do Espírito Santo. Ele tinha que receber o Sacerdócio de Melquisedeque.

Conforme prometido por João Batista, essa bênção foi dada a Joseph e Oliver pouco depois de receberem o Sacerdócio Aarônico. Os antigos Apóstolos Pedro, Tiago e João apareceram a eles em um lugar isolado próximo do rio Susquehanna e lhes conferiram o Sacerdócio de Melquisedeque. Joseph declarou posteriormente que ouviu “a voz de Pedro, Tiago e João no deserto entre Harmony, Condado de Susquehanna, e Colesville, Condado de Broome, no rio Susquehanna, declarando-se possuidores das chaves do reino e da dispensação da plenitude dos tempos!” (D&C 128:20.)

Nos anos que se seguiram, Joseph Smith foi visitado por muitos outros portadores do sacerdócio de tempos antigos. Esses mensageiros de Deus vieram para restaurar as chaves do sacerdócio necessárias para tornar as bênçãos plenas do evangelho disponíveis aos filhos de Deus. Também vieram para instruir e preparar o profeta que lideraria a dispensação da plenitude dos tempos.

O Presidente John Taylor, o terceiro Presidente da Igreja, explicou: “Moisés, Elias, o profeta Elias e muitos outros personagens importantes citados nas Escrituras e que trabalharam nas diversas dispensações vieram e conferiram a Joseph as várias chaves, poderes, direitos, privilégios e [autoridade] de que gozaram em seus dias. (…) Todo o conhecimento, inteligência, Sacerdócio, poder e revelações concedidos a esses homens em diferentes épocas foram restaurados à Terra por meio do ministério das pessoas que possuíram o santo Sacerdócio de Deus nas diferentes dispensações em que viveram”.1

O Presidente Taylor também declarou: “Se perguntássemos a Joseph que aparência tinha Adão, ele nos diria imediatamente qual era sua altura e aparência, e tudo a respeito dele. Poderíamos perguntar que tipo de homens eram Pedro, Tiago e João, e ele poderia dizer-nos. Por quê? Porque ele os viu”.2

Em setembro de 1842, o Profeta escreveu uma carta para a Igreja expressando sua alegria ao contemplar o conhecimento e as chaves do sacerdócio então restaurados na Terra: “E também o que ouvimos? Alegres novas de Cumora! Morôni, um anjo do céu, anunciando o cumprimento dos profetas—o livro a ser revelado. (…) E a voz de Miguel, o arcanjo, e a voz de Gabriel e de Rafael e de diversos anjos, de Miguel, ou seja, Adão, até o tempo atual, todos anunciando sua dispensação, seus direitos, suas chaves, suas honras, sua majestade e glória e o poder de seu sacerdócio; dando linha sobre linha, preceito sobre preceito; um pouco aqui, um pouco ali; dando-nos consolação pela proclamação do que está para vir, confirmando nossa esperança!” (D&C 128:20–21.)

Ensinamentos de Joseph Smith

O sacerdócio é eterno, e os profetas o possuíram em todas as dispensações.

“Tem havido uma corrente de autoridade e poder desde Adão até o tempo presente.”3

“O Sacerdócio foi dado em primeiro lugar a Adão; ele recebeu a Primeira Presidência e possuía suas chaves de geração em geração. Ele a recebeu na Criação, antes de o mundo ser formado, como está em Gênesis 1:26, 27, 28. Foi-lhe dado domínio sobre todas as outras criaturas vivas. Ele é Miguel, o Arcanjo mencionado nas Escrituras. Depois para Noé, que é Gabriel; ele é o próximo em autoridade no Sacerdócio depois de Adão; ele foi chamado por Deus para aquele ofício e foi o pai de todos os vivos de sua época, e a ele foi dado domínio. Esses homens possuíram as chaves primeiro na Terra e depois no céu.

O Sacerdócio é um princípio eterno e existiu com Deus desde a eternidade e existirá por toda a eternidade, sem princípio de dias ou fim de anos [ver Tradução de Joseph Smith, Hebreus 7:3]. As chaves precisam ser trazidas do céu sempre que o Evangelho é enviado. Quando são reveladas do céu, isso acontece pela autoridade de Adão.

Daniel, em seu sétimo capítulo, menciona o Ancião de Dias; ele quis dizer com isso o homem mais velho, nosso Patriarca Adão, Miguel; ele reunirá seus filhos e realizará um conselho com eles para prepará-los para a vinda do Filho do Homem [ver Daniel 7:9–14]. Ele (Adão) é o pai da família humana e preside os espíritos de todos os homens, e todos os que possuíram chaves terão que se apresentar a ele naquele grande conselho. (…) O Filho do Homem está acima dele e recebeu glória e domínio. Adão entregará sua mordomia a Cristo, que lhe foi entregue por possuir as chaves do universo, mas manterá sua posição como o cabeça da família humana.

(…) O Pai convocou todos os espíritos perante Ele na criação do homem e os organizou. Ele (Adão) é o cabeça e foi ordenado a multiplicar-se. As chaves foram dadas primeiro a ele, e depois dele para outros. Ele terá que prestar contas de sua mordomia, e eles prestarão contas a ele.

O Sacerdócio é eterno. O Salvador, Moisés e Elias [o profeta] deram as chaves para Pedro, Tiago e João no monte, quando foram transfigurados diante Dele. O Sacerdócio é eterno—sem princípio de dias ou fim de anos; sem pai nem mãe, etc. Se não há mudança nas ordenanças, não há mudança no Sacerdócio. Sempre que as ordenanças do Evangelho são ministradas, há o Sacerdócio.

Como o Sacerdócio chegou a nós nos últimos dias? Ele foi transmitido numa sucessão legítima e na devida ordem. Pedro, Tiago e João o receberam e o conferiram a outros. Cristo é o Grande Sumo Sacerdote; Adão é o segundo depois Dele. Paulo fala da Igreja chegando a uma multidão incontável de anjos—a Deus, o Juiz de todos—os espíritos dos justos aperfeiçoados; a Jesus, o Mediador de uma nova aliança [ver Hebreus 12:22–24].”4

Os profetas que possuíram as chaves do sacerdócio na antiguidade se uniram para trazer à luz a obra da última dispensação.

“Contemplei Adão no vale de Adão-ondi-Amã. Ele reuniu seus filhos e os abençoou com uma bênção patriarcal. O Senhor apareceu no meio deles e (Adão) abençoou todos e previu o que lhes aconteceria até a última geração.

Foi por isso que Adão abençoou sua posteridade; ele queria levá-los para a presença de Deus. Aguardavam por uma cidade [‘da qual o artífice e construtor é Deus’—Hebreus 11:10]. Moisés procurou levar os filhos de Israel para a presença de Deus, por meio do poder do Sacerdócio, mas não conseguiu. Nas primeiras eras do mundo, eles procuraram estabelecer a mesma coisa; e houve diversos Elias que foram chamados e que tentaram restaurar essas mesmas glórias, mas não as obtiveram; mas profetizaram a respeito de um dia em que essa glória seria revelada. Paulo falou da dispensação da plenitude dos tempos, quando Deus reuniria todas as coisas em uma, etc. [ver Efésios 1:10]; e os homens a quem haviam sido dadas aquelas chaves terão que estar lá; e sem eles não podemos ser aperfeiçoados.

Esses homens estão no céu, mas seus filhos estão na Terra. Eles têm sentimentos profundos a nosso respeito. Deus enviou homens por esse motivo. ‘Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniqüidade.’ [Mateus 13:41]. Todos esses personagens com autoridade virão e se unirão para trazer à luz esta obra.

O Reino do Céu é como um grão de mostarda. A semente da mostarda é pequena, mas produz uma árvore grande, e as aves aninham-se nos ramos [ver Marcos 4:30–32]. As aves são os anjos. Assim, os anjos descem, unem-se para reunir os filhos e os reúnem. Não podemos ser aperfeiçoados sem eles, nem eles sem nós; quando essas coisas forem realizadas, o Filho do Homem descerá, o Ancião de Dias se sentará; poderemos achegar-nos a uma multidão incontável de anjos, ter comunhão com eles e receber instruções deles.”5

As ordenanças do sacerdócio foram estabelecidas desde o início e precisam ser mantidas da forma que Deus determinou.

“Adão (…) foi o primeiro homem, que é chamado em Daniel de ‘Ancião de Dias’ [Daniel 7:9], ou em outras palavras, o primeiro e mais velho de todos, o grande e antigo progenitor que em outro lugar é chamado de Miguel, porque ele foi o primeiro e o pai de todos, não apenas pela progênie, mas o primeiro a possuir as bênçãos espirituais, a quem foi dado a conhecer o plano de ordenanças para a salvação de sua posteridade até o fim e a quem Cristo foi revelado pela primeira vez e por meio de quem Cristo foi revelado do céu e continuará a ser revelado daqui por diante. Adão possui as chaves da dispensação da plenitude dos tempos; ou seja, a dispensação de todos os tempos que foram e serão revelados por meio dele, desde o princípio até Cristo e de Cristo até o fim de todas as dispensações que serão reveladas. (…)

(…) [Deus] estabeleceu que as ordenanças sejam as mesmas para sempre e colocou Adão para zelar por elas, para revelá-las do céu para o homem, ou para enviar anjos para revelá-las. ‘Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação?’ [Hebreus 1:14].

Esses anjos estão sob a direção de Miguel ou Adão, que age sob a direção do Senhor. Na citação acima, aprendemos que Paulo compreendia perfeitamente os propósitos de Deus em relação a Sua ligação com o homem e aquela gloriosa e perfeita ordem que Ele próprio estabeleceu e por meio da qual enviou poder, revelações e glória.

Deus não reconhecerá o que Ele não chamou, ordenou e escolheu. No princípio, Deus chamou Adão com Sua própria voz. ‘E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás? E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me’. [Gênesis 3:9–10]. Adão recebeu mandamentos e instruções de Deus: Assim era a ordem desde o princípio.

Está além de toda controvérsia o fato de que ele recebeu revelações, mandamentos e ordenanças no princípio; caso contrário, como eles teriam começado a oferecer sacrifícios a Deus de maneira aceitável? E, se eles ofereciam sacrifícios, é preciso que tenham sido autorizados por ordenação. Lemos em Gênesis [4:4] que Abel trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e sua oferta. (…)

Essa, então, é a natureza do Sacerdócio; cada homem possui a Presidência de sua dispensação e um homem possui a Presidência de todas elas, sim, Adão; e Adão recebeu sua Presidência e Autoridade do Senhor, mas não pode receber a plenitude até que Cristo apresente o Reino para o Pai, o que acontecerá no fim da última dispensação.

O poder, glória e bênçãos do Sacerdócio não poderiam continuar com aqueles que receberam a ordenação a não ser que continuassem em retidão; porque Caim também foi autorizado a oferecer sacrifícios, mas por não oferecê-los em retidão, foi amaldiçoado. Isso significa, portanto, que as ordenanças precisam ser mantidas exatamente como Deus as determinou; caso contrário, o Sacerdócio será uma maldição, ao invés de uma bênção.”6

O Sacerdócio de Melquisedeque é o meio pelo qual Deus revela a Si mesmo e Seus propósitos.

“Há dois Sacerdócios mencionados nas Escrituras, são eles o de Melquisedeque e o Aarônico ou Levítico. Embora haja dois Sacerdócios, o Sacerdócio de Melquisedeque compreende o Sacerdócio Aarônico ou Levítico e é o grande cabeça. Possui a maior autoridade pertencente ao Sacerdócio e as chaves do Reino de Deus em todas as eras do mundo até a última posteridade da Terra. É meio pelo qual todo conhecimento, doutrina, o plano de salvação e todo assunto importante foram revelados do céu.

Sua instituição foi anterior à ‘[fundação da] terra (…) quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam’ [ver Jó 38:4–7] e é o Sacerdócio mais elevado e mais santo, e é segundo a ordem do Filho de Deus, e todos os outros Sacerdócios são apenas partes, ramificações, poderes e bênçãos pertencentes a esse Sacerdócio e são possuídas, controladas e dirigidas por ele. É o meio pelo qual o Todo-Poderoso começou a revelar Sua glória no princípio da criação desta Terra e o meio pelo qual continuará a revelar-Se aos filhos dos homens até o presente momento e por meio do qual dará a conhecer Seus propósitos até o final dos tempos.”7

“O poder do Sacerdócio de Melquisedeque deve ter o poder de ‘vidas eternas’; porque o convênio eterno não pode ser desfeito. (…) O que era o poder de Melquisedeque? ‘Não era o Sacerdócio de Aarão que ministra as ordenanças externas e a oferta de sacrifícios. Aqueles que possuem a plenitude do Sacerdócio de Melquisedeque são reis e sacerdotes do Deus Altíssimo e possuem as chaves de poder e bênçãos. Na verdade, esse sacerdócio é uma perfeita lei de teocracia e existe para que Deus dê leis às pessoas, ministrando vida eterna para os filhos e filhas de Adão. (…)

‘Sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre’. [Hebreus 7:3]. O Sacerdócio de Melquisedeque possui o direito do Deus eterno e não por descendência de pai e mãe; e esse sacerdócio é tão eterno quanto o próprio Deus, não tendo princípio de dias nem fim de vida. (…)

(…) O Sacerdócio [Aarônico] Levítico, que se constitui de sacerdotes para ministrar as ordenanças externas, [é] recebido sem juramento; mas o Sacerdócio de Melquisedeque é recebido por juramento e convênio.”8

“O Sumo Sacerdócio de Melquisedeque nada mais é do que o Sacerdócio do Filho de Deus; (…) há certas ordenanças que pertencem ao Sacerdócio, das quais fluem certos resultados. (…) Um grande privilégio do Sacerdócio é obter revelações da mente e da vontade de Deus. Também é privilégio do Sacerdócio de Melquisedeque reprovar, repreender e admoestar, bem como receber revelação.”9

“Todo Sacerdócio é segundo a ordem de Melquisedeque, contudo tem diferentes partes ou graus. (…) Todos os profetas tinham o Sacerdócio de Melquisedeque.”10

“Aconselho todos a prosseguir até a perfeição e examinar de modo cada vez mais profundo os mistérios da Divindade. Um homem não pode fazer nada por si mesmo a menos que Deus o dirija para o caminho certo; e o sacerdócio existe para esse propósito.”11

O homem precisa ser autorizado por Deus e ordenado ao sacerdócio para ministrar as ordenanças de salvação.

Regras de Fé 1:5: “Cremos que um homem deve ser chamado por Deus, por profecia e pela imposição de mãos, por quem possua autoridade, para pregar o Evangelho e administrar suas ordenanças”.12

“Cremos que nenhum homem pode administrar a salvação por meio do evangelho para a alma dos homens, em nome de Jesus Cristo, a não ser que seja autorizado por Deus, por revelação, ou seja ordenado por alguém que Deus enviou por revelação, como foi escrito por Paulo, em Romanos 10:14: ‘Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?’ e pergunto, como podem ser enviados sem revelação ou alguma outra amostra visível da manifestação de Deus? E novamente, Hebreus 5:4: ‘E ninguém toma para si esta honra, senão o que é chamado por Deus, como Aarão’. Pergunto: Como Aarão foi chamado, senão por revelação?”13

“O anjo disse ao bom e velho Cornélio que ele devia mandar chamar Pedro para saber como poderia ser salvo [ver Atos 10:21–22]. Pedro podia batizar, mas os anjos não podiam, enquanto houvesse oficiantes legais na carne que possuíssem as chaves do reino, ou a autoridade do sacerdócio. Há outra evidência além dessa, a de que o próprio Jesus, quando apareceu a Paulo no caminho para Damasco, não lhe disse como ele podia ser salvo. Ele havia estabelecido a igreja primeiramente com Apóstolos e em segundo lugar com profetas, para a obra do ministério, o aperfeiçoamento dos santos, etc. [ver Efésios 4:11–12]; e como grande regra dos céus nada devia ser feito na Terra sem antes revelar o segredo a Seus servos, os profetas, de acordo com Amós 3:7, portanto Paulo não podia aprender muito do Senhor a respeito de seu dever na salvação comum do homem, porque ele poderia fazê-lo com um dos representantes de Cristo que tinha o mesmo chamado celeste do Senhor e fora investido com o mesmo poder do alto—para que tudo que desligassem na Terra fosse desligado no céu, e tudo que ligassem na Terra fosse ligado nos céus [ver Mateus 16:19].”14

É um grande privilégio magnificar qualquer ofício do sacerdócio.

“[O] Sacerdócio (…) pode ser ilustrado pela figura do corpo humano, que tem diferentes membros, que tem diferentes funções a desempenhar; todas são necessárias em seu devido lugar, e o corpo não estará completo sem todos os seus membros. (…) Se um sacerdote compreende seu dever, chamado e ministério e prega pelo Espírito Santo, sua alegria é tão grande quanto se ele fosse um membro da Presidência; e seu serviço é tão necessário ao corpo quanto o dos mestres e diáconos.”15

Eliza R. Snow relatou: “[Joseph Smith deu] instruções a respeito dos diferentes ofícios e a necessidade de cada pessoa agir dentro da esfera que lhe foi atribuída e cumprir os diversos ofícios para os quais for indicada. Ele falou da tendência de muitos homens de considerar desonrosos os ofícios menores da Igreja e de invejar a situação de outros que são chamados para presidi-los; disse que era insensatez e desvario do coração humano uma pessoa aspirar a outros cargos além daqueles para os quais foi indicado por Deus a ocupar; e que era melhor que a pessoa magnificasse seu respectivo chamado. (…) Todos devem ter como única aspiração magnificar seu próprio ofício e chamado”.16

Sugestões para Estudo e Ensino

Pondere sobre estas idéias ao estudar o capítulo ou ao preparar-se para ensinar. Para ajuda adicional, ver páginas vii–xii.

  • Estude o relato de quando Pedro, Tiago e João conferiram o Sacerdócio de Melquisedeque a Joseph Smith e Oliver Cowdery (página 107). Que bênçãos você e sua família receberam graças à restauração do Sacerdócio de Melquisedeque?

  • Ao longo de todo esse capítulo, Joseph Smith testifica a respeito de uma corrente de autoridade do sacerdócio por uma sucessão de profetas. Em sua opinião, por que era importante que ele ensinasse essa doutrina em sua época? Por que precisamos compreender essa doutrina hoje em dia? Como a corrente de autoridade que Joseph Smith descreveu se relaciona com a linha de autoridade do sacerdócio de um homem?

  • Ao ler este capítulo, observe como o Profeta Joseph Smith usou as palavras eterno e eternidade. O que esses termos expressam sobre a natureza e importância do sacerdócio?

  • Joseph Smith ensinou que Deus “estabeleceu que as ordenanças sejam as mesmas para sempre” e que “as ordenanças precisam ser mantidas exatamente como Deus as determinou” (páginas 112–113). Como esses ensinamentos aumentam sua compreensão das ordenanças do evangelho?

  • Estude os ensinamentos do Profeta Joseph Smith a respeito do Sacerdócio de Melquisedeque (páginas 113–114). Pense em como o Sacerdócio de Melquisedeque é necessário em todos os aspectos do evangelho. Quais são seus pensamentos e sentimentos ao encarar o Sacerdócio de Melquisedeque dessa forma?

  • Estude os dois parágrafos finais do capítulo (páginas 116–117). Como você viu que cada membro da Igreja desempenha um papel importante na obra do Senhor? O que pode acontecer se “tivermos inveja” dos que são chamados para servir como líderes na Igreja? Pense no que você pode fazer para magnificar seu próprio chamado.

Escrituras Correlatas: Alma 13:1–12; D&C 27:5–14; 84:33–44, 109–10; 107:6–20; 121:34–46

Notas

  1. John Taylor, Deseret News: Semi-Weekly, 18 de abril de 1882, p. 1; divisão de parágrafos alterada.

  2. John Taylor, Deseret News: Semi-Weekly, 20 de março de 1877, p. 1.

  3. History of the Church, volume 4, p. 425; das atas de uma conferência da Igreja realizada em 3 de outubro de 1841, em Nauvoo, Illinois, publicada em Times and Seasons, 15 de outubro de 1841, p. 577.

  4. History of the Church, volume 3, pp. 385–388; pontuação modernizada; de um discurso proferido por Joseph Smith em aproximadamente julho de 1839 em Commerce, Illinois; relatado por Willard Richards.

  5. History of the Church, volume 3, pp. 388–389; primeiro conjunto de palavras entre colchetes no segundo parágrafo do original; pontuação modernizada; de um discurso proferido por Joseph Smith em aproximadamente julho de 1839 em Commerce, Illinois; relatado por Willard Richards.

  6. History of the Church, volume 4, pp. 207–209; pontuação modernizada; de um discurso preparado por Joseph Smith e lido numa conferência da Igreja realizada em 5 de outubro de 1840, em Nauvoo, Illinois.

  7. History of the Church, volume 4, p. 207; ortografia e pontuação modernizadas; de um discurso preparado por Joseph Smith e lido numa conferência da Igreja realizada em 5 de outubro de 1840, em Nauvoo, Illinois.

  8. History of the Church, volume 5, pp. 554–555; utilização de maiúsculas modernizada; divisão de parágrafos alterada; de um discurso proferido por Joseph Smith em 27 de agosto de 1843, em Nauvoo, Illinois; relatado por Willard Richards e William Clayton; ver também apêndice, página 562, item 3.

  9. History of the Church, volume 2, p. 477; pontuação modernizada; de um discurso proferido por Joseph Smith em 6 de abril de 1837, em Kirtland, Ohio; relatado por Messenger and Advocate, abril de 1837, p. 487.

  10. Citado por William Clayton, relatando um discurso proferido por Joseph Smith em 5 de janeiro de 1841, em Nauvoo, Illinois; em L. John Nuttall, “Extracts from William Clayton’s Private Book”, p. 5, Diários de L. John Nuttall, 1857–1904, L. Tom Perry Special Collections, Universidade Brigham Young, Provo, Utah; cópia nos Arquivos da Igreja, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Salt Lake City, Utah.

  11. History of the Church, volume 6, p. 363; de um discurso proferido por Joseph Smith em 12 de maio de 1844, em Nauvoo, Illinois; relatado por Thomas Bullock.

  12. Regras de Fé 1:5

  13. Carta de Joseph Smith para Isaac Galland, 22 de março de 1839, Cadeia de Liberty, Liberty, Missouri, publicada em Times and Seasons, 1º de fevereiro de 1840, p. 54; pontuação e utilização de maiúsculas modernizadas.

  14. “Baptism”, editorial publicado em Times and Seasons, 1º de setembro de 1842, p. 905; gramática modernizada; Joseph Smith era o redator do jornal.

  15. History of the Church, volume 2, p. 478; divisão de parágrafos alterada; de um discurso proferido por Joseph Smith em 6 de abril de 1837, em Kirtland, Ohio; relatado por Messenger and Advocate, abril de 1837, p. 487.

  16. History of the Church, volume 4, p. 603, 606; divisão de parágrafos alterada; de um discurso proferido por Joseph Smith em 28 de abril de 1842, em Nauvoo, Illinois; relatado por Eliza R. Snow; ver também apêndice, página 562, item 3.