O Objetivo dos Seminários e Institutos de Religião
    Notas de rodapé
    Theme

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    O Objetivo

    Aos professores do evangelho de Jesus Cristo foi confiada uma responsabilidade sagrada, que vai além de meramente dar aulas. O Élder Dallin H. Oaks disse: “O professor do evangelho jamais ficará satisfeito em apenas transmitir uma mensagem ou fazer um sermão. Um bom professor do evangelho quer ajudar na obra do Senhor de conceder a vida eterna a Seus filhos” (“O Ensino do Evangelho”, A Liahona, janeiro de 2000, p. 94).


    No Objetivo dos Seminários e Institutos de Religião os professores e líderes encontram orientação clara quanto a seu trabalho de colaborar na obra do Senhor.


    Nosso Propósito [1.1]

    Nosso propósito é ajudar os jovens e os jovens adultos a entender e confiar nos ensinamentos e na Expiação de Jesus Cristo, a qualificarem-se para as bênçãos do templo e prepararem-se, juntamente com sua família e outras pessoas, para a vida eterna com o Pai Celestial.

    O Pai Celestial quer que cada um de Seus filhos alcance a vida eterna (ver Moisés 1:39). O Salvador ensinou: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3). Portanto, o foco central do ensino religioso é ajudar os alunos a conhecerem e amarem o Pai Celestial e Seu Filho, Jesus Cristo, bem como ajudá-los a entender os ensinamentos e a Expiação do Salvador e a confiarem neles.


    A Expiação de Jesus Cristo é o ponto central no plano de salvação. É a verdade fundamental sobre a qual as doutrinas e os princípios do evangelho estão edificados e deve ser o cerne de todo o ensino e aprendizado do evangelho. O Élder Boyd K. Packer testificou que a Expiação “é a própria raiz da doutrina Cristã. Podemos saber muito do evangelho, de suas ramificações, mas se tudo o que conhecermos forem os ramos e esses ramos não estiverem ligados à raiz, se tiverem sido cortados, separados, dessa verdade, neles não haverá vida, nem substância, nem redenção (“O Mediador”, A Liahona, outubro de 1977, p. 56).


    À medida que aprenderem as coisas de Jesus Cristo, seguirem Seus ensinamentos e Seu exemplo, e aplicarem a Expiação à própria vida, os alunos se fortalecerão, receberão o perdão, serão curados e convertidos. O Élder Henry B. Eyring ensinou: 


    “Temos que levantar os olhos. Temos que perseverar em nossas metas de sempre: matrículas, frequência regular, formatura, conhecimento das escrituras e na experiência de sentir o Espírito Santo confirmar a verdade. Além disso, precisamos ter como meta a missão e o templo. Mas os alunos precisam de mais durante o tempo em que estão conosco. (…)


    É preciso que o evangelho puro de Jesus Cristo seja plantado profundamente no coração dos alunos, pelo poder do Espírito Santo. (…) É preciso que nossa meta seja que eles verdadeiramente se convertam ao evangelho restaurado de Jesus Cristo enquanto estão conosco” (“We Must Raise Our Sights”, Conferência do SEI sobre o Livro de Mórmon, 14 de agosto de 2001, p. 2).


    A verdadeira conversão leva às mais altas bênçãos do evangelho de Jesus Cristo, que são possíveis apenas por meio das ordenanças do templo. Se fizerem os convênios do templo e os cumprirem fielmente, os alunos se qualificarão para receberem essas bênçãos, que incluem a exaltação e a família eterna. Eles terão mais força espiritual, mais paz e receberão mais revelações pessoais.


    Dieter F. Uchtdorf

    Os alunos que centralizam a vida no Salvador e no templo ficam mais protegidos das tentações e armadilhas do mundo e estão mais bem preparados para fazer tudo o que o Pai Celestial lhes pedir. Eles terão a força necessária para permanecer firmes no caminho que leva à vida eterna e serão mais capazes de ajudar seus familiares bem como outras pessoas a trilhar esse mesmo caminho, que é o caminho dos discípulos.


    Viver [1.2]

    Vivemos o evangelho de Jesus Cristo e nos empenhamos para ter a companhia do Espírito. [1.2.1]

    Uma das maiores contribuições que um professor pode fazer para ajudar seus alunos a alcançarem o propósito descrito no Objetivo dos Seminários e Institutos é ser sempre obediente e fiel ao evangelho de Jesus Cristo. O professor que se empenha em desenvolver um caráter semelhante ao de Cristo, em conhecer o Pai Celestial e em agradá-Lo em todos os aspectos de sua vida, é abençoado com uma medida do poder divino capaz de influenciar a forma como seus alunos recebem e entendem a mensagem do evangelho.


    O professor que vive o evangelho fielmente torna-se merecedor da companhia do Espírito Santo, e isso é crucial para que os professores dos seminários e institutos tenham sucesso. Em Doutrina e Convênios, o Senhor salienta: “E se não receberdes o Espírito, não ensinareis” (D&C 42:14). O Élder Robert D. Hales aconselhou: “As responsabilidades dos professores dos seminários e institutos de religião são muitas, mas para cumpri-las, eles precisam, em primeiro lugar, empenhar-se em ter retidão pessoal. Nós, professores, temos de viver o evangelho de tal forma que o Espírito esteja sempre conosco” (“Teaching by Faith”, reunião com o Élder Robert D. Hales, 1º de fevereiro de 2002, p. 1).


    Nossa conduta e nossos relacionamentos são exemplares no lar, na sala de aula e na comunidade. [1.2.2]

    O professor tem a responsabilidade de viver com integridade e ser digno exemplo das doutrinas e dos princípios que ensina. Em todas as circunstâncias, o professor deve falar, servir e viver de maneira condizente com o comportamento de alguém que ama o Senhor e conta com a companhia do Espírito Santo.


    A forma como o professor age na privacidade de seu lar e sua forma de tratar o cônjuge e os filhos é de fundamental importância. Seu relacionamento com essas pessoas é mais importante do que qualquer outro e deve caracterizar-se pela persuasão, com longanimidade, brandura e mansidão e pelo amor não fingido (ver D&C 121:41). O Presidente Ezra Taft Benson disse o seguinte: “Esperamos que o relacionamento entre vocês, marido e mulher, seja excelente. Esperamos que em sua casa reine o espírito de paz e amor ao Salvador, e que isso fique evidente para todos os que nela entrem. Em seu lar, não deve haver brigas e atritos. (…) Vocês, como casal, representam a Primeira Presidência em tudo o que fazem e na impressão que deixam” (“The Gospel Teacher and His Message”, discurso aos educadores religiosos do SEI, 17 de setembro de 1976, p. 7).


    Neal A. Maxwell

    Em sala de aula, o professor diariamente tem a oportunidade de demonstrar características cristãs, como caridade, paciência, bondade, respeito e reverência para com as coisas sagradas. O professor deve manter um relacionamento positivo e adequado com os alunos, deve evitar dar a qualquer um atenção indevida, que possa ser mal interpretada ou suscitar especulações e rumores.


    O professor deve empenhar-se em agir de maneira cristã no ambiente escolar, na comunidade e nos eventos e atividades da Igreja. Os professores devem desenvolver e manter um relacionamento adequado e de apoio com os pais de alunos, colegas, líderes eclesiásticos e com as pessoas da comunidade. Agindo assim, os professores demonstram um compromisso genuíno em viver o evangelho de Jesus Cristo, e aumentam sua capacidade de influenciar as pessoas para o bem.


    Procuramos continuamente aprimorar nosso desempenho, conhecimento, nossa atitude e nosso caráter. [1.2.3]

    Como filhos de Deus, os professores têm em seu íntimo algo divino que gera o desejo de melhorar, progredir e tornar-se mais semelhantes ao Pai Celestial e a Jesus Cristo. Eles devem cultivar sempre esse desejo e, com a ajuda do Senhor e de outros, seguir as inspirações que os levem a aperfeiçoarem-se. O Élder Gordon B. Hinckley salientou a constante necessidade de crescimento individual:


    “Acredito em melhorar. Acredito em crescer. (…)


    Continuem crescendo, irmãos e irmãs, quer tenham trinta anos ou setenta” (“Four Imperatives for Religious Educators”, discurso aos educadores religiosos do SEI, 15 de setembro de 1978, p. 2).


    Para melhorar é preciso ter o desejo, a diligência e a paciência e obter a ajuda do Senhor por meio da reflexão e da oração. O Élder Henry B. Eyring ensinou um importante princípio para aperfeiçoarmo-nos: “A maioria de nós tem alguma experiência em tentar aperfeiçoar-se. Eis o que eu aprendi por experiência própria sobre o aperfeiçoamento de pessoas e organizações: o melhor é procurar as pequenas coisas que poderíamos mudar naquilo que fazemos com frequência. A constância e a repetição surtem muito efeito. E se por inspiração podemos ser levados a escolher as coisinhas certas a serem mudadas, pela obediência constante nos aperfeiçoaremos muito” (“The Lord Will Multiply the Harvest”, reunião com o Élder Henry B. Eyring, 6 de fevereiro de 1998, p. 3).


    No seminário e no instituto, os professores devem continuamente esforçar-se por melhorar seu desempenho, seus conhecimentos, sua atitude e seu caráter.


    Desempenho. Os professores devem regularmente tentar melhorar seu desempenho em aula e nas responsabilidades administrativas. Isso é possível por meio da aplicação equilibrada, constante e diligente para entender princípios e técnicas fundamentais e colocá-los em prática. Recorrer aos materiais do seminário e do instituto, aos supervisores, colegas, alunos, líderes do sacerdócio e a outras pessoas ajudará os professores e líderes a fazerem uma avaliação mais acurada de seu desempenho, bem como a receber a orientação necessária para ajudá-los a melhorar nos aspectos em que isso é mais necessário.


    Conhecimento. Os professores devem ser consistentes no empenho de estudar o contexto, conteúdo, as doutrinas e os princípios das escrituras e das palavras dos profetas. Com isso, seu entendimento do evangelho e da Expiação do Salvador aumentará e se tornarão mais capazes de abençoar seus alunos individualmente. Os professores devem ampliar seu conhecimento e entendimento dos princípios e métodos eficazes de ensino contidos nas escrituras bem como nos materiais do seminário e do instituto. Devem também conhecer bem os princípios da boa administração (ver a seção 1.4, “Administrar”, na página 8) e entender as normas e práticas dos seminários e institutos.


    Gordon B. Hinckley

    Atitude. A atitude dos professores é em grande medida responsável por sua felicidade e por sua capacidade de ser uma influência positiva para os alunos. Os professores que se empenham continuamente em ter bom ânimo (ver D&C 68:6), que procuram servir ao próximo, que se esforçam por alcançar união e que procuram tirar o máximo proveito de situações difíceis são uma bênção para os alunos e para os demais professores com quem têm contato.


    Caráter. Os professores que se empenham em viver o evangelho e que continuamente e com sinceridade tentam melhorar seu desempenho, sua atitude e ampliar seus conhecimentos desenvolvem naturalmente o caráter que precisam ter a fim de contribuir para a realização do Objetivo dos S&I. O Élder Richard G. Scott ensinou: “Para tornar-nos quem desejamos ser, temos que ser constantemente, a cada dia, a pessoa em quem desejamos nos tornar. O caráter justo é uma manifestação preciosa da pessoa em quem você está-se tornando. (…) O caráter justo é mais valioso do que qualquer objeto material que você possua, qualquer conhecimento adquirido pelo estudo ou qualquer meta alcançada” (“O Poder Transformador da Fé e do Caráter”, A Liahona, novembro de 2010, p. 43).


    Acima de tudo, a chave para melhorar nosso desempenho e nossa atitude, ampliar nosso conhecimento e aperfeiçoar nosso caráter reside em seguir o exemplo de Jesus Cristo. O Presidente Howard W. Hunter disse: “São os ensinamentos e o exemplo do Senhor Jesus Cristo que modelam nossa conduta e formam nosso caráter em todas as áreas da vida — pessoal, no lar, na vida profissional e comunitária, e na devoção para com a Igreja que leva seu nome” (ver “Testemunhas de Deus”, A Liahona, julho de 1990, p. 66).


    Ensinar [1.3]

    Ensinamos aos alunos as doutrinas e os princípios do evangelho de acordo com as escrituras e as palavras dos profetas. [1.3.1]

    O conhecimento, o entendimento e o testemunho das doutrinas e dos princípios do evangelho de Jesus Cristo dão aos alunos o rumo e a força de que precisam para fazer escolhas consistentes com a vontade do Pai Celestial.


    As doutrinas são verdades fundamentais e imutáveis do evangelho de Jesus Cristo. O Élder Boyd K. Packer ensinou:


    “A verdadeira doutrina, quando entendida, modifica as atitudes e o comportamento.


    O estudo das doutrinas do evangelho transformará positivamente o comportamento, com mais rapidez do que o estudo do comportamento” (“Criancinhas”, A Liahona, janeiro de 1987, pp. 16–17).


    O Élder Richard G. Scott salientou: “Princípios são verdades concentradas, prontas para serem utilizadas em uma grande variedade de circunstâncias. Um princípio verdadeiro torna as decisões mais claras, mesmo [nas] mais desorientadoras e constrangedoras situações” (“Como Obter Conhecimento Espiritual”, A Liahona, janeiro de 1994, p. 93).


    As escrituras e as palavras dos profetas contêm as doutrinas e os princípios do evangelho que professores e alunos devem esforçar-se por entender, ensinar e aplicar. A quem ensina o evangelho nestes últimos dias, o Senhor disse: “[Ensinem] os princípios de meu evangelho que estão na Bíblia e no Livro de Mórmon, no qual se acha a plenitude do evangelho” (D&C 42:12). O Senhor também afirmou a importância de entender e seguir os ensinamentos dos profetas modernos. “(…) Dareis ouvidos a todas as palavras e mandamentos que ele vos transmitir à medida que ele os receber. (…) Suas palavras recebereis como de minha própria boca, com toda paciência e fé” (D&C 21:4–5).


    scriptures

    Em 1938 o Presidente J. Reuben Clark Jr., em nome da Primeira Presidência, falou aos professores do seminário e do instituto, em um discurso que se tornou um clássico. Naquela ocasião, ele disse:


    “Seu principal interesse, seu dever essencial e quase que exclusivo é o de ensinar o evangelho do Senhor Jesus Cristo como revelado na época atual. Para ensinar esse evangelho vocês devem empregar como fonte e considerar autoridades no assunto as obras-padrão da Igreja e as palavras das pessoas chamadas por Deus para liderar Seu povo na época atual. (…)


    Vocês não devem, seja qual for seu escalão, alterar as doutrinas da Igreja nem fazer com que fiquem diferentes do declarado nas obras-padrão da Igreja e pelas pessoas que têm autoridade para declarar a mente e a vontade do Senhor para a Igreja” (O Curso Traçado para a Igreja nos Assuntos Educacionais, ed. rev., 2004, p. 10; ver também D&C 42:12–13).


    Esses princípios e doutrinas são ensinados de maneira a levar os alunos ao entendimento e à edificação. [1.3.2]

    Ao decidirem como ensinarão as doutrinas e os princípios do evangelho, os professores devem escolher métodos que levem os alunos a entender essas importantes verdades e a serem edificados pelo Espírito Santo. Professores e alunos entendem as doutrinas do evangelho quando assimilam seu significado, percebem sua relação com outros princípios e outras doutrinas e entendem sua importância no plano de salvação, bem como na própria vida. As pessoas só podem verdadeiramente entender os princípios e as doutrinas eternos à medida que vivem os princípios do evangelho e que sua mente é iluminada pelo Espírito Santo.


    As pessoas devem ser edificadas com o entendimento das escrituras. A palavra edificar vem de duas palavras latinas: aedes, que significa habitação ou templo, e facere, que significa fazer. Portanto, edificar alude à construção de templos e implica no fortalecimento espiritual. Existe uma relação entre ser edificado e ter alegria, paz, entendimento e desejo de viver em retidão. As escrituras prometem que, no processo de ensino e aprendizado, se tanto o professor como o aluno agirem pela influência do Espírito, então “aquele que prega e aquele que recebe se compreendem um ao outro e ambos são edificados e juntos se regozijam” (D&C 50:22).


    Ajudamos os alunos a cumprir seu papel no processo de aprendizado e os preparamos para ensinar o evangelho aos outros. [1.3.3]

    Para que os alunos aprendam o evangelho de maneira a contribuir para sua conversão e a ajudar o evangelho a arraigar-se profundamente em seu coração, não bastam o esforço e a diligência do professor. Para que o aprendizado espiritual ocorra, é preciso que aquele que aprende se esforce e use seu arbítrio. O Élder Henry B. Eyring ensinou: “Para que ocorra a verdadeira conversão é preciso que o aluno a procure de livre e espontânea vontade, e que muito se esforce” (“We Must Raise Our Sights”, p. 4). O Élder David A. Bednar salientou que quando os alunos se esforçam, convidam o Espírito Santo a tocar seu coração:


    “O professor pode explicar, demonstrar, persuadir e testificar, e pode fazê-lo com grande espiritualidade e de maneira eficaz. No final, porém, o conteúdo da mensagem e o testemunho do Espírito Santo só penetram o coração daqueles que o permitem. (…)


    O aluno que utiliza seu arbítrio para seguir princípios corretos abre o coração ao Espírito Santo e o convida a ensiná-lo e a prestar-lhe testemunho e confirmar-lhe a verdade” (“Seek Learning by Faith” [reunião com o Élder David A. Bednar] 3 de fevereiro de 2006, pp. 1, 3).


    David A. Bednar

    As escrituras ensinam que quem deseja aprender as coisas espirituais precisa preparar a mente e o coração para isso; precisa buscar conhecimento e entendimento diligentemente por meio do estudo, da reflexão e da oração, e precisa também agir de acordo com a inspiração do Espírito Santo (ver Esdras 7:10; 1 Néfi 10:17–19; D&C 138:1–11; Joseph Smith—História 1:10–20). Muitos alunos não estão acostumados a fazer tanto esforço para aprender com as escrituras, e consideram isso um pouco difícil. Contudo, os professores podem ajudá-los a entender, aceitar e cumprir seu papel no aprendizado. Os professores podem ajudar os alunos a aprenderem a ter uma participação ativa no próprio aprendizado espiritual incentivando-os a:


    • Criar o hábito de estudar as escrituras diariamente.


    • Preparar o coração e a mente para serem influenciados pelo Espírito.


    • Descobrir e expressar doutrinas e princípios relevantes para sua própria vida.


    • Aprofundar seu entendimento das escrituras por meio do estudo diligente, da reflexão e da oração.


    • Fazer perguntas e procurar respostas que os ajudem a entender melhor o evangelho e a entender como aplicá-lo na vida.


    • Falar daquilo que entenderam, de suas experiências e seus sentimentos.


    • Explicar as doutrinas e os princípios do evangelho a outros e prestar-lhes testemunho de sua veracidade.


    • Adotar técnicas de estudo das escrituras, como a de marcá-las, cruzar referências e utilizar o Guia para Estudo das Escrituras.


    Richard G. Scott

    Quando os alunos fazem sua parte no aprendizado espiritual, demonstram que estão dispostos a permitir que o Espírito Santo os ensine. Muitos se tornam mais entusiásticos e diligentes quanto às escrituras. Entendem e fixam as doutrinas e os princípios de salvação melhor e com mais clareza e têm maior probabilidade de aplicar o que lhes é ensinado. À medida que descobrem as doutrinas e os princípios do evangelho, fazem perguntas e respondem às perguntas uns dos outros, os alunos aprendem técnicas de aprendizado que serão importantes em seu estudo individual.


    Com esse tipo de participação, os alunos tornam-se mais bem equipados para ensinar o evangelho a familiares, amigos e outras pessoas. Isso também os prepara melhor para ensinar as doutrinas e os princípios do evangelho no futuro, quando forem missionários, pais, professores ou líderes na Igreja.


    Administrar [1.4]

    Administramos devidamente nossos programas e recursos. [1.4.1]

    O ato de administrar pode ser definido tanto em termos de liderar as pessoas e servi-las, como em termos da direção e administração dos programas e recursos. Em Jesus Cristo, que é o exemplo perfeito, encontramos os atributos divinos do verdadeiro líder. Seja qual for sua responsabilidade atual, todos os líderes e professores dos seminários e institutos têm a oportunidade e a responsabilidade de liderar e administrar como Cristo faria.


    Os atributos da caridade, visão e humildade permitem-nos realizar a obra do Senhor como Ele gostaria. A caridade, ou o puro amor de Cristo, dever ser a base do relacionamento do professor com os alunos, líderes do sacerdócio, pais, colegas e supervisores. A caridade não é só um sentimento, mas uma forma de agir e de ser (ver Morôni 7:45). O líder de visão orienta por inspiração, cria um senso de propósito e instila o entusiasmo naqueles que o rodeiam. As escrituras ensinam que “não havendo profecia, o povo perece” (Provérbios 29:18), e o mesmo pode ser dito da visão. A humildade permite que administradores e professores reconheçam que dependem do Senhor e incentiva-os a trabalhar em conjunto com outras pessoas para atingirem o Objetivo dos S&I. O Senhor disse: “E ninguém pode participar desta obra, a menos que seja humilde e cheio de amor, tendo fé, esperança e caridade, sendo temperante em todas as coisas, em tudo o que lhe for confiado” (D&C 12:8).


    Todos os professores e todos os líderes têm a oportunidade e a responsabilidade de dirigir e administrar devidamente programas e recursos. As tarefas administrativas têm o propósito espiritual de abençoar as pessoas. “Preparar orçamentos, preencher relatórios, cuidar de materiais e recursos da Igreja, garantir a segurança, supervisionar programas (…) participar de conselhos [e comunicar-se com alunos, pais e líderes dos sacerdócio] são todos deveres administrativos essenciais” (Administrar Apropriadamente: Manual para os Líderes e Professores do SEI, 2003, p. 2). O Élder Henry B. Eyring ensinou: “Nunca subestimem a importância espiritual de fazer bem as coisas temporais por aqueles a quem servem” (“The Book of Mormon Will Change Your Life”, simpósio do SEI sobre o Livro de Mórmon, 17 de agosto de 1990, p. 7).


    Nosso trabalho auxilia os pais em sua responsabilidade de fortalecer a família. [1.4.2]

    Os pais são os principais responsáveis por ensinar o evangelho de Jesus Cristo aos filhos, supervisionar seu desenvolvimento social, seu relacionamento com outras pessoas e seus padrões de aparência e vestuário, bem como por tirar suas dúvidas doutrinárias. Os líderes da Igreja ajudam os pais nessa responsabilidade.


    O principal papel dos líderes e professores do seminário e do instituto é auxiliar os pais nessa responsabilidade, ensinando aos alunos o evangelho de Jesus Cristo como se acha nas escrituras e nas palavras dos profetas, ressaltando a importância doutrinária da família e a elevada prioridade que os familiares e as atividades de família merecem (ver Administrar Apropriadamente, p. 4). Os professores devem incentivar os alunos a honrarem os pais e pedirem-lhes conselho e orientação. Além disso, sugere-se que os professores também informem os pais daquilo que estiver sendo ensinado.


    Trabalhamos lado a lado com os líderes do sacerdócio para convidar os alunos a participar e para proporcionar a eles um ambiente espiritual onde possam ter convívio social e aprender juntos. [1.4.3]

    Todos os programas dos Seminários e Institutos de Religião funcionam sob a direção dos líderes locais e gerais do sacerdócio que têm as devidas chaves do sacerdócio.


    No trabalho de abençoar os jovens e os jovens adultos, é importante que os líderes e professores do seminário e do instituto trabalhem lado a lado com os líderes locais do sacerdócio, cooperando uns com os outros. Sob a direção dos líderes do sacerdócio, eles deliberam e trabalham juntos para garantir que cada jovem e jovem adulto seja convidado e incentivado a matricular-se, frequentar e concluir os devidos cursos. Professores e administradores, juntamente com os líderes do sacerdócio, devem envolver-se ativamente na matrícula e retenção de alunos do seminário e do instituto, e não devem contentar-se em ensinar somente os jovens que frequentam as aulas.


    Em harmonia com as normas e os procedimentos vigentes, os líderes e professores do seminário e do instituto também podem trabalhar ao lado dos líderes do sacerdócio para providenciar um local para as aulas, bem como um ambiente de convívio social em que o testemunho dos jovens possa fortalecer-se e seu conhecimento do evangelho aumentar. Os professores e administradores devem seguir as normas vigentes do seminário e do instituto e devem aconselhar-se com os líderes locais do sacerdócio quanto ao tipo de atividades sociais e de serviço a serem realizadas e quanto à frequência a essas atividades, para assim criar atividades que não atrapalhem, mas sim que apoiem as atividades planejadas e realizadas pelos líderes do sacerdócio e das auxiliares.


    two men talking

    Os professores e administradores devem também trabalhar em colaboração com os líderes dos Rapazes e das Moças de maneira a, de uma forma aceitável, incentivar os jovens a participar do programa Dever para com Deus e Progresso Pessoal. Onde possível, os professores do seminário devem conversar com outros professores, consultores e líderes dos jovens quanto às necessidades dos jovens.


    (Para mais informações quanto aos princípios e práticas administrativas do seminário e instituto, ver o manual Administrar Apropriadamente.)