A Liahona
    Quero ir para casa
    Notas de rodapé
    Theme

    “Quero ir para casa”

    woman waving to man at a gas station

    Ilustração: Allen Garns

    Enquanto meu marido e eu estávamos almoçando em uma lanchonete local, um homem entrou desarrumado, perdido e confuso. Quando se dirigiu à nossa mesa, fiquei surpresa por ele não ter pedido dinheiro. Ele só pediu informações sobre como ir a Flagstaff, Arizona. Meu marido e eu lhe demos as informações. Ele agradeceu e foi embora.

    Depois do almoço, partimos para casa. Assim que vi o homem andando em direção a um posto de gasolina, senti um forte desejo de ajudá-lo e pedi a meu marido que estacionasse no posto. Encontrei o homem e me apresentei. Ele tinha olhos tristes e cansados. Seu rosto parecia marcado com linhas profundas de uma vida difícil.

    Perguntei-lhe como planejava chegar a Flagstaff. Ele disse que ia caminhar. Sabia que seria impossível, já que Flagstaff ficava a mais de 190 quilômetros de distância. Dei-lhe um pouco de dinheiro e disse a ele que poderia ir a uma lanchonete próxima para comer alguma coisa e que voltaria para levá-lo ao terminal de ônibus e lhe comprar uma passagem para Flagstaff.

    Voltei para a caminhonete e contei ao meu marido o que havia acontecido. Devido ao seu problema de saúde, liguei para uma amiga e pedi a ela que voltasse comigo. Ela concordou. Reunimos alguns suprimentos, comida e água. Depois dirigimos até a lanchonete e pegamos o homem.

    Enquanto nos dirigíamos ao terminal de ônibus, este pobre homem começou a repetir: “Quero ir para casa”. Perguntei-lhe se Flagstaff era sua casa. Não era, mas sua filha, com quem não falava havia vários anos, morava lá. Explicou que havia saído da prisão duas semanas antes. Ele e outro ex-presidiário foram deixados no terminal de ônibus e cada um recebeu uma passagem. O outro prisioneiro roubou sua passagem e o pouco dinheiro que tinha. Ele estava vagando pelas ruas desde que isso aconteceu. Ninguém o ajudou.

    “Quero ir para casa”, repetiu ele.

    Chegamos ao terminal rodoviário. Comprei a passagem e lhe dei algum dinheiro e os suprimentos que havíamos reunido. Ele nos agradeceu e se sentou. Enquanto voltávamos, as palavras desse homem se repetiam em minha mente: “Quero ir para casa”.

    Não é isso que todos queremos? Estamos todos ausentes do lar amoroso que deixamos quando viemos à Terra. Todos nós podemos perder o caminho, por isso Jesus Cristo nos mostrou a senda a trilhar e, por meio de Seu sacrifício expiatório, pagou o preço final por nossos pecados. Assim como esse homem não pôde voltar para casa sozinho, também não podemos retornar a nosso lar celestial sem o Salvador.