2018
Integridade: o que dá permissão aos outros para que sejam o seu melhor
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Integridade: o que dá permissão aos outros para que sejam o seu melhor

Como muitos adolescentes SUD em África, eu era um dos poucos membros da igreja na minha escola. Habituei-me a compartilhar a minha crença com os meus amigos, e era conhecida por ter um certo conjunto de padrões. Felizmente para mim, não lembro de ter sido condenada ao ostracismo por ser diferente. Aliás, era respeitada e admirada. Os meus amigos olhavam para mim como uma espécie de âncora durante um período, muitas vezes difícil e confuso das suas vidas.

Um dia, durante o último ano do ensino médio, juntei-me a um grupo de amigos para assistir um filme. Ao comprar os nossos bilhetes de ingresso, o cartaz do filme não indicava a classificação do filme, em termos de idade permitida. Mesmo assim, ingenuamente, decidi comprar um bilhete com a esperança de que o filme seria de um padrão elevado.

Dois minutos depois do filme ter começado, percebi que a minha esperança era em vão. A cena de abertura era chocantemente vulgar. Enquanto cobria meus olhos com as minhas mãos, percebi que havia apenas uma coisa a fazer: sair. Eu estava quase no fim de uma longa fila de pessoas, algumas das quais eu estava interessada em dar uma boa impressão. Não tinha como fazer uma saída discreta. Mas também, de forma alguma podia sentar-me até o fim daquele filme e ser honesta comigo mesma.

Com um coração a palpitar inclinei-me a um amigo e sussurrei: “Vejo-te lá fora”.

Carregando a minha pipoca, encontrei o caminho na imensa escuridão, ao longo da longa fila de amigos. De volta à luz da bilheteria, perguntei-me como passar as próximas horas enquanto aguardava pelos outros. Para a minha surpresa, logo ouvi passos atrás de mim.

Uma das minhas amigas apareceu, sorrindo. “Eu também não gostei daquele filme”, disse ela. Trinta segundos depois, ouvimos um segundo par de passos e depois um terceiro. Depois de alguns minutos, um grande grupo de nós tinha se formado.

Olhei ao meu redor, sem acreditar. Quando eu decidi sair, não havia nenhuma maneira de ter previsto que mais da metade do meu grupo de amigos estivesse secretamente esperando por uma maneira de também sair.

Marianne Williamson disse: “Ao deixarmos a nossa própria vida brilhar, inconscientemente damos permissão aos outros para fazer o mesmo”.

No mesmo ano, um dos amigos do meu círculo decidiu deixar de beber bebidas alcoólicas. Ele não contou a ninguém, mas ao longo de vários meses ele conseguiu deixar o hábito com sucesso. Mais tarde, ele disse-me: “quando as coisas ficaram difíceis, eu perguntei-me ‘o que tu [Ruth Randall] farias’”?

Fiquei chocada com quanta influência, inconscientemente, tinha na vida dele.

O blog sobre a Auto-Suficiência diz-nos:

“A integridade é contagiosa. Quando vivemos de acordo com os seus princípios, outros pegam a virtude, especialmente as nossas famílias. Uma das maiores bênçãos que podemos dar a eles é viver uma vida de integridade e ensiná-los a desenvolvê-la.”

Anos mais tarde, como mãe, estou a tentar viver através destes princípios. De certa forma, tornou-se muito mais difícil ser um exemplo perfeito de integridade, porque o meu público (os meus filhos) observam-me constantemente, a cada momento de cada dia. Eles não são apenas sensíveis às minhas ações, mas à minha atitude, humor e até mesmo à minha motivação. A minha “integridade” precisa ir mais além do que o que eu faço como um exemplo. Precisa tornar-se o que eu sou.

O blog ensina que a integridade é a chave para o aperfeiçoamento pessoal.

“Nós vamos à igreja e adoramos semanalmente e renovamos os nossos convênios quando participamos do sacramento, arrependendo-nos de todos os pecados que cometemos durante a semana. Mas se não estamos a examinar as nossas vidas cuidadosamente e a dar passos para melhorar, então fazemos os mesmos erros repetidamente. É preciso integridade pessoal para progredir.”

Helamã 3:35 dá-me um conjunto de ferramentas pessoal para aplicar princípios de integridade e auto-aperfeiçoamento.

Os Nefitas, nessa altura, um grupo de pessoas justas, “jejuavam e oravam frequentemente e tornavam-se cada vez mais fortes em sua humildade, e cada vez mais firmes na fé em Cristo, enchendo a alma de alegria e consolo, sim, purificando e santificando o coração, santificação essa resultante da entrega de seus corações a Deus.”

Ao entregarmos os nossos corações a Deus, vejo que não só posso melhor ser verdadeiro a mim mesma, mas que o meu “ser” torna-se cada vez mais como o Deus que eu presto atenção.