2016
Depois do Amor, o Quê?

Mensagem da Primeira Presidência

Depois do Amor, o Quê?

He Healed Many

Detalhe de He Healed Many [Ele Curou Muitos], de J. Kirk Richards, gentilmente cedido por Illume Gallery

Nosso amado profeta, o Presidente Thomas S. Monson, ensinou que “o amor é a própria essência do evangelho”.1

O amor é tão importante que Jesus o chamou de “o primeiro e grande mandamento”, dizendo que todas as outras partículas da lei e das palavras dos profetas dependem dele.2

O amor é a motivação central de tudo o que fazemos na Igreja. Todo programa, toda reunião, toda ação de que participamos como discípulos de Jesus Cristo devem emanar desse atributo, porque sem caridade, “o puro amor de Cristo”, nada somos.3

Depois de compreendermos isso na mente e no coração, depois de declararmos nosso amor a Deus e a nosso próximo — então o quê?

Será que o sentimento de compaixão e amor pelas pessoas é suficiente? Será que a declaração de nosso amor a Deus e ao próximo satisfaz nossa obrigação para com Ele?

A Parábola dos Dois Filhos

No templo de Jerusalém, os principais dos sacerdotes e os anciãos dos judeus foram falar com Jesus para ver se O apanhavam em Suas palavras. O Salvador, porém, virou o jogo contra eles contando-lhes uma história.

“Um homem tinha dois filhos”, começou Ele. O pai então procurou o filho mais velho e pediu-lhe que fosse trabalhar na vinha. No entanto, o filho recusou. Mais tarde, aquele filho, “arrependendo-se, foi”.

O pai então procurou o segundo filho e pediu-lhe que fosse trabalhar na vinha. O segundo filho garantiu que iria, porém não foi.

Então o Salvador se virou para os sacerdotes e anciãos e perguntou: “Qual dos dois fez a vontade do pai?”

Eles tiveram que admitir que foi o primeiro, aquele que dissera que não iria, porém mais tarde se arrependeu e foi trabalhar na vinha.4

O Salvador usou essa história para enfatizar um importante princípio: aqueles que obedecem aos mandamentos, esses são os que realmente amam a Deus.

Talvez seja por isso que Jesus pediu às pessoas que ouvissem e seguissem as palavras dos fariseus e escribas, mas não o exemplo deles.5 Aqueles mestres religiosos não faziam o que pregavam. Adoravam falar de religião, mas infelizmente não compreendiam sua essência.

Ações e Nossa Salvação

Em uma das últimas lições a Seus discípulos, o Salvador lhes falou do Juízo Final. Os maus e os justos serão separados. Os bons herdarão a vida eterna, e os maus serão entregues ao castigo eterno.

Qual é a diferença entre os dois grupos?

Aqueles que demonstraram seu amor por meio de ações seriam salvos. Aqueles que não o fizeram seriam condenados.6 A verdadeira conversão ao evangelho de Jesus Cristo e a seus valores e princípios será testemunhada por nossas ações na vida cotidiana.

No final, uma mera declaração de amor a Deus e ao próximo não nos qualificará para a exaltação. Porque, conforme ensinou Jesus, “nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”.7

O Que Vem Depois do Amor?

A resposta para a pergunta “Depois do amor, o quê?” pode ser bem simples e direta. Se realmente amarmos ao Salvador, vamos inclinar o coração a Ele e depois trilhar o caminho do discipulado. Quando amamos a Deus, esforçamo-nos para guardar Seus mandamentos.8

Se verdadeiramente amarmos nosso semelhante, vamos desdobrar-nos para ajudar os “pobres e necessitados, os doentes e os aflitos”.9 Porque aqueles que realizam esses abnegados atos de compaixão e serviço,10 esses são os discípulos de Jesus Cristo.

É isso que vem depois do amor.

Essa é a essência do evangelho de Jesus Cristo.