2010–2019
Sim, Podemos e Vamos Vencer!
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Sim, Podemos e Vamos Vencer!

Precisamos apegar-nos cada vez mais a nosso testemunho do evangelho de Jesus Cristo. Assim, venceremos as batalhas diárias contra o mal.

Queridos irmãos, sinto-me muito humilde pelo privilégio que tenho hoje de dirigir-me a vocês, portadores do sacerdócio de Deus de toda a Igreja.

O Presidente Thomas S. Monson disse certa vez:

“O mundo, às vezes, pode ser um lugar assustador. A estrutura moral da sociedade parece estar desfazendo-se a uma velocidade alarmante. Ninguém — jovem, idoso ou de meia-idade — está isento da exposição a coisas capazes de arrastar-nos para baixo e destruir-nos. (…)

Mas não precisamos desesperar-nos. (…) Estamos guerreando contra o pecado. (…) É uma guerra que podemos e vamos vencer. Nosso Pai Celestial deu-nos as ferramentas necessárias para isso”.1

Todos nós, jovens e idosos, deparamo-nos todos os dias com a guerra mencionada pelo Presidente Monson. O inimigo e seus anjos estão tentando nos distrair. O propósito deles é convencer-nos a nos desviar dos convênios que fizemos com o Senhor, fazendo com que percamos de vista nossa herança eterna. Eles conhecem muito bem o plano do Pai Celestial para Seus filhos, porque estavam presentes conosco naquele grande Conselho nos Céus quando ele foi apresentado. Eles tentam tirar vantagem de nossas fraquezas e falhas, enganando-nos com “névoas de escuridão (…) que cegam os olhos e endurecem o coração dos filhos dos homens, conduzindo-os a caminhos espaçosos para que pereçam e se percam”.2

Apesar da oposição que enfrentamos, o Presidente Monson ensinou que essa é uma guerra que podemos e que vamos vencer. O Senhor confia em nossa capacidade e determinação para fazê-lo.

As escrituras contêm inúmeros exemplos daqueles que venceram suas guerras, mesmo em meio a situações muito hostis. Um desses exemplos é o capitão Morôni, do Livro de Mórmon. Esse notável jovem tinha a coragem de defender a verdade em uma época em que havia muitas dissensões e guerras, as quais colocavam em risco a própria sobrevivência de toda a nação nefita. Embora fosse brilhante no exercício de suas responsabilidades, Morôni continuou humilde. Esses e outros atributos o tornaram um instrumento extraordinário nas mãos de Deus naquela época. O livro de Alma explica que, se todos os homens fossem como Morôni, “os próprios poderes do inferno teriam sido abalados para sempre; (…) [e] o diabo nunca teria poder sobre o coração dos filhos dos homens”.3 Todos os atributos de Morôni provinham de sua grande fé em Deus e no Senhor Jesus Cristo4 e de sua firme determinação de seguir a voz de Deus e de Seus profetas.5

Figurativamente, todos precisamos transformar-nos em um moderno capitão Morôni para vencer as guerras contra o mal. Conheço um jovem diácono muito fiel que se transformou em um moderno capitão Morôni. Tendo procurado seguir os conselhos de seus pais e líderes da Igreja, sua fé e determinação têm sido testadas todos os dias, mesmo em sua tenra idade. Ele contou-me que, certo dia, foi surpreendido por uma situação muito difícil e desagradável: seus amigos estavam acessando imagens pornográficas nos celulares. Naquele exato momento, aquele rapaz teve que decidir o que era mais importante — sua popularidade ou sua retidão. Nos poucos segundos que se seguiram, encheu-se de coragem e disse a seus amigos que o que eles estavam fazendo não era certo. Além disso, disse-lhes que deviam parar o que estavam fazendo ou se tornariam escravos daquilo. A maioria de seus colegas ridicularizou seu conselho, dizendo que aquilo fazia parte da vida e que não havia nada de errado nisso. Contudo, houve um entre eles que ouviu o conselho daquele rapaz e decidiu parar o que estava fazendo.

O exemplo daquele diácono teve uma influência positiva em pelo menos um de seus colegas. Sem dúvida, ele e o amigo enfrentaram zombaria e perseguição por causa daquela decisão. Por outro lado, tinham seguido a admoestação de Alma a seu povo, quando ele disse: “Afastai-vos dos iníquos, conservai-vos separados e não toqueis em suas coisas imundas”.6

O livreto Para o Vigor da Juventude contém o seguinte conselho da Primeira Presidência aos jovens da Igreja: “Você é responsável pelas escolhas que faz. Deus Se importa com você e vai ajudar você a fazer escolhas corretas, mesmo que sua família e seus amigos usem o arbítrio deles de um modo que não seja correto. Tenha a coragem moral de permanecer firme na obediência à vontade de Deus, mesmo que tenha que ficar sozinho. Ao fazer isso, dará um exemplo para os outros seguirem”.7

A guerra do bem contra o mal continuará por toda a nossa vida, já que o propósito do adversário é tornar as pessoas tão miseráveis quanto ele é. Satanás e seus anjos vão tentar obscurecer nossos pensamentos e assumir o controle, tentando-nos a pecar. Se conseguirem, vão corromper tudo o que é bom. Mesmo assim, é essencial compreendermos que eles terão poder sobre nós somente se assim o permitirmos.

As escrituras também contêm vários exemplos de pessoas que deram essa permissão ao adversário e acabaram se tornando confusas e até foram destruídas, como Neor, Corior e Serém. Precisamos estar alertas a esse perigo. Não podemos deixar que sejamos confundidos pelas mensagens populares que são facilmente aceitas pelo mundo, mas contradizem a doutrina e os princípios verdadeiros do evangelho de Jesus Cristo. Muitas dessas mensagens do mundo nada mais são do que a tentativa de nossa sociedade justificar o pecado. Precisamos lembrar que no final todos estaremos diante de Cristo “a fim de [sermos] julgados por [nossas] obras, sejam elas boas ou más”.8 Ao encontrarmos essas mensagens mundanas, será preciso muita coragem e um sólido conhecimento do plano de nosso Pai Celestial para escolher fazer o certo.

Todos podemos receber a força para escolher o certo se buscarmos o Senhor e depositarmos toda a nossa confiança e fé Nele. Mas, como ensinam as escrituras, precisamos ter “um coração sincero” e “real intenção”. E o Senhor, em Sua infinita misericórdia, “manifestará a verdade” a nós “pelo poder do Espírito Santo. E pelo poder do Espírito Santo [podemos] saber a verdade de todas as coisas”.9

Esse conhecimento adquirido por meio do Espírito Santo não é nada mais que nosso testemunho, que impele nossa fé e determinação de seguir os ensinamentos do evangelho restaurado nestes últimos dias, a despeito das mensagens populares que ouvimos no mundo. Nosso testemunho será um escudo para proteger-nos dos dardos inflamados do adversário em sua tentativa de atacar-nos.10 Ele nos guiará em segurança pela escuridão e confusão que existem no mundo atual.11

Aprendi esse princípio quando servia como jovem missionário. Meu companheiro e eu estávamos servindo em um ramo bem pequeno e distante da Igreja. Tentamos falar com todas as pessoas da cidade. Elas nos recebiam muito bem, mas gostavam de debater as escrituras e pediam-nos evidências concretas em relação à veracidade do que ensinávamos.

Relembro que, sempre que meu companheiro e eu tentávamos provar algo para as pessoas, o Espírito de Deus nos deixava e nos sentíamos totalmente perdidos e confusos. Sentimos que deveríamos alinhar mais firmemente nosso testemunho com as verdades do evangelho que estávamos ensinando. Daquele momento em diante, lembro que, quando prestávamos testemunho de todo o coração, um sereno poder confirmador proveniente do Espírito Santo enchia a sala e não havia espaço para confusão nem discussão. Aprendi que não há nenhuma força maligna capaz de confundir, enganar ou subverter o poder de um testemunho sincero proferido por um verdadeiro discípulo de Jesus Cristo.

Como o próprio Salvador ensinou, o adversário deseja peneirar-nos como trigo, fazendo com que percamos a capacidade de influenciar o mundo para o bem.12

Meus queridos irmãos, devido à maré de confusão e dúvida que se espalha por todo o mundo hoje em dia, precisamos apegar-nos cada vez mais ao nosso testemunho do evangelho de Jesus Cristo. Então nossa capacidade de defender a verdade e a justiça aumentará. Venceremos as batalhas diárias contra o mal e, em vez de cairmos no campo de batalha da vida, reuniremos outros aos estandartes do Mestre.

Convido todos a encontrarem segurança nos ensinamentos contidos nas escrituras. O capitão Morôni alinhou sua fé a Deus e seu testemunho da verdade com o conhecimento e a sabedoria encontrados nas escrituras. Desse modo, ele confiava que receberia as bênçãos do Senhor e obteria muitas vitórias, o que de fato aconteceu.

Convido todos a encontrar segurança nas sábias palavras de nossos profetas atuais. O Presidente Thomas S. Monson disse: “Nós que fomos ordenados ao sacerdócio de Deus podemos fazer a diferença. Quando mantemos nossa pureza pessoal e honramos nosso sacerdócio, tornamo-nos um exemplo justo para os outros seguirem (…) [e ajudamos] a iluminar um mundo cada vez mais escuro”.13

Convido todos a confiar nos méritos da Expiação de Jesus Cristo. Por meio de Seu Sacrifício Expiatório, podemos adquirir a coragem para vencer todas as guerras de nosso tempo, mesmo em meio a nossas dificuldades, nossos desafios e nossas tentações. Confiemos em Seu amor e poder para nos salvar. O próprio Cristo disse:

“Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”.14

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.”15

“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”16

Presto testemunho dessas coisas, no sagrado nome do Senhor Jesus Cristo. Amém.