Lição 9

“Buscai Primeiro o Reino de Deus”

O Novo Testamento: Manual do Professor de Doutrina do Evangelho


Objetivo

Incentivar os alunos a tornarem-se discípulos mais dedicados de Jesus Cristo.

Preparação

  1. Leia e pondere as seguintes escrituras e ore a respeito delas, que são uma continuação do Sermão da Montanha:

    1. Mateus 6:1–6, 16–21. Jesus ensina Seus discípulos a dar esmolas, orar e jejuar em segredo e ajuntar tesouros no céu e não na terra;

    2. Mateus 6:7–13; 7:7–11. Ele mostra a Seus discípulos como orar e ensina que o Pai Celestial abençoará aqueles que Lhe pedirem as coisas que necessitam;

    3. Mateus 6:14–15; 7:1–6, 12. Jesus ensina Seus discípulos a perdoar o próximo, julgar com justiça e tratar as outras pessoas como gostariam de ser tratados;

    4. Mateus 6:22–34; 7:13–29. Ele ensina a Seus discípulos que serão abençoados por servirem o Pai Celestial e fazerem a vontade Dele.

  2. Leitura adicional: Lucas 6:37–49; 11:1–13, 34–36; 12:22–34; 16:13; 3 Néfi 13–14.

  3. Se o seguinte material estiver disponível, utilize-o durante a lição:

    1. A gravura O Sermão da Montanha (Pacote de Gravuras do Evangelho 34730 059 – 212).

  4. Esteja preparado para cantar o hino “O Sábio e o Tolo” (Músicas para Crianças, p. 132) com os alunos.

  5. Sugestão didática: As histórias podem ilustrar princípios do evangelho e manter a atenção dos alunos melhor do que a maior parte dos métodos de ensino. Jesus freqüentemente usou histórias para ensinar lições importantes ou esclarecer conceitos abstratos. Ao preparar as lições, pense em como poderia usar histórias para ajudar os alunos a compreenderem os princípios do evangelho. Quando contar uma história, cuide para que os alunos compreendam se o relato é verdadeiro ou fictício. (Ver Ensino — Não Há Maior Chamado, pp. 98–100, 127.)

Sugestão para o Desenvolvimento da Lição

Atividade Motivadora

Se for adequado, utilize a seguinte atividade ou uma de sua escolha no início da lição.

Conte a seguinte história em suas próprias palavras:

O Élder William R. Bradford, dos Setenta, conversou certa vez com o bispo de uma ala em que os jovens precisavam arrecadar dinheiro para certa atividade. O bispo perguntou ao Élder Bradford se ele ajudaria a fazer com que os jovens recebessem algum reconhecimento pelo trabalho que haviam feito. Para a surpresa do bispo, o Élder Bradford respondeu que não o faria. Ele disse que estava feliz pelos jovens terem trabalhado arduamente, mas não era importante que recebessem reconhecimento público pelo que haviam feito.

Quando os jovens decidiram doar o dinheiro para o fundo missionário geral da Igreja em vez de usá-lo na atividade, eles quiseram tirar uma fotografia com o Élder Bradford enquanto faziam a doação, e desejavam que a fotografia e um artigo a esse respeito fossem publicados no jornal. O Élder Bradford novamente os surpreendeu dizendo “não”. Ele disse ao bispo: “Talvez fosse importante ensinar aos seus jovens uma lei de reconhecimento mais elevada. O reconhecimento do alto é silencioso. Ele é registrado cuidadosamente e sem alarde. Deixe que sintam a alegria e guardem no coração e na alma o tesouro que advém do serviço abnegado e silencioso.” (“Serviço Abnegado”, A Liahona, janeiro de 1988, p. 74.)

• Que lições aprendemos com a resposta dada pelo Élder Bradford àqueles jovens?

Saliente que uma lição que podemos aprender é a de que devemos fazer coisas boas porque amamos a Deus e queremos agradá-Lo e não porque desejamos receber reconhecimento das outras pessoas. Essa é uma das características de um verdadeiro discípulo de Jesus Cristo.

Escreva Discípulos Verdadeiros, no quadro-negro. Ao discutir o Sermão da Montanha, relacione as qualidades do verdadeiro discípulo ensinadas pelo Salvador nesse sermão.

Discussão e Aplicação das Escrituras

Ao ensinar as seguintes passagens das escrituras, incentive cada aluno a pensar no que eles precisam fazer para tornarem-se discípulos de Cristo mais dedicados e sinceros. Incentive os alunos a contarem experiências pessoais relacionadas aos princípios que descrevem o verdadeiro discípulo.

1. Os Verdadeiros discípulos fazem as coisas certas pelos motivos certos.

Leia e discuta Mateus 6:1–6, 16–21.

• Por que Jesus condenou algumas pessoas por fazerem coisas boas como dar esmolas, orar e jejuar? (Ver Mateus 6:1–2, 5, 16. Eles estavam fazendo essas coisas pelos motivos errados.) Jesus referiu-Se a essas pessoas como sendo hipócritas. O que é um hipócrita? (Uma pessoa que finge ter certas qualidades mas não as tem; alguém que aparenta ser justo mas não é. A palavra hipócrita em grego também pode ser traduzida como “impostor”. Ver Mateus 15:8; Lucas 11:39.)

• Qual será a recompensa das pessoas que fazem coisas boas para serem vistas pelos outros? (Ver Mateus 6:2, 5, 16.) Que coisas podemos fazer para ser vistos pelos outros e não para agradar a Deus? Como podemos purificar o motivo pelo qual servimos e fazemos boas obras?

• De acordo com o que Jesus ensinou nesse sermão, o que devemos considerar de maior valor? (Ver Mateus 6:19–21.) O que significa “[ajuntar] tesouros no céu”? Quais são alguns dos tesouros do céu que procuramos ajuntar? (Ver D&C 18:14–16 e 130:18–19, como exemplos.)

• O que significa a frase “onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”? Como podemos identificar o nosso tesouro? (Um modo seria avaliando quanto tempo, dinheiro e esforços dedicamos a determinada coisa.) O que as pessoas consideram de valor em nossos dias? Peça aos alunos que pensem nas coisas que consideram valiosas e ponderem em silêncio o que esses tesouros revelam a respeito de onde está seu coração.

2. Os verdadeiros discípulos seguem o exemplo do Salvador ao orar.

Leia e discuta Mateus 6:7–13; 7:7–11. Explique-lhes que Mateus 6:9–13 é conhecido como O Pai Nosso.

• O que O Pai Nosso nos ensina a respeito da forma como devemos orar? (Ver Mateus 6:9–13.)

• Como O Pai Nosso mostra a reverência e o respeito que Jesus tinha pelo Pai Celestial? Como podemos demonstrar reverência e respeito ao Pai Celestial em nossas orações?

O Élder Dallin H. Oaks falou a respeito do tipo de linguagem que precisamos usar quando oramos: “A linguagem especial da oração toma diferentes formas em diferentes línguas, mas o princípio sempre é o mesmo. Devemos orar a nosso Pai Celestial usando palavras que denotem amor, respeito, reverência e afeto. (…) As pessoas que desejam demonstrar respeito, irão esforçar-se por aprender a linguagem especial da oração”. (Conference Report, abril de 1993, pp. 17, 20.)

• Como podemos evitar usar “vãs repetições”quando oramos? (Ver Mateus 6:7.)

• Já que o Pai Celestial sabe de que precisamos antes de orarmos (Mateus 6:8), por que precisamos orar? Por que é necessário que peçamos, busquemos e batamos (Mateus 7:7) para nosso progresso espiritual? Como podemos buscar mais diligentemente a ajuda do Pai Celestial?

• De que maneira devemos entender a promessa feita pelo Salvador de que “aquele que pede recebe”? (Mateus 7:8) Por que às vezes não recebemos o que pedimos no momento em que desejamos ou da forma como desejamos? (Ver 3 Néfi 18:20.) De que maneira vocês aprenderam que Deus sabe o que é melhor para nós?

3. Os verdadeiros discípulos tratam as outras pessoas de modo gentil e justo.

Leia e discuta Mateus 6:14–15; 7:1–6, 12.

• Por que vocês acham que o Salvador nos ordena que perdoemos as outras pessoas? Como podemos tornar-nos mais dispostos a perdoar?

• A Tradução de Joseph Smith corrige Mateus 7:1 da seguinte forma: “Não julgueis injustamente, para que não sejais julgados; mas julgai com um julgamento justo”. (Tradução de Joseph Smith, Mateus 7:2) O que é um julgamento justo? Que mal pode nos advir e àqueles a quem julgamos se julgarmos injustamente? Como podemos garantir que nosso julgamento seja justo? (Ver Mateus 7:3–5; Morôni 7:14–18.)

• Jesus disse que uma pessoa que procura injustamente corrigir outra é hipócrita. (Mateus 7:4–5) De que modo o julgamento injusto é sinal de hipocrisia?

• O ensinamento encontrado em Mateus 7:12 é muitas vezes chamado de a regra de ouro. Que experiências mostraram a vocês o valor desse princípio? De que modo o cumprimento desse princípio faz com que nos tornemos melhores discípulos de Jesus Cristo?

O Élder Marvin J. Ashton descreveu uma reunião em que um grupo de membros da Igreja discutia a seguinte questão: “Como podemos saber que alguém se converteu a Jesus Cristo”?

“Durante quarenta e cinco minutos, inúmeras sugestões foram feitas pelos presentes em resposta àquela pergunta, e o líder escreveu-as cuidadosamente num grande quadro-negro. Todos os comentários foram sensatos e pertinentes.

Entretanto, passado algum tempo, aquele grande professor apagou tudo o que escrevera. Depois de reconhecer que todos os comentários haviam sido valiosos e muito apreciados, ensinou um princípio importante: ‘o melhor e mais evidente sinal de que estamos progredindo espiritualmente e achegandonos a Cristo é a maneira como tratamos as pessoas’.”

O Élder Ashton acrescentou: “A maneira como tratamos nossos familiares, nossos amigos e as pessoas que trabalham conosco é tão importante quanto alguns dos mais notáveis princípios do evangelho que muitas vezes enfatizamos”. (Conference Report, abr. 1992, p. 25.)

4. Os verdadeiros discípulos servem a Deus e fazem a vontade Dele.

Leia e discuta alguns versículos de Mateus 6:22–34; 7:13–29.

• Por que é impossível servir tanto a Deus quanto a Mamom? (Ver Mateus 6:24.) Que bênçãos Deus promete aos que O servem? (Ver Mateus 6:25–33; D&C 11:7.)

• Jesus prometeu que se “[buscarmos] primeiro o reino de Deus”, receberemos todas as outras coisas de que necessitamos. (Mateus 6:33) Que experiências ajudaram vocês a ganharem um testemunho dessa promessa?

• De que modo o mundo desvia de Deus a nossa lealdade e o nosso serviço? Quais são algumas das coisas que podemos ficar tentados a seguir no mundo antes das coisas de Deus? (As respostas podem incluir o fato de esperarmos para pagar o dízimo somente depois de comprarmos as coisas que desejamos ou precisamos, ou decidir não servir missão por causa de nosso desejo pelas coisas do mundo.)

• Quando Jesus estava quase terminando Seu sermão, o que Ele disse a respeito de como entramos no reino do céu? (Ver Mateus 7:13–14, 21–23.) Por que é significativo que o caminho para a vida eterna seja estreito e o caminho para a destruição, largo?

• No final do Sermão da Montanha, Jesus contou a parábola do homem tolo e do homem sábio. (Mateus 7:24–27) De que modo essa parábola se aplica a nós? Qual é a “rocha” sobre a qual devemos edificar nossa casa? (Ver Helamã 5:12.) Por que algumas pessoas edificam sua casa sobre algo que poderia ser comparado à areia?

Se desejar, peça aos alunos que cantem “O Sábio e o Tolo” (Músicas para Crianças, p. 132).

Conclusão

Testifique-lhes a respeito da importância de seguirmos Jesus Cristo. Incentive os alunos a pensarem por que precisamos tornar-nos melhores discípulos de Cristo.

Sugestões para ensino adicionais

Sugere-se o seguinte material para complementar a aula. Você pode usar uma ou mais destas sugestões como parte da lição.

1. “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:20)

• Jesus alertou Seus seguidores a respeito dos falsos profetas: pessoas que ensinam doutrinas falsas e conduzem as pessoas para longe de Cristo. (Mateus 7:15) Como podemos discernir os profetas falsos dos verdadeiros? (Ver Mateus 7:16–20; ver também Morôni 7:5, 10–11.) Como Mateus 7:20 se aplica tanto a nós quanto aos profetas?

2. Fita de Vídeo

O segundo segmento de “Costumes do Novo Testamento”, que faz parte do vídeo Novo Testamento — Apresentações de Vídeo (53914 059), explica o uso de filactérios e franjas. Se você for utilizar esse segmento, discuta como esses adornos, que em certa época denotaram obediência a Deus, se tornaram símbolo do desejo dos fariseus de “serem vistos pelos homens” ao adorarem a Deus. (Mateus 6:5)

3. Enxergar a trave em nosso próprio olho

Conte a seguinte história a respeito de como o Profeta Joseph Smith ensinou uma irmã a enxergar a trave em seu próprio olho numa ocasião em que ela se sentira pessoalmente ofendida:

Uma mulher procurou o Profeta Joseph Smith, perturbada com certas coisas que outro membro da Igreja tinha dito a respeito dela. O Profeta disse-lhe que se o que o homem dissera não correspondia à verdade, ela deveria ignorar o assunto, pois a verdade sobreviveria, mas a mentira, não. A mulher achava que os comentários eram falsos, mas não se contentou em ignorar o assunto. O Profeta então contou-lhe como ele lidava com comentários dessa natureza:

“Quando um inimigo dizia algo escandaloso a seu respeito, como freqüentemente acontecia, antes de julgar o comentário, ele parava e procurava fazer sua mente voltar à época, ao lugar e à situação em que o fato havia acontecido, para verificar se uma palavra ou ato impensado poderia ter dado origem a toda a história. Se ele percebesse que isso havia acontecido, então, do fundo do coração, disse que perdoava o inimigo, sentindo-se grato por ter recebido uma admoestação a respeito de um defeito que lhe passara despercebido.”

O Profeta disse à irmã que ela deveria pensar cuidadosamente se não teria inconscientemente dado qualquer motivo para que o homem dissesse as coisas que havia dito. Depois de muito pensar, ela concluiu que sim, agradeceu o Profeta e foi-se embora. [Ver Jesse W. Crosby, citado em Hyrum L. Andrus e Helen Mae Andrus, comps., They Knew the Prophet (1974), p. 144.]

4. Atividade para os jovens

Escreva cada uma das seguintes frases tiradas de Mateus 6 e 7 em um cartão separado:

Não saiba a tua mão esquerda (6:3)

O que faz a tua direita (6:3)

Teu Pai, que vê em secreto (6:6)

Te recompensará publicamente (6:6)

Não useis (6:7)

De vãs repetições (6:7)

Perdoais aos homens (6:14)

As suas ofensas (6:14)

Ajuntai (6:20)

Tesouros no céu (6:20)

Não podeis servir (6:24)

A Deus e a Mamom (6:24)

Buscai primeiro (6:33)

O reino de Deus (6:33)

Tira primeiro a trave (7:5)

Do teu olho (7:5)

Pedi (7:7)

E dar-se-vos-á (7:7)

Buscai (7:7)

E encontrareis (7:7)

Acautelai-vos (7:15)

Dos falsos profetas (7:15)

Pelos seus frutos (7:20)

Os conhecereis (7:20)

Espalhe os cartões de face para baixo na mesa ou no chão. Divida os alunos em duas equipes e faça com que se alternem na escolha de dois cartões. Se os cartões combinarem, a equipe retira-os da mesa ou do chão e ganha outra rodada. Se os cartões não combinarem, a equipe recoloca-os na posição em que estavam e dá a vez para a outra equipe. Continue o jogo até que todos os cartões tenham sido combinados.